26/05/2012 atualizado às 16:37
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Professores: novo modelo de avaliação satisfaz "no seu essencial"

Ministro da Educação disse que houve cedências de parte a parte, mas "no essencial" o  novo modelo de avaliação de professores satisfaz, pois é um "modelo formativo, não burocrático e que vai ajudar todos a progredirem e a serem melhores professores".

8:21 Sábado, 10 de setembro de 2011
Nuno Crato disse que "os professores e as famílias devem estar contentes pois virou-se uma página" na avaliação
Nuno Crato disse que "os professores e as famílias devem estar contentes pois virou-se uma página" na avaliação
Nuno Veiga/Lusa
O Ministro da Educação Ciência, Nuno Crato, afirmou que "Portugal tem a partir de hoje um novo modelo de avaliação de professores", depois de o Ministério ter chegado a acordo com sete das treze organizações sindicais.

No final da maratona negocial, que teve início às 08:30 e só terminou depois das 23:00, os dois principais sindicatos tomaram diferentes posições, com a Federação Nacional de Professores (FENPROF) a recusar assinar o novo acordo, que foi subscrito pela Federação Nacional de Educação (FNE).

"A nova avaliação docente tem ciclos mais longos, coincidentes com as progressões na carreira, evita conflitos de interesses entre avaliadores e avaliados, promovendo uma avaliação hierárquica e externa, em que os avaliadores pertencem ao mesmo grupo disciplinar dos avaliados", explicou o ministro durante a conferência de imprensa já depois das 00:00.

Modelo formativo e não burocrático


"Estamos muito satisfeitos, houve cedências de parte a parte mas no essencial este modelo satisfaz-nos pois é um modelo formativo, não burocrático e que vai ajudar todos a progredirem e a serem melhores professores", disse Nuno Crato.

No seu entender "os professores querem tranquilidade para iniciarem o ano letivo e desejam que a avaliação não seja um empecilho à sua atividade docente, mas antes o contrário", adiantando que "os professores e as famílias devem estar contentes pois virou-se uma página", com a assinatura deste acordo.

A Fenprof recusou assinar o documento final pois os três pontos essenciais que defendia, a redução do número de menções na avaliação (atualmente são cinco), a eliminação de quotas para as classificações mais elevadas e implicação nas notas na graduação de professores nos concursos, não foram satisfeitos pelo Ministério.

O Ministério manteve as quotas e as cinco menções avaliativas. Em relação aos concursos há uma alteração, que no nosso entender cria uma situação discriminatória entre professores de carreira e contratados, não resolvendo o problema", justificou o secretário-geral da Fenprof.
Apesar de não ter havido acordo, Mário Nogueira considera que houve "resultados positivos" e dá alguns exemplos.

Simplificação dos processos


"Os ciclos de avaliação deixam de ser de dois anos, quem já teve observação de aulas não vai precisar de a ter novamente no novo ciclo avaliativo, a desburocratização de todo o processo e a simplificação de procedimentos", salientou o dirigente sindical.

Nenhum dos sindicatos pediu negociação suplementar e para Mário Nogueira o processo de negociação do novo modelo de avaliação dos professores "encerrou esta sexta-feira" e apela a que os professores "virem a página para outros problemas maiores que têm pela frente".
A Fenprof assinou ainda uma acta negocial global evidenciando os pontos de acordo e desacordo relativamente ao novo modelo de avaliação.

FNE aceita novo modelo de avaliação


A FNE manteve a discordância quanto à manutenção das quotas no processo de avaliação de desempenho, mas decidiu assinar o acordo, já que "estavam adquiridos os pressupostos essenciais".

"Conseguimos manter fatores que garantem que em tempo de descongelamento das progressões, os bons professores têm as legítimas expectativas de atingirem o topo da carreira em tempo útil", referiu o secretário-geral, João Dias da Silva, que destaca outras vitórias.

"A simplificação dos processos de avaliação de desempenho, a garantia de intervenção de avaliadores externos e o facto de estar assegurado que os avaliadores serão sempre de escalão superior aos dos avaliados e com formação especializada para fazerem avaliação", referiu o sindicalista.
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Sr., Ministro
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:02 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Que se faça tudo para melhorar a sua qualidade pois o ensino está como a qualidade dos políticos que temos tido, uma miséria.
 
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O que está em causa
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:49 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Entre o ruído de todo o dossier avaliação, pode escapar , ao menos atento, aquilo que é o âmago da questão.

O PCP e o Sr. Nogueira defendem o direito a todos os professores acabarem a carreira na escalão máximo. Seria como garantir a todos os militares chegar a General, a todos os funcionários reformarem-se em director-geral.
Por isso a grande luta pelos quotas. Como o ministério nunca pensou em hierarquizar os professores, atribuindo-lhes nomes distintos, acabou por ter uma tropa sem patentes, em que todos se julgam no direito ao 10º escalão.
O sistema de quotas não vem mais que substituir uns hipotéticos quadros, onde haveria prof.iniciados, de 1ª,2ª ou outras categorias cujo título inventassem.
 
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    Re: O que está em causa    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:00 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: O que está em causa    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:54 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: O que está em causa    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:09 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: O que está em causa    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Sábado, 10 de setembro de 2011
antes da avaliação,
Man on the Moon (seguir utilizador), 2 pontos , 17:59 | Sábado, 10 de setembro de 2011
...muito antes da avaliação, Nuno Crato deveria mandar colocar em todas as salas de aula um estrado para colocar todos os Professores a um nível superior aos alunos. Era uma promoção... os professores poderiam visualizar melhor os alunos, melhorar a qualidade de aprendizagem e impor algum respeito, que muita falta faz ao ensino.
 
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É DIFÍCIL AGRADAR A TODOS ...
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 1 ponto , 11:31 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Mas a "ementa" é variada ...
Sandes de torresmos e tostas mistas ...
Também há caracóis(cozidos) e ... caracoletas ... assadas ...
 
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Pouca seriedade...
kepéla (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Sábado, 10 de setembro de 2011
...primeiro o ministro, que não sabe o que anda a fazer...já disse coisas que agora diz que não disse...depois as nomeações para os lugares intermédios, veja-se a nomeação para a DRE do norte...depois ainda a célebre frase de acabar com um Ministério, que queria acabar com a educação...agora com o apoio da FNE, estrutura que esteve sempre ao lado do PSD, que deu licenciaturas, através do Instituto Sá Carneiro aos docentes do 1º ciclo, que tinham como habilitação máxima o antigo 5ºano, hoje 9º ano...quem não se lembra da senhora Manuela Teixeira, a queria ser Ministra, mas nunca conseguiu...mas resumindo, nunca mais os sindicatos estarão unidos, para desfilarem, com os professores, na avenida da liberdade...juntamente com os tios, pais, filhos, primos etc...isso acabou...o ministro conseguiu aquilo que pretendia, dividir para reinar...era a filosofia da UDP, durante o PREC, onde o ministro foi figura importante...
 
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avaliação dos professosres
vertente (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Caros leitores, será que é desta vez que este "problema" vai ficar resolvido? Penso que não pois estes senhores não querem avaliação nenhuma ou antes, querem a auto avaliação (risota), isso é o que eles querem. Se não estão bem no emprego que ocupam, peçam a exoneração , e se são assim tão bons profissionais não lhes faltarão no sector privado bons empregos. Depois, meus amigos leitores, reparem nisto, eles têm TREZE SINDICATOS, já agora e neste campo gostaria que alguém me informasse quantos professores estão requisitados a tempo inteiro e com os respectivos ordenados pagos na íntegra pelo erário público.
Por favor informem-me. É necessário e urgente alterar a lei das associações sindicais pois entendo que os trabalhadores devem ter liberdade para criar sindicatos mas os ordenados dos dirigentes e outros devem ser suportados pelas quotas dos associados.
 
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    Re: avaliação dos professosres    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:38 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: avaliação dos professosres    Ver comentário
Silcacos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:53 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Fiquei ontem a saber que há 13 (treze) sindicatos
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Sábado, 10 de setembro de 2011
.. dos professores !!! Alguém me sabe dizer para que servem tantos sindicatos? "Prá" mama não? Ao que sei, de acordo com a legislação de trabalho, os sindicalistas têm "direito" ao ordenado sem "fazer nenhum" ... Ah, agora já percebo ...
 
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    Re: Fiquei ontem a saber que há 13 (treze) sindica    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:39 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Já cá faltava o salazar!    Ver comentário
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 21:47 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Re: Professores: novo modelo de avaliação satisfaz
Franciscoisital (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Samanta Castilho dislikes this.
 
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Re: Professores: novo modelo de avaliação satisfaz
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:25 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Quando fica de fora o principal sindicato controlado pelos comunistas, este sistema de Avaliação fica coxo. Nogueira é que tem mandado na 5 de Outubro embora seja curioso este apoio a boa parte do sistema...com um governo de Direita! Seja como for , Nogueira está a perder espaço de manobra quando o pequeno FNE assina o acordo. Mostra , pelo menos, algum realismo na questão das quotas, absolutamente fundamental e proposto desde sempre por...Maria de Lurdes Rodrigues. Mudam-se os tempos...e vão-se enganando tolos!
 
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À atenção de quem se preocupe com o Português
J.A.Peres (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Sábado, 10 de setembro de 2011
«O que se lamenta é que tanto em Portugal como no Brasil se dê tão pouco espaço aos escritores africanos autóctones que se utilizam da língua portuguesa. Até porque, como observa Perpétua Gonçalves em Português de Moçambique: uma variedade em formação (Maputo: Livraria Universitária e Faculdade de Letras da UEM, 1996), citada por Nataniel Ngomane, só uma minoria em Moçambique que teve acesso à escola (25 porcento) e que habita nos centros urbanos (17 porcento) fala português.

Como o país é formado por muitas nações e 95 porcento da população têm como língua materna uma língua bantu, por enquanto, o Português serve como uma espécie de tertius (neutro) para a língua oficial, já que, se um grupo étnico local quiser impor a sua língua como a predominante, com certeza, irá causar insatisfação entre os demais. Mas, se Portugal e Brasil continuarem de costas viradas para a África, não será difícil que Camões (c.1524-1580) seja substituído por Shakespeare (1564-1616) em pouco tempo. Até porque a África do Sul é logo ali. Depois, não digam que ninguém avisou»

Excerto de um artigo publicado no jornal "Notícias", de Maputo, em 7 deste mês.
 
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    Re: À atenção de quem se preocupe com o Português    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:38 | Sábado, 10 de setembro de 2011
A direita democrática.
montador (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Conheço poucos detá-lhes do que estáva em cima da mesa para negociar e já pouco interessa desde o momento que o ministro se sente satisfeito com o resultado.Agora me digam se sou estupido ou anti-democrático e posso entender onde está algo de positivo num acordo que deixa de fora o sindicato maioritário e mais uns quantos que não são comunistas, mas, devem ser amigos destes.Salazar e Caetano também lhes chamava o mesmo.
 
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    Re: A direita democrática.    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:50 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: A direita democrática.    Ver comentário
Silcacos (seguir utilizador), 1 ponto , 21:05 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: A direita democrática.    Ver comentário
octopus77 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:41 | Sábado, 10 de setembro de 2011
    Re: A direita democrática.    Ver comentário
montador (seguir utilizador), 1 ponto , 9:56 | Domingo, 11 de setembro de 2011
Será que os professores têm medo de ser avaliados?
observador2011 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:37 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Vou presumir que a maioria não têm receio, pois será uma forma de fazer a destrinça entre os bons e os maus profissionais, situações habituais em todas as categorias sócio-profissionais e a classe dos professores, não é, seguramente, uma excepção.
A avaliação é algo inerente a qualquer profissão e os que se esforçam são os primeiros a lutarem pela sua efectivação, pois só assim haverá recompensa, só assim se apreciará o mérito ou o demérito de cada um e de todos.
Ainda bem que temos um novo ministro, que parece saber o que quer. Oxalá tenha o apoio indispensável do primeiro ministro para fazer algo pela educação neste país, que na minha humilde opinião regrediu demasiado nos últimos anos.
 
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Sobre o Crato
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Sábado, 10 de setembro de 2011
deixo, com a devida vénia, esta ligação:
http://ositiodosdesenhos....
 
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Ainda bem!
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Ainda bem, que este ministro promete, e bem.
É que

“Tudo o que o PSD tem feito em matéria de educação é, frequentemente, mau” afirmação de Pedro Passos Coelho em Fevereiro de 1994 (Visão, 09 de Junho de 2011)
 
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Avaliação simples e sem burocracia.
atempo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:49 | Sábado, 10 de setembro de 2011
Avaliação simples e sem burocracia.

Para mim avaliar professores é tão somente avaliar aquilo que são Deveres Concretos dos professores (mensuráveis e quantificáveis: Assiduidade (registo de faltas), cumprimento dos programas (registo em Sumários), com apresentação de testes efectuados (exercícios efectuados), auto avaliação compreendendo a realização de formação continua. Regular estas três coisas e não complicar como tem sido feito ultimamente. Só isso. O resto dos comportamentos dos docentes faz parte de legislação própria já existente.
 
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    Re: Avaliação simples e sem burocracia.    Ver comentário
observador2011 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:35 | Domingo, 11 de setembro de 2011
    Re: Avaliação simples e sem burocracia.    Ver comentário
atempo (seguir utilizador), 1 ponto , 1:53 | Segunda feira, 12 de setembro de 2011
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