14
Anterior
Mais de 70 mil alunos a exame de Português
Seguinte
Prova de Português suscita dúvidas a docentes
Página Inicial   >  Dossiês  >  Dossies Atualidade  >  Exames Nacionais 2007/2008  >   Prova de Português do 12º ano "foi fácil"

Arranque dos exames nacionais

Prova de Português do 12º ano "foi fácil"

À saída do primeiro exame nacional, de Português, para o qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos, a maioria dos alunos tinha a mesma opinião: "o teste foi fácil".
Lusa |
Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos
Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos / Ana Baião

A generalidade dos alunos do 12º ano ouvidos hoje pela Lusa acharam o exame nacional de Português do 12º "fácil" e dizem que o completaram sem problemas. À saída das provas, um misto de apreensão e esperança dominava os sentimentos dos estudantes.

"Não tive tantas dificuldades quanto esperava. Pensei que ia ser mais difícil, mas conseguia responder a tudo e até acho que acertei na maioria das perguntas", disse uma aluna do 12º ano da escola secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa.

"Achei que para o programa que é dado o exame foi razoável. Não foi complicado de todo", explicou.

Na escola Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, Açores, à saída da prova os alunos dividiam-se entre as suas preferências pela "Ilha dos Amores" de Luís de Camões e uma análise ao "Memorial do Convento" de José Saramago.

Para Miguel Medeiros, 18 anos, candidato a uma entrada na universidade em Educação Física e Desporto, a prova "correu bem, mas a nota pode ser má", enquanto Carolina Toste não compreendia porque tinha estudado tanto, uma vez que "o teste foi fácil".

Para Duarte Leonardo, 17 anos, que pretende frequentar a Escola Naval, "a prova correu mais para o menos", sublinhando que "as escolhas múltiplas foram mais fáceis que o tema de desenvolvimento", que abordava, genericamente, a questão dos Direitos Humanos.

André Parreira, 19 anos e aspirante a um curso de Enfermagem, afirmou convicto que já fez "coisas mais difíceis", no que é corroborado por Carla Santos, 17 anos, que quer tirar Gestão de Empresas, e Joana Silva, 17 anos, e candidata a um curso de Direito, que confessou "não gostar dos Lusíadas".

A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arrancou hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos.

Além deste exame, realizaram-se também hoje as provas de Língua Portuguesa Não Materna dos 12º e 9º anos. No total, no ensino secundário 1.135 alunos estão inscritos para fazer exames esta terça-feira.

Mais de 326 mil a exame até 18 de Julho

Segundo dados oficiais do Ministério da Educação (ME), entre os 326.245 exames nacionais a realizar até 18 de Julho, os que registam mais inscrições são os de Português (71.135), Biologia e Geologia na quarta-feira (58.040), Física e Química na sexta-feira (54.910) e Matemática a 23 de Junho (48.427).

No básico haverá duas chamadas para os 99.930 alunos inscritos (menos 7.201 do que no ano passado) mostrarem o que sabem de Língua Portuguesa e Matemática ao nível do 9º ano, a primeira na quarta e na sexta-feira, e a segunda na próxima semana, a 26 e 27 de Junho.

Os alunos dispõem de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos, sendo as pautas das classificações em ambas as chamadas afixadas a 11 de Julho.

Quanto ao secundário, estão inscritos para exame 157.718 alunos (menos 11.849 do que em 2007), dos quais 96.953 são candidatos ao Ensino Superior.

10.500 faltaram

Segundo dados do Ministério da Educação, Dos 70.896 alunos inscritos para fazer o exame nacional de Português do 12.º ano, 10.497 (14,8 por cento) não compareceram para realizar a prova.

A menor taxa de faltosos verificou-se nos Açores, na região do Centro e Alentejo, onde 86 por cento dos inscritos foram fazer o exame, enquanto que na Madeira se verificou a menor percentagem de participação (82 por cento), seguido da região do Algarve, com 84 por cento.




Exames Nacionais do Ensino Secundário 2008, 1ª Fase
9:00 14:00 17:00

Terça,
17 de Junho

12ºano
Português (239-639)

Português Língua
não Materna
Nível de iniciação (739)
Nível intermédio (839)

Quarta,
18 de Junho

12º ano
Desenho A (706)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Biologia e Geologia (702)

12º ano
História A (623)
História B (723)

12º ano

Alemão (701)
Espanhol (747)
Francês (717,817)
Inglês (750,850)

Quinta,
19 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Economia A (712)

11º / 12º anos
História da Cultura e das Artes (724)

11º / 12º anos

Aplicações Informáticas B (703)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos

Geometria Discritiva A (708)

Sexta,
20 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Lit. Portuguesa (734)

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Física Química A (715)
Geografia (719)

11º / 12º anos
Alemão (501)
Espanhol (547)
Francês (317,517)
Inglês (450,550)

Segunda,
23 de Junho

10º / 11º anos ou 11º / 12º anos
Matemática B (735)
Matemática Aplic. Ciências. Sociais (835)
Latim A(732)

12º ano
Matemática A (635)


Opinião


Multimédia

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Geração Z

Mais rápidos, mais capazes, mais solitários, os Z vivem agarrados aos ecrãs, pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel. Que geração é esta que nasceu com a viragem do século?

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.


Comentários 14 Comentar
ordenar por:
mais votados
A melhor sondagem do ano. Responda por favor:
Na sua opinião, para onde irá sócrates quando sair do governo?

1 - Para quadro da banca;
2 - Para a direcção de uma empresa de construção (Por exemplo Mota- Engil);
3 - Para a Câmara da Covilhã assinar mais projectos de "mamarrachos";
4 - Para docente da cadeira de inglês técnico na Universidade Independente.
5 - Outra? qual?
Vai para a ONU
Facilidades...
Já quando foi a questão das provas de eferição os alunos saiam da prova com um sorriso nos lábios dizendo que tinham achado "fácil". Quando a maioria dos estudantes diz que um exame é fácil eu desconfio. Agora vêm os exames nacionais e os estudantes voltam a dizer que é fácil.... aí já cheira a esturro. Gostava de ver os resultados pois, segundo a teoria da conspiração, este é um caso que indicia que as autoridades modelam a dificuldade dos exames para se obter um determinado resultado, não só fica bem como acaba por justificar a existencia de uma determinada política. Mas isso sou eu que já fui acusado de ler muitos livros de espionagem e conspiração...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Re: Facilidades...
Peço o direito de discordar...
Facilidades... pois claro!
Claro que foi fácil
é a única forma de subir as médias. Não tardará muito para alguém se contentar com a subida das médias...
exame de portugues tudo menos facil
Não achei o exame nada fàcil até porque o ministério nos enganou.... não estudamos "Os Lusíadas" no 12º ano, fazemos sim uma anàlise comparativa com "Mensagem". Não compreendo como é que os alunos podem estar tao felizes. Vou gostar de saber se os comentàrios de hoje vão corresponder a belissimas notas dia 7 de julho. Sinto-me enganada. E agora muito boa noite que amanha hà mais um exame, sim porque a preocupação com os alunos de humanidades não é a mesma que se tem pelos alunos de ciências, infelizmente, e embora a validade das àreas seja a mesma, na minha opinião.
Vergonhoso!
Frequento o 12º ano e, também eu realizei o exame nacional de Português. No entanto, a minha opinião é contraria à dos alunos inquiridas, já que considero que o a prova apelou claramente ao desleixo e desinteresse dos alunos, beneficiando todos os que, por estes dias, pouco se dedicaram ao estudo. Incluindo o programa o estudo de obras como Mensagem e Pessoa ortónimo e seus heterónimos, é inadmissível que o exame faça referência apenas a Os Lusíadas, não exigindo mais que a interpretação do excerto apresentado.
A julgar pelos comentários tecidos pelos professores no final da prova, as questões apresentavam-se mal formuladas, o que jamais poderá acontecer numa prova desta importância.
A educação em RESET.
Elevemos o nível baixando a exigência.
Que importa?!?
Fácil ou difícil, o que está a dar é entrar no Novas Oportunidades e, num ano, obter qualificações equivalentes às escolares de 3 ou 6 anos! E, agora, até há os programas "maiores de 23" nas universidades, em que nem o 12º ano é preciso ter para se ingressar, apenas é preciso fazer estas provas fáceis, fáceis e PAGAR as propinas... é evidente, se os licenciados vão para o desemprego, safa-se melhor quem optar pela via tecnico-profissional e não pensar em empregos de camisa branca, pois já só tem canudo quem cai no logro das universidades e quer dizer-se "doutor" num país encalhado... As provas serão cada vez mais fáceis, para possibilitar o negócio das universidades, o que poderá ser evidente apenas a poucos que recusem continuar a sustentar um sistema moribundo.
Comentários 14 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador

PUBLICIDADE

Pub