No final da ronda dos grupos parlamentares, Ricardo Rodrigues do PS afirmou que o partido está "disponível para aceitar colaboração" da oposição", mas criticou "o tom de arrogância e altivez da minoria". No entanto, garantiu que os socialistas "não vão condenar quem não deve ser condenado". Referia-se obviamente ao Banco de Portugal.
Na segunda ronda de questões, João Semedo fez questão de sublinhar que o Relatório Final descreve a gestão do BPN, mas deixa uma questão nuclear de fora. "A compra e venda de acções que não sendo reguladas pelo mercado, traduziam uma relação de favor . A compra de acções era acompanhada de contrato de promessa de recompra das mesmas acções com mais-valias", afirmou Semedo, lamentando que esta questão tenha sido retirada do relatório Final.
Já Miguel Macedo afirmou que não seria má ideia que houvesse um anexo ao Relatório sobre todos quanto ocuparam orgãos sociais no grupo desde 1998. "É de toda a conveniência que todos os que integraram orgãos sociais do BPN/SLN constassem do Relatório Final".
Esta questão surge após a polémica instalada quanto ao ponto três das conclusões do Relatório, no qual é dito que "o grupo desenvolveu-se rapidamente mercê da colaboração objectiva de várias pessoas influentes, em virtude do exercício de altos cargos públicos, designadamente, Dias loureiro e o próprio Oliveira Costa, bem como accionistas". Os deputados insistiram na clarificação desta questão, e as suas insinuações: que accionistas?
Sónia Sanfona esclareceu a questão dizendo que quando alude a cargos públicas se refere "a estas duas pessoas, Dias Loureiro e Oliveira Costa, bem como accionistas", separando uns de outros. Ou seja, Sónia Sanfona quis esclarecer que naquele ponto não se referia a outros accionistas que tivessem assumido cargos públicos, mas esta não colheu a concordância dos deputados que não ficaram satisfeitos com a resposta.