A Economia, as questões sociais e a solidariedade, a Justiça, a Educação e a segurança são as prioridades do programa eleitoral do PSD, um documento de 40 páginas designado "Compromisso de Verdade" hoje apresentado em Lisboa por Manuela Ferreira Leite
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"Durante meses ouvimos os portugueses, analisámos os problemas, fizemos propostas. (...) Este programa eleitoral do PSD tem como objectivo a apresentação das orientações políticas que, merecendo a confiança dos Portugueses, seguiremos quando formos chamados a formar Governo", avisa a líder dos sociais-democratas no preâmbulo do documento, a que a agência Lusa teve acesso.
Segundo o PSD, Portugal confronta-se hoje com uma das crises mais graves desde que se tornou num país democrático. "Esta crise é, porém, diferente das outras - mais complexa, mais ampla e mais profunda. É, antes de mais, uma crise estrutural, interna, em que é a própria independência económica do País que está em causa. É uma crise mais complexa porque nos atinge num momento em que as soluções anteriores, de integração europeia, só por si já não bastam", alegam os sociais-democratas na sua proposta de programa de Governo.
A crise, assegura o PSD, "é mais ampla porque enfrenta uma conjuntura internacional grave. E é mais profunda porque não é apenas uma crise económica - é também uma crise de esperança dos portugueses, fruto de uma grande crise social, de uma crise de confiança na justiça, de uma crise que encontrou o Governo numa situação de divórcio com as diversas classes profissionais, depois de quatro anos de confrontos e de humilhações inúteis, e de uma crise de credibilidade da política".
É neste contexto que o PSD apresenta as prioridades para o país. Na Economia, o PSD quer criar condições para aumentar o emprego e para retomar o crescimento e a convergência com a União Europeia. Quer ainda recuperar a competitividade e eliminar ou reduzir os obstáculos que têm impedido o desenvolvimento do país.
Na área das questões sociais e a solidariedade, o partido de Manuel Ferreira Leite defende que é essencial aumentar a coesão social, a par da necessidade imperiosa de se acudir aos problemas mais prementes da pobreza e das desigualdades.
Prioritárias para o PSD são, ainda, "as pessoas e as famílias". "Não nos serve um desenvolvimento que não se alicerce no bem-estar social, que passa também por uma maior acessibilidade aos serviços de saúde", defendem os sociais-democratas.
A Justiça é uma das apostas do partido, quer recuperar a confiança no sistema judicial e garantir a sua eficácia. "Trata-se de um investimento decisivo, sob pena de todo o tecido económico e social se esboroar. A Justiça é o primeiro pilar da garantia e defesa das liberdades", defendem os sociais-democratas.
Na área da Educação, o PSD promete combater "o facilitismo" e lutar pela recuperação do prestígio dos professores. Os sociais-democratas defendem ainda o reforço da autoridade do Estado, uma efectiva política de prevenção e a melhoria da coordenação dos meios de combate à criminalidade.