26 de maio de 2013 às 0:00
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Projecto de luxo em Porto Santo pode ir parar à banca

Sílvio Santos, do grupo SIRAM, quer que seja a banca ou os Governos da República ou da Madeira a injectar capital no luxoso Colombo's Resort. Em contrapartida, cederá uma parte da participação na empresa ou a totalidade das acções.
Sara Moura, no Funchal
Nenhum dos sócios do Colombos Resort tem disponibilidade financeira para injectar capitais próprios na empresa que explora o empreendimento de luxo Colombopress/Diário de Notícias da Madeira Nenhum dos sócios do Colombos Resort tem disponibilidade financeira para injectar capitais próprios na empresa que explora o empreendimento de luxo

O Grupo SIRAM pondera entregar à banca o projecto turístico de 125 milhões de euros que está a ser construído na ilha do Porto Santo, cujas obras pararam em Dezembro por falta de dinheiro.

A falta de capitais próprios para concluir o projecto e o desinteresse demonstrado por vários investidores nacionais e internacionais contactados pelo patrão da SIRAM, Sílvio Santos, levaram o empresário madeirense a apresentar duas propostas aos bancos que estão a financiar o Colombo's Resort.

Assim, o Banif e o BCP ficariam com o projecto que está quase concluído e reforçavam os capitais próprios da empresa. Em contrapartida, o grupo SIRAM e os restantes sócios - a JVC Holding de Joaquim Coimbra e a IPG de Góis Ferreira - diminuiriam as participações na sociedade ou cederiam na íntegra as suas acções.

A mesma proposta, disse ao Expresso fonte da SIRAM, foi apresentada quer ao Governo da República, quer ao Governo Regional da Madeira, e ainda à Câmara Municipal do Porto Santo. O executivo de Alberto João Jardim já recusou qualquer envolvimento no projecto turístico, restando agora uma resposta do Governo de Sócrates.

A verdade é que nenhum dos sócios do Colombo's Resort tem disponibilidade financeira para injectar capitais próprios na empresa que explora o empreendimento. Por isso, estão dispostos a 'abandonar' o negócio.

Sílvio Santos não comenta estas negociações e o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, que tem a responsabilidade da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, a quem a SIRAM apresentou o negócio, diz apenas que o Executivo madeirense está a seguir o caso com "preocupação".

O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, garante que está a acompanhar de perto a evolução do caso. "O Governo da República está a acompanhar com atenção o processo e só quando estiver concluído é que nos pronunciaremos", disse ao Expresso.

Comentários 4 Comentar
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é preciso ter lata.
Tem toda a razão
Se ajudam o sector automóvel, a Qimonda, etc., por que razão não hão-de ajudar o grupo SIRAM ?!

E por que razão não ajudam o Zé aqui ao lado que tem uma garagem de reparação de automóveis ?!!

E os Zés deste país não entregarão bem mais IVA e IRC ao estado chulo que as Qimondas ?!

E duvido que os Zés tenham tido as ajudas das Qimondas !

Também sei que os Zés nunca poderão dar emprego aos políticos e seus familiares no futuro. E que não têm o poder de lobi de muitas grandes empresas.

Incrível !?
Quanto mais leio os jornais, mais vejo que isto tudo são Santos de pau carunchoso ! Metem-se nos empreendimentos e depois têm a lata de vir dizer que não têm dinheiro para os fazer funcionar? É isto o empreendorismo português? A qualidade da classe empresarial portuguesa é esta? Tão tristes que são, só prestam para vaidades, mas balofas!!!!
Em minha opinião quem.....
.......deu subsídios a um projecto de fábrica que tem um só cliente, deveria ter de devolver do seu próprio bolso e com juros, o que desbaratou de outrém.

Agora, afirmam que vão assegurar os postos de trabalho !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas como ???????????? Os funcionários da Qimonda vão produzir para stock ?!!!!!!!

Claro, claro que é com os impostos dos outros que eles vão assegurar tudo o que poderem, pelo menos até às eleições !!

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