Uma hora e dez minutos de audiência privada com o Presidente da República e uma curta declaração à saída. Foi assim que Nascimento Rodrigues - na qualidade de conselheiro de Estado por inerência de funções - transmitiu a Cavaco Silva, segundo disse aos jornalistas, a sua "posição neste processo muito conturbado e muito moroso" de substituição do Provedor de Justiça.
Dez meses de espera para a sua substituição - cujo segundo mandato terminou em Julho de 2008 - não bastaram para que os partidos parlamentares conseguissem chegar a acordo. A lei exige uma maioria de dois terços dos deputados para designar um Provedor de Justiça e a guerra aberta entre PS
e PSD
tornou a missão impossível.
Nascimento Rodrigues irá amanhã, formalmente, apresentar a sua renúncia ao cargo. O destinatário da mensagem será Jaime Gama
, na qualidade de presidente da Assembleia da República. O Parlamento que não foi capaz de nomear um Provedor, receberá agora a carta de despedida de Nascimento Rodrigues.