O líder parlamentar do PS,
Francisco Assis
, acusou hoje o PSD de "optar por uma via radical, extremista e irresponsável", caso venha a propor a abertura de uma comissão de inquérito ao programa do computador "
Magalhães
".
"A ser verdade, isso significa que o PSD está de facto a optar por uma via radical, extremista e irresponsável, de todo em todo imprópria de um grande partido com vocação de alternativa de poder como é o caso do PSD", disse Francisco Assis, numa conferência de imprensa na sede do PS/Porto.
O líder do grupo parlamentar socialista afirmou que o partido tem "informação" de que o PSD irá propor segunda-feira a abertura de uma comissão de inquérito sobre o "Magalhães", apesar de nem a direcção, nem o grupo parlamentar social-democrata terem confirmado essa informação.
"Evidentemente, participaremos em todas as comissões, com o intuito de contribuir para que haja a máxima transparência em todos os processos decisórios. Agora, uma coisa é ter esta atitude e outra é verificar que o PSD está de facto a fazer uma campanha alicerçada na suspeita e na insinuação, atentando até contra o bom-nome das instituições e das pessoas", frisou.
"Atitude de pequeno partido"
Francisco Assis acusou o PSD de "tentar permanentemente enlamear a vida política portuguesa", utilizando linguagem, suspeitas e insinuações com as quais o PS não pactuará.
Para Francisco Assis, esta atitude "seria natural num pequeno partido extremista e radical, mas é imprópria num grande partido com vocação de
poder como ainda é o PSD".
O líder parlamentar do PS salientou que "o 'Magalhães' fez muito pela divulgação da sociedade da informação em Portugal", pelo que, a haver alguma investigação, deveria ser para saber porque é que o PSD não fez cumprir a obrigação de os operadores de redes de telemóveis canalizarem verbas para a divulgação da sociedade de informação.
O Diário de Notícias refere na edição de hoje, com base numa "fonte parlamentar" não identificada, que o PSD vai impor uma comissão de inquérito na Assembleia da República, pelo "facto de ter sido escolhido sem concurso o portátil da J.P. Sá Couto para o programa e-escolinha".
Segundo o DN, "em causa está também o facto de o Governo ter criado uma fundação de direito privado, a Fundação das Comunicações Móveis".