26/05/2012 atualizado às 16:37
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PS acusa Governo de não ter políticas de emprego

"Temos mais obrigações com os portugueses do que com os mercados", disse o secretário-geral do PS, acusando o Governo de não combater o desemprego.

23:16 Sexta feira, 6 de janeiro de 2012
Seguro voltou a rejeitar que o destino de Portugal seja a austeridade
Seguro voltou a rejeitar que o destino de Portugal seja a austeridade
Fernando Veludo/Lusa

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou hoje o Governo de ter "zero propostas para as políticas ativas de emprego e para combater o desemprego", defendendo "mais obrigações com os portugueses do que com os mercados".

António José Seguro discursava durante o jantar de Reis da concelhia do PS/Porto, que decorre na Alfândega, onde afirmou que "hoje não é um dia bom para Portugal", devido à divulgação dos dados do Eurostat sobre o desemprego em Portugal, considerando que "nenhum político com sensibilidade social pode estar satisfeito" quando se "atinge o número mais elevado de desempregados que há memória" no País.

"Hoje houve um debate quinzenal na Assembleia da República. Sabem quantas vezes o primeiro-ministro se referiu aos desempregados? Zero. Sabem quantas vezes o primeiro-ministro falou de emprego e de políticas ativas de emprego? Zero. Este é o Governo que não fala para os desempregados, que não fala da necessidade de promover o emprego.
Este é o Governo que tem zero propostas para as políticas ativas de emprego e para combater o desemprego no nosso País", condenou.

O secretário-geral socialista deixou uma pergunta: "Como é que é possível olhar para um país que, no mesmo dia em que tens os níveis de confiança mais baixos de sempre, tem o nível de desemprego mais elevado de sempre?".

Passos está "apaixonado" pela austeridade


Para Seguro há duas maneiras: "Uma, é desistir dele, é baixar os braços, é dizer aos jovens e aos professores: emigrem. Mas há uma outra alternativa, há um outro caminho, que é dar esperança, é dar confiança através de propostas concretas".

Seguro voltou a rejeitar que o destino de Portugal seja a austeridade, acusando o Governo de estar "apaixonado" por ela.

"Nós temos mais obrigações com os portugueses do que com os mercados. O Governo olha para os mercados, faz tudo pelos mercados, nada contra os mercados.

Pois bem, os mercados são importantes numa economia, mas é fundamental que essa economia esteja ao serviço das pessoas e em particular das pessoas que mais necessitam da criação dessa mesma riqueza", defendeu.

Receita não resultou na Grécia


Compreendendo que tenha que "haver medidas de contenção que originam alguma austeridade", o socialista sublinhou "a grande diferença", nesta matéria, que separa o PS em relação à direita: "o governo do PSD e do CDS olha apenas para a austeridade como a solução para os nossos problemas, porque acreditam convictamente que é através de medidas de austeridade que mais cedo ou mais tarde o País pode recuperar o seu rumo de crescimento. Não é verdade. Essa receita já foi aplicada na Grécia e não resultou".

À mesa com António José Seguro estiveram ainda o deputado Francisco Assis - que nas últimas eleições internas concorreu com o secretário-geral para a liderança do partido -, o ex-ministro da Justiça do governo de José Sócrates, Alberto Martins, o ex-secretário de Estado Adjunto e da Saúde e líder da concelhia do PS/Porto, Manuel Pizarro, os deputados Renato Sampaio e José Lello e os presidentes das câmaras de Matosinhos e de Baião, Guilherme Pinto e José Luís Carneiro, respetivamente, entre outros.

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PS
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:19 | Sábado, 7 de janeiro
Desta vez quantos empregos prometem ou seja para os boys.
Lembrem-se de que quase fomos à bancarrota.
 
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    Em países normais:    Ver comentário
D. Sebastião I (seguir utilizador), 1 ponto , 8:44 | Sábado, 7 de janeiro
!
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 10:50 | Sábado, 7 de janeiro
Que eles sejam gente sem ideias, arrogantes e sem vergonha na cara, não me surpreende. O que me surpreende é haver gentinha a dar ouvidos e votos a estes incompetntes e trapalhões. Este inseguro não diz uma para caixa....
 
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Ó Seguro....
Franco5612 (seguir utilizador), 1 ponto , 3:22 | Sábado, 7 de janeiro

Não dês música!

Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura...

Faz como eu, não digas nada!

 
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