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Arranque dos exames nacionais

Prova de Português do 12º ano "foi fácil"

À saída do primeiro exame nacional, de Português, para o qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos, a maioria dos alunos tinha a mesma opinião: "o teste foi fácil".
Lusa |
Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos
Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos / Ana Baião

A generalidade dos alunos do 12º ano ouvidos hoje pela Lusa acharam o exame nacional de Português do 12º "fácil" e dizem que o completaram sem problemas. À saída das provas, um misto de apreensão e esperança dominava os sentimentos dos estudantes.

"Não tive tantas dificuldades quanto esperava. Pensei que ia ser mais difícil, mas conseguia responder a tudo e até acho que acertei na maioria das perguntas", disse uma aluna do 12º ano da escola secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa.

"Achei que para o programa que é dado o exame foi razoável. Não foi complicado de todo", explicou.

Na escola Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, Açores, à saída da prova os alunos dividiam-se entre as suas preferências pela "Ilha dos Amores" de Luís de Camões e uma análise ao "Memorial do Convento" de José Saramago.

Para Miguel Medeiros, 18 anos, candidato a uma entrada na universidade em Educação Física e Desporto, a prova "correu bem, mas a nota pode ser má", enquanto Carolina Toste não compreendia porque tinha estudado tanto, uma vez que "o teste foi fácil".

Para Duarte Leonardo, 17 anos, que pretende frequentar a Escola Naval, "a prova correu mais para o menos", sublinhando que "as escolhas múltiplas foram mais fáceis que o tema de desenvolvimento", que abordava, genericamente, a questão dos Direitos Humanos.

André Parreira, 19 anos e aspirante a um curso de Enfermagem, afirmou convicto que já fez "coisas mais difíceis", no que é corroborado por Carla Santos, 17 anos, que quer tirar Gestão de Empresas, e Joana Silva, 17 anos, e candidata a um curso de Direito, que confessou "não gostar dos Lusíadas".

A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arrancou hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos.

Além deste exame, realizaram-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, no ensino secundário 1.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira.

Mais de 326 mil a exame até 18 de Julho

Segundo dados oficiais do Ministério da Educação (ME), entre os 326.245 exames nacionais a realizar até 18 de Julho, os que registam mais inscrições são os de Português (71.135), Biologia e Geologia na quarta-feira (58.040), Física e Química na sexta-feira (54.910) e Matemática a 23 de Junho (48.427).

No básico haverá duas chamadas para os 99.930 alunos inscritos (menos 7.201 do que no ano passado) mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27 de Junho.

Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos, sendo as pautas das classificações em ambas as chamadas afixadas a 11 de Julho.

Quanto ao secundário, estão inscritos para exame 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior.

10.500 faltaram

Segundo dados do Ministério da Educação, Dos 70.896 alunos inscritos para fazer o exame nacional de Português do 12.º ano, 10.497 (14,8 por cento) não compareceram para realizar a prova.

A menor taxa de faltosos verificou-se nos Açores, na região do Centro e Alentejo, onde 86 por cento dos inscritos foram fazer o exame, enquanto que na Madeira se verificou a menor percentagem de participação (82 por cento), seguido da região do Algarve, com 84 por cento.




Exames Nacionais do Ensino Secundário 2008, 1ª Fase
9:00 14:00 17:00

Terça,
17 de Junho

12ºano
Português (239-639)

Português Língua
não Materna
Nível de iniciação (739)
Nível intermédio (839)

Quarta,
18 de Junho

12º ano
Desenho A (706)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Biologia e Geologia (702)

12º ano
História A (623)
História B (723)

12º ano

Alemão (701)
Espanhol (747)
Francês (717,817)
Inglês (750,850)

Quinta,
19 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Economia A (712)

11º / 12º anos
História da Cultura e das Artes (724)

11º / 12º anos

Aplicações Informáticas B (703)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos

Geometria Discritiva A (708)

Sexta,
20 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Lit. Portuguesa (734)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Física Química A (715)
Geografia (719)

11º / 12º anos
Alemão (501)
Espanhol (547)
Francês (317,517)
Inglês (450,550)

Segunda,
23 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Matemática B (735)
Matemática Aplic. Ciências. Sociais (835)
Latim A(732)

12º ano
Matemática A (635)


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2 - Para a direcção de uma empresa de construção (Por exemplo Mota- Engil);
3 - Para a Câmara da Covilhã assinar mais projectos de "mamarrachos";
4 - Para docente da cadeira de inglês técnico na Universidade Independente.
5 - Outra? qual?
Vai para a ONU
Facilidades...
Já quando foi a questão das provas de eferição os alunos saiam da prova com um sorriso nos lábios dizendo que tinham achado "fácil". Quando a maioria dos estudantes diz que um exame é fácil eu desconfio. Agora vêm os exames nacionais e os estudantes voltam a dizer que é fácil.... aí já cheira a esturro. Gostava de ver os resultados pois, segundo a teoria da conspiração, este é um caso que indicia que as autoridades modelam a dificuldade dos exames para se obter um determinado resultado, não só fica bem como acaba por justificar a existencia de uma determinada política. Mas isso sou eu que já fui acusado de ler muitos livros de espionagem e conspiração...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Peço o direito de discordar...
Facilidades... pois claro!
Claro que foi fácil
é a única forma de subir as médias. Não tardará muito para alguém se contentar com a subida das médias...
exame de portugues tudo menos facil
Não achei o exame nada fàcil até porque o ministério nos enganou.... não estudamos "Os Lusíadas" no 12º ano, fazemos sim uma anàlise comparativa com "Mensagem". Não compreendo como é que os alunos podem estar tao felizes. Vou gostar de saber se os comentàrios de hoje vão corresponder a belissimas notas dia 7 de julho. Sinto-me enganada. E agora muito boa noite que amanha hà mais um exame, sim porque a preocupação com os alunos de humanidades não é a mesma que se tem pelos alunos de ciências, infelizmente, e embora a validade das àreas seja a mesma, na minha opinião.
Vergonhoso!
Frequento o 12º ano e, também eu realizei o exame nacional de Português. No entanto, a minha opinião é contraria à dos alunos inquiridas, já que considero que o a prova apelou claramente ao desleixo e desinteresse dos alunos, beneficiando todos os que, por estes dias, pouco se dedicaram ao estudo. Incluindo o programa o estudo de obras como Mensagem e Pessoa ortónimo e seus heterónimos, é inadmissível que o exame faça referência apenas a Os Lusíadas, não exigindo mais que a interpretação do excerto apresentado.
A julgar pelos comentários tecidos pelos professores no final da prova, as questões apresentavam-se mal formuladas, o que jamais poderá acontecer numa prova desta importância.
A educação em RESET.
Elevemos o nível baixando a exigência.
Que importa?!?
Fácil ou difícil, o que está a dar é entrar no Novas Oportunidades e, num ano, obter qualificações equivalentes às escolares de 3 ou 6 anos! E, agora, até há os programas "maiores de 23" nas universidades, em que nem o 12º ano é preciso ter para se ingressar, apenas é preciso fazer estas provas fáceis, fáceis e PAGAR as propinas... é evidente, se os licenciados vão para o desemprego, safa-se melhor quem optar pela via tecnico-profissional e não pensar em empregos de camisa branca, pois já só tem canudo quem cai no logro das universidades e quer dizer-se "doutor" num país encalhado... As provas serão cada vez mais fáceis, para possibilitar o negócio das universidades, o que poderá ser evidente apenas a poucos que recusem continuar a sustentar um sistema moribundo.
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