Projecto de luxo em Porto Santo pode ir parar à banca
O Grupo SIRAM pondera entregar à banca o projecto turístico de 125 milhões de euros que está a ser construído na ilha do Porto Santo, cujas obras pararam em Dezembro por falta de dinheiro.
A falta de capitais próprios para concluir o projecto e o desinteresse demonstrado por vários investidores nacionais e internacionais contactados pelo patrão da SIRAM, Sílvio Santos, levaram o empresário madeirense a apresentar duas propostas aos bancos que estão a financiar o Colombo's Resort.
Assim, o Banif e o BCP ficariam com o projecto que está quase concluído e reforçavam os capitais próprios da empresa. Em contrapartida, o grupo SIRAM e os restantes sócios - a JVC Holding de Joaquim Coimbra e a IPG de Góis Ferreira - diminuiriam as participações na sociedade ou cederiam na íntegra as suas acções.
A mesma proposta, disse ao Expresso fonte da SIRAM, foi apresentada quer ao Governo da República, quer ao Governo Regional da Madeira, e ainda à Câmara Municipal do Porto Santo. O executivo de Alberto João Jardim já recusou qualquer envolvimento no projecto turístico, restando agora uma resposta do Governo de Sócrates.
A verdade é que nenhum dos sócios do Colombo's Resort tem disponibilidade financeira para injectar capitais próprios na empresa que explora o empreendimento. Por isso, estão dispostos a 'abandonar' o negócio.
Sílvio Santos não comenta estas negociações e o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, que tem a responsabilidade da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, a quem a SIRAM apresentou o negócio, diz apenas que o Executivo madeirense está a seguir o caso com "preocupação".
O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, garante que está a acompanhar de perto a evolução do caso. "O Governo da República está a acompanhar com atenção o processo e só quando estiver concluído é que nos pronunciaremos", disse ao Expresso.



Colombopress/Diário de Notícias da Madeira
Nenhum dos sócios do Colombos Resort tem disponibilidade financeira para injectar capitais próprios na empresa que explora o empreendimento de luxo
