26/05/2012 atualizado às 16:37
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Implementar modelo numa amostra de escolas

Professores querem novo regime de avaliação "testado"

A FENPROF reuniu-se com a tutela para apresentar a proposta, argumentando ser "uma irresponsabilidade submeter no escuro, sem testar, um regime de avaliação de que se desconhecem as consequências".

22:03 Quarta feira, 6 de fevereiro de 2008
A tutela garante que a proposta "é para analisar" mas considera "difícil a sua concretização"
A tutela garante que a proposta "é para analisar" mas considera "difícil a sua concretização"
Rui Duarte Silva

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) propôs hoje ao Ministério da Educação que teste numa amostra de escolas, até ao final do ano lectivo, o novo regime de avaliação de professores, considerando uma "irresponsabilidade" não o fazer.

Em comunicado, a estrutura sindical, que hoje reuniu com a tutela sobre esta matéria, afirma que seria "uma irresponsabilidade submeter no escuro, sem testar, um regime de avaliação de que se desconhecem as consequências".

Em declarações à Agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Educação admitiu que a proposta é para analisar mas considerou difícil a sua concretização.

"O Estatuto da Carreira Docente impõe calendários para a avaliação e estipula que só haverá progressão na carreira após a aplicação do novo regime de avaliação, pelo que vimos com dificuldade o adiamento do processo", afirmou Jorge Pedreira.

No comunicado, a maior federação sindical de professores afirma que muitos dos itens propostos nas fichas de avaliação são de "elevada subjectividade", podendo daí resultar "graves penalizações para os professores".

"Como podem ser classificados ' disponibilidades', 'empenhamentos' ou a 'criação de climas favoráveis'? Que indicadores de medida existem para classificar tais itens de tão elevada carga subjectiva?", questiona a FENPROF.

Para Jorge Pedreira, as críticas ficam sem efeito a partir do momento que o sindicato não apresenta nenhuma proposta. "É uma imposição inconsequente", afirmou.

No comunicado, a FENPROF sublinha que recebeu as propostas do Governo sobre as fichas com dois dias de antecedência.

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vergonha na educaçaõ
B l u e S k y (seguir utilizador), 1 ponto , 0:45 | Quinta feira, 7 de fevereiro de 2008
daqui a poucos anos, com este novo sistema, vamos ter níveis de sucesso surpreendentes...
...e alunos que vão concluir o 12º ano sem saber ler, escrever e falar!
Mas é tudo à imagem de Sócrates.
O que este governo está a fazer aos Professores deste país é típico de gente medíocre que subiu na vida como nós sabemos...
 
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A ministra que vá pastar caracóis....
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Quinta feira, 7 de fevereiro de 2008
a FENPROF sublinha que recebeu as propostas do Governo sobre as fichas com dois dias de antecedência.
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E queriam propostas alternativas?

A ministra que vá pastar caracóis.
 
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Sindicalistas? Oportunistas!
anjogama (seguir utilizador), 1 ponto , 21:08 | Quinta feira, 7 de fevereiro de 2008
Na minha humilde condição de encarregado de educação e depois de estar numa reunião da escola dos meus educandos, verifico que os professores que são avaliadores vão faltar às aulas deles para irem avaliar os outros. Não deve haver no mundo inteiro uma coisa assim. Não permito que os meus educandos fiquem sem setenta e tal aulas durante o ano, mais de um terço do total, porque o professor deles tem que ir visitar os outros. São três vezes por ano escolar, são vinte e tal professores distribuídos por vários locais, portanto na escola sede deve ser uma coisa semelhante a esta. Os outros encarregados de educação que lerem isto e não saibam como esta coisa da avaliação dos professores funciona, informem-se bem, porque os seus filhos e educandos vão ficar muitas aulas ao abandono. Nunca tivemos um terror tão grande na educação. Nunca os alunos foram vítimas de uma política apocalíptica como esta. Nunca os alunos foram massacrados com tanta atrocidade a começar pela obrigatoriedade de presença na escola – 8 ou 9 horas por dia. Tanta chamada disciplina do faz-de-conta e nada aprendem. Basta desta perseguição racista, xenófoba e tirânica sobre os nossos filhos. Basta desta incompetência cega de pessoas que de educação sabem zero.
Não vale a pena acreditar nos sindicalistas, eles estão colados ao regime e seguem-nos cegamente, fazendo o que o governo quer e mais, ignoram o que são crianças.
B.L. LISBOA
 
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