18 de junho de 2013 às 7:47
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Projeto de Roquette no Alqueva faliu

O pedido de insolvência do Parque Alqueva já deu entrada em tribunal. O grupo de José Roquette alega que a CGD não cumpriu compromissos de financiamento

www.expresso.pt
Projeto de Roquette no Alqueva faliu Paulo Vaz Henriques

Deu entrada ontem, 7 de agosto, em tribunal o Processo Especial de Insolvência do projeto Parque Alqueva do grupo SAIP, do empresário José Roquette.

Problemas de financiamento estão na origem da insolvência do megaprojeto turístico de José Roquette, aqpesar deste ter sido o único em Portugal classificado pelo Governo como Projeto de Interesse Estratégico Nacional em agosto de 2011.

A SAIP de José Roquette alega que se viu "forçada a apresentar o pedido de insolvência em resultado da falta de acordo quanto ao modelo de financiamento do projeto, que foi comunicada, de forma definitiva, pelo grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) no final do mês de julho". 

"A CGD não respeitou compromissos inicialmente assumidos que permitiriam ao promotor concluir o projecto", enfatiza a SAIP, lembrando que os bancos financiadores, o que também inclui o BPI, "têm procurado desde 2009 estruturar o financiamento de médio/longo prazo a que se comprometeram que só conseguiram apresentar em Outubro de 2011 e em condições que não são aceitáveis para o principal accionista das sociedades e promotor do projecto". 

Apesar de José Roquette ter procurado "encontrar um entendimento com os bancos ou soluções alternativas que permitissem avançar com o projecto", estas iniciativas "não tiveram infelizmente sucesso, tendo a CGD confirmado que não financiaria o projeto sem a manutenção de garantia pessoal antes prestada pelo promotor".

CGD coloca os riscos em Roquette


Em termos práticos, segundo a SAIP, seria José Roquette "a assumir, de forma ilimitada, a responsabilidade pelo projeto, não partilhando a CGD do risco pelo qual foi e continuaria a ser muitíssimo bem remunerada. De sublinhar que a última proposta de re-financiamento recebeu, na fase final, a aprovação do BPI". 

A SAIP lembra que "o projeto foi desde o início acompanhado pelo BPI e, a partir de 2009, também acompanhado e apoiado pela CGD, o que levou o promotor a confiar que estariam reunidas as condições para o seu financiamento até à conclusão. Foi por isso que suportou os enormes custos decorrentes deste tempo de indecisão dos bancos, incluindo custos financeiros e outros custos indiretos resultantes, por exemplo, dos atrasos no início das obras, os quais, em grande parte, poderiam bem ter sido evitados se tivesse havido uma resposta atempada dos bancos".

 

"O promotor, sem o apoio dos bancos, não pode assumir sozinho o risco do projecto, pelo que mais não lhe resta senão apresentar o processo à insolvência, entendendo que, da mesma forma que seriam responsáveis pelo sucesso que o projecto viesse a ter, agora que recuaram nesse apoio tornaram-se responsáveis pelo fracasso que a apresentação à insolvência representa".

 

Âncora de Alqueva por água abaixo


 

A paragem do projeto implica a perda de cerca de 200 empregos diretos e 300 indiretos que seriam criados só nesta 1ª fase, e o fim do projeto âncora do destino turístico Alqueva, sublinha a SAIP.

"Do ponto de vista estratégico, não se compreende como pode um país sair do ciclo vicioso da recessão sem investir em novos projetos, sobretudo naqueles que, como este, foi considerado de 'Interesse Estratégico Nacional' e que, recebendo o apoio do Estado através do Ministério da Economia, da AICEP e da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, acaba por não seguir em frente por não ser financiável para a CGD", defende a SAIP.

 

"Continuamos a acreditar, como no primeiro dia, nas enormes potencialidades do projeto e no sector do turismo como motor de crescimento, diferenciação, criação de emprego e de riqueza para a região e para o país, não podendo senão lamentar que pelas referidas razões tenha sido perdida esta oportunidade de desenvolvimento", conclui o comunicado da empresa de José Roquette.

 

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Como poderia a Caixa financiar esse projecto se andou a emprestar dinheiro ao berardo e a outros para comprarem acções do BCP que agora estão ao preço da uva mijona, A Caixa agora também dá prejuízos, neste Portugal de Abril desgovernado por esse governo tresloucado (palavras de Henrique Neto) de sócrates. Henrique Neto deu ontem uma boa aula de (des)economia na SIC notícias onde foi claro sobre os projectos megalómanos do anterior governo e que se transformaram em elefantes brancos. Enquanto a metade do POVO que ainda vota não compreender que esta democracia, tal como está, nunca nos levará a lado nenhum, jamais passaremos da cepa torta.
Evidentemente q um projecto desta magnitude Ver comentário
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Quem é que aqui teve a tentação de ir passar um... Ver comentário
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Investidores de pacotilha
A maioria desta gente, que aparece como grandes impulsionadores de projectos, estão sempre a contar com o financiamento alheio. Habituados à bengala do poder, são incapazes de arriscar capitais próprios num projecto.

Este Roquete, deve ter uma pilha de massa, a bom recato, num paraíso qualquer, mas queria que fosse a CGD a aguentar a parada. Se houvesse lucros eram para ele, os prejuízos eram para a Caixa.

Estão-se nas tintas para o desenvolvimento regional, vão à procura do lucro fácil e rápido.

Com empresários destes, não vamos a lado nenhum.
  O vício de pedido de dinheiro à banca é de tal ordem que , mesmo os fleumáticos funcionários da troika, se espantaram com a incapacidade do empresariado nacional de arriscar capitais próprios............

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Gostava de o compreender... Ver comentário
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Os miseráveis
Nos países mais desenvolvidos e, nomeadamente nos EUA, a banca assume parte (se não a totalidade) do risco do projecto. Com efeito, ou o projecto é válido pela sua natureza e pela capacidade de gestão ou não é válido. Não é o capital do empresário que vai tornar um projecto bom. Em Portugal, a banca só avança se o accionista tiver o capital todo ou as garantias cobrirem a maior parte do projecto. Se fosse esta a mentalidade em vigor, a maior parte das empresas que sairam de Sillicon Valley (por exemplo) NUNCA teriam passado do papel. Hoje gigantes multinacionais arrancaram e prosperaram graças à mentalidade correcta.
A banca portuguesa preferiu investir o dinheiro que tinha e não tinha em activos que considerava seguros: Estado português e crédito à habitação. lixaram-se. O risco era (na altura baixo), pelo que a margem também. Risco baixo não quer dizer que não exista. É tudo uma questão de probabilidades. O problema do risco baixo é que muitas vezes é desprezado. Não é provisionado (ou pouco) e não se liga aos sinais de alerta. Quando entra em default (ou seja, verifica-se a ocorrência traduzida por um risco baixo), muitas vezes os efeitos são devastadores.
Aliás, o The Economist de 28/7 traz um artigo interessantíssimo sobre o assunto (na Europa, mas aplica-se a Portugal) e que explica as diferenças de crescimento económico entre EUA e Europa, que são sobretudo motivados pela fraca criação de novos grandes empresários/empresas: www.economist.com/node/21559618

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Não, apenas conversa de ultra Ver comentário
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Conversa de neoliberal que não sabe o que é o Ver comentário
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Eu agora é que fiquei com certeza toda!! Ver comentário
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Ultrapassagem...
Portugal atingiu um nível de "desenvolvimento" superior às suas capacidades humanas e financeiras!!!

Em Portugal, quase não há "empresários"!!! Há sim muitos "empreendedores" cheios de "esquemas" para sacar subsídios e financiamentos, que depois dão "bota", e só deixam dívidas!!!

É o resultado da aplicação dos paradigmas da "iniciativa privada" num contexto socio-económico e cultural onde não há formação, dinheiro, nem honestidade!!!

E até os próprios "empresários" (=os que têm MESMO dinheiro e são realmente DONOS das empresas) não investem o seu próprio dinheiro... mas sim o dos Bancos e dos contribuintes, para sacar o MÁXIMO para as Offshores...

Portugal foi ultrapassado pelos chico-espertos e pelos vigaristas. Só há uma solução: começar a meter na cadeia todos os corruptos e vigaristas!!!
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Muitos patrões
E poucos empresários, pois estes singram por conta própria e os patrões singram por conta de outros e por estes se tem visto muitas falências fraudulentas e impunes de castigo por uma justiça ao sabor do poder partidário.
Portugal nunca poderá sair da cepa torta com este tipo de gente.
Quem é José Roquette?


JOSÉ ROQUETTE FOI DONO DA FIRMA DE MARROCOS

A SLN tornou-se proprietária de uma parte do capital da Redal após ter adquirido a Pleiade, que era dona da firma marroquina, a José Roquette, em 2000.

A operação custou à SLN 58 milhões de euros, segundo refere o contrato celebrado entre Roquette e a SLN. Com esta venda, Dias Loureiro, que tinha 15% do capital da Pleiade, recebeu 8,25 milhões de euros. Em Julho de 2009, o ex-líder do Sporting foi alvo de buscas no âmbito das investigações ao BPN
Diga-me com quem andas? Direi quem és... Pois !! Ver comentário
Re:Os caloteiros do p.s.d. Ver comentário
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As leis dos alunos do farsola
santanacastilho.blogspot.pt/2012/08/o-tirano.html
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Re: Tambem transportou o andor com o gangue.. Ver comentário
Re: Tambem transportou o andor com o gangue.. Ver comentário
Re: Tambem transportou o andor com o gangue.. Ver comentário
Re: Tambem transportou o andor com o gangue.. Ver comentário
Re: Tambem transportou o andor com o gangue.. Ver comentário
Vamos lá ver se a gente se entende…
A Banca de retalho, tem como obrigação a salvaguarda do dinheiro dos depositantes. Ao contrário da Banca de investimento, ou Sociedades de Capital de Risco. Aí, os investidores correm riscos calculados, na prospetiva de ganhos proporcionais.

Mas o esperto (e milionário) Roquette, queria dividir os riscos, mas não os benefícios. O que sucederia, se tentasse alternativas ao financiamento bancário.

E os “empregos” funcionam como chantagem, em que se paga para os criar e, como se pagou para tal, paga-se mais o que for necessário, para não se perderem. Em muitos casos, feitas as contas, sairia mais barato para o CONTRIBUINTE (vamos acabar com a mania que o Estado paga como se fosse a “fonte” dos euros), pagar principescos subsídios de desemprego.

Os empregos “políticos” do faz-de-conta-que-se-justificam, foram parte responsável pela queda dos regimes de economia planificada. Em economias de mercado, nem pensar no assunto devia ser legal.

O que muitos “empresários” se habituaram, foi ao “apoio”. E esse “apoio” é sempre com o dinheiro de todos. Uns tolos, referem-se ao assunto, como se não tivesse nada a ver com eles.

É salutar e higienicamente recomendável o que está a acontecer. Fruto, não da sapiência dos governantes, mas da crise.... que, afinal, não é má de todo
Re: Vamos lá ver se a gente se entende… Ver comentário
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Norrisco Ver comentário
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Re: Vamos lá ver se a gente se entende… Ver comentário
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Temos que nos revoltar contra esta banca...
Infelizmente esta é a banca que temos.
É mais importante apoiar a aquisição de um Pavilhão Atlântico do que um empreendimento que cria emprego e desenvolve uma região?
Estas situações mostram-nos que não existem políticas para Portugal, não há estratégia, não há rumo, um caminho, temos o que merecemos.
Re: Temos que nos revoltar contra esta banca... Ver comentário
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Empresários: com o dinheiro dos outros e sem risco
Estes empresários portugueses são excelentes gestores:

- Só investem se o banco emprestar dinheiro!!!!

Conclusão:

- O dinheiro deles, fica bem seguro (talvez no estrangeiro), pedem dinheiro ao banco para o investimento, e se a empresa falir, quem se lixa é o banco.

E assim os nossos empresários-milionários "...lá vão cantando e rindo..."

Palavras para que?
Re: Empresários: com o dinheiro dos outros e sem r Ver comentário
Re: Empresários: com o dinheiro dos outros e sem r Ver comentário
Re: Empresários: com o dinheiro dos outros e sem r Ver comentário
Re: Empresários: com o dinheiro dos outros e sem r Ver comentário
Re: Empresários: com o dinheiro dos outros e sem r Ver comentário
Banqueiros, dizem-se eles !!

A Banca do Estado desconhece o que é "capital de risco", preferindo o risco do financiamento de compra de acções, do financiamento a OPA's mesmo que lesivas ao interesse nacional.

A CGD tem dinheiro, mas há que salvaguardar grande parte para os negócios do Partido, cujo lançamento estará para breve, estando o guito desde já "cativo" por parte de uma administração que mais não faz do que representar os interesses de grupos económicos. Por isso eles deram todos em banqueiros de um momento para o outro, tendo a CGD como guarida.
Re: Banqueiros, dizem-se eles !! Ver comentário
Impressionante
Estes grandes investidores andam todos a reboque do Estado...
projeto-de-roquette-no-alqueva-faliu
Se fosse só este não seria grave, mas todos os dias temos noticias destas e ainda de outras em que empresas vão à falência. Por isso a alcunha deste governo é:- LATINHA .

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/nova-alcunha-do-governo-e-latinha.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/demita-se-senhor-primeiro-ministro.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/passos-portugal-no-bom-caminho.html
: Nao pagam as rendas da sede da Covilha ha 1 ano! Ver comentário
CGD mais direccionada para emprestar a Berardo
Este projecto não poderia ser suportado exclusivamente pelas garantias pessoais de José Roquete, até porque este não teria capitais próprios q suportassem o tal Alqueva PIN.
A CGD queria sol na eira e chuva no nabal, ou seja estaria interessada na rentabilidade futura do projecto sem assumir os riscos que este comportaria.
Essa mesma CGD emprestou milhões a Joe Berardo para financiar as suas transacções especulativas, ou seja para comprar acções do BCP, que serviriam de garantia do empréstimo contraído por JB. Como as acções do BCP não valem agora o papel em que são impressas, a CGD ficou com o "menino nas mãos" assumindo elevadíssimos prejuizos !
Veja-se bem em que país estamos:
Um banco do estado com capitais públicos financia especuladores nas suas acções especulativas de compra e venda de títulos mobiliários em mihões de euros e depois recusa apoiar/financiar projectos com impacto na economia local e nacional.
Este é um bom exemplo de como Portugal, chegou onde chegou. Exemplos destes existem às centenas !!!
Para onde foram os 7 milhões
Não saiu do papel mas nós já estamos a arder com 7 milhões dos nossos impostos?

Para onde foi este dinheiro?

Será por isso que o Zorrinho estava histérico?
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