26/05/2012 atualizado às 16:37

Caso de violência numa escola do Porto

Professora recolhida em casa

A professora de francês que foi vítima de violência por parte de uma aluna, quando lhe tentou retirar o telemóvel durante uma aula, está recolhida em casa e não quer prestar declarações sobre o caso. A docente sente-se enojada depois de ver as imagens repetidas na imprensa.

13:11 Sábado, 22 de março de 2008
Veja o vídeo clicando no link no final do texto
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Chama-se Adonzinda Cruz e é a professora de francês que foi brutalizada por uma aluna, quando lhe tentou retirar o telemóvel, durante uma aula.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, a professora está fechada em casa e não quer prestar declarações sobre o caso. A docente já recebeu solidariedade de outros colegas e sente-se enojada com a repetição das imagens.

Recorde-se que depois do caso a professora não apresentou queixa no Conselho Executivo. E só depois de as imagens terem sido publicadas no YouTube é que o caso foi tornado público e aberto um inquérito.

 

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Indisciplina nas escolas
odagrom (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Sábado, 22 de março de 2008
http://macacocurioso.blog...

Governo após governo tenta resolver o problema do insucesso escolar em Portugal e parece que as únicas consequências ao fim de tantos anos de democracia é uma vulgarização do papel do professor e um aumento significativo da violência. Procuram-se implementar reformas, modelos mais funcionais, mas todos sabemos que fica tudo na teoria e na prática a situação no terreno vai-se agravando. Parece até que o problema do ensino em Portugal é uma espécie de quadratura do círculo.

A questão que eu aqui gostaria de deixar é a seguinte: porque é que se tenta inventar, quando em Portugal já existe desde há muitos anos um sistema de ensino que funciona bem, onde professores e alunos se respeitam e estes últimos obtêm bom aproveitamento? Estou a falar obviamente do ensino particular. Se este tipo de ensino tem tão bons resultados, porque não se implementa nas escolas públicas o mesmo modelo das escolas particulares? Será por lobby destas instituições privadas? Sinto-me totalmente à vontade para opinar sobre este assunto, pois durante a minha infância frequentei até ao final do 6º ano um Colégio da região de Lisboa, seguindo-se uma escola oficial até ao final do 12º ano.

Vejamos então as diferenças:

- Qualidade dos alunos: é falso dizer que os alunos do particular têm pais mais esclarecidos que os ajudam em casa. Obviamente que famílias mais humildes não têm condições para oferecer aos filhos um colégio ou mesmo um explicador, mas também há muito filho de papá rico em escolas oficiais. Por outro lado, nos colégios proliferam filhos de pais divorciados, filhos de pais ausentes (empresários, pilotos e hospedeiras, diplomatas) ou de pais super ocupados (médicos, juízes, etc), que como tal despacham literalmente os filhos para os colégios e assim se demitem das suas funções de educadores.

- Qualidade dos professores: é igualmente totalmente falsa a ideia de que os professores dos colégios são melhores que os das escolas do estado. Os melhores professores com quem tive o prazer de ter aulas (e são vários) foram todos sem excepção durante o período que frequentei a escola oficial. O problema é que os piores também! É frequente os professores dos colégios acumularem a actividade lectiva com uma escola do estado: são mais bem pagos no estado, a progressão na carreira é mais rápida e não correm o risco de ficar desempregados se o colégio fechar. Em consequência disso falta-lhes muitas vezes tempo para acompanhar os alunos devidamente, pensam mais no dinheiro do que na educação dos miúdos, ao contrário do que acontece com os melhores professores exclusivamente do ensino público. A diferença substancial está ao nível dos piores professores. Pessoas sem vocação para ensinar, professores com currículos medíocres ou com problemas pessoais não têm lugar em escolas privadas. Infelizmente proliferam nas públicas, ajudando a denegrir a imagem dos bons professores que lá existem.

- Disciplina: esta é no meu entender a grande diferença entre o ensino público e o privado. No público se um aluno perturbar a aula, o pior que lhe pode acontecer é ser posto na rua. Ora, isso é exactamente o que muitos deles querem: enervar o professor, e sair da aula mais cedo para poder ir para o café ou jogar à bola. Como bónus recebem ainda a admiração e respeito dos colegas por ousarem desafiar os professores. Num colégio não é bem assim: existe um funcionário na escola (em geral um psicólogo de formação), apelidado de chefe da disciplina, cuja única função é gerir e ministrar os castigos apropriados para cada tipo de infracção. Num colégio, um aluno ser posto fora da aula torna-se um pesadelo para ele: o castigo pode variar entre um simples raspanete, passar por umas reguadas, ou culminar em algo de mais grave. Lembro-me que no meu colégio o castigo supremo (para reincidentes) era passarem o fim-de-semana na escola. Em vez de ficarem em casa a ver televisão ou a brincar, os alunos eram obrigados a apresentarem-se no colégio ao Sábado e Domingo para ficarem fechados numa sala de aula com um vigilante e eram obrigados a estudar! Regra geral, passar um único Sábado no colégio era suficiente para que o aluno mostrasse uma melhor conduta na sala de aula a partir daí.

- Regras: para ser chamado ao chefe de disciplina, não era preciso ser posto na rua pelo professor por estar a perturbar uma aula. Há um conjunto de regras pré-establecidas, que a serem infringidas levavam imediatamente a uma penalização. Faltas de material, não trazer os trabalhos de casa feitos ou levar o telemóvel ligado para as aulas são só alguns exemplos. Também nos recreios os alunos têm de cumprir as regras. Agredir ou roubar um colega pode ter como consequência perder um Sábado a estudar no colégio.

- Acompanhamento: outra grande diferença entre o oficial e o particular reside na ocupação dos tempos livres. No ensino público tinha aulas na parte da manhã ou da tarde, sendo o restante tempo ocupado como quisesse. No meu caso ia para casa e tinha actividades desportivas, mas havia muitos colegas meus que ocupavam o tempo livre na "vadiagem". No colégio entrava sempre às 8h e saia às 18h. Ia uma carrinha buscar-me a casa e outra deixar-me lá. As aulas acabavam sempre às 16h30 e até às 18h o tempo era ocupado numa sala de estudo, onde um vigilante nos obrigava a fazer os trabalhos de casa desse dia.

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    Re: testemunho fantástico    Ver comentário
ulisses32 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Sábado, 22 de março de 2008
Agora não vale a pena...
copia (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Sábado, 22 de março de 2008
Que são chocantes são. Que os pais da aluna deviam na altura certa ter-lhe dado mais educação também é verdade. Que a Dra de Francês devia ter imediatamente interronpido a aula e tomar as providências necessárias para solucionar o assunto também é verdade. Que o CE devia ter dado, se não deu. conhecimento aos EE, que no regulamento interno é proibido a presença de telemóveis mas salas de aula também é verdade. Tudo o resto é jornais, TVs e agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado.... são coisas que o tempo de hoje origina.... as Escolas não são para velhos.
 
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FALHANÇOS ATRAS DE FALHANÇOS
DANAMONA (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Sábado, 22 de março de 2008
Independentemente da repulsa sentida por estas imagens,pouco se falou no que a docente sentiu perante elas e nos energúmenos da turma, excepção feita à aluna,já bem caracterizada pela comunicação social , comentaristas e por todos os outros que tiveram acesso às imagens.

O filme feito com o telemóvel dum aluno acabou por ser um documento importante para se voltar a ter conhecimento das monstruosidades que o nosso sistema educativo tem dado origem.

O vocabulário utilizado pelo energúmeno aluno que cito de cor:"A velha vai cair.Altamente..."é própria duma geração que Vicente Jorge Silva denominou por "geração rasca".

O vocábulo "velha" tem o sentido conotativo,isto é,pejorativo,desprezível,inútil... o que revela a insensatez do energúmeno, quer relativamente aos idosos em geral quer à sua própria professora, no contexto de sala de aula.

Depois o tratamento que é ouvido em relação a uma colega que se encontra à sua frente a prejudicar as filmagens.

Todo este conjunto visual e auditivo é revelador da maior repugnância e não nos admira o nojo sentido pela professora perante aquela "horda de hunos ou bárbaros" a quem ingloriamente tentava ensinar a lingua de Molière ou de Emile Zola.

Não se pretende generalizar esta impressão,porque há alunos correctos,mas alguns da turma são o modelo acabado daqueles que fazem parte da "geração rasca".

A politica educativa deste regime de 34 anos criou estes modelos em abundância.A ABRILADA foi esperança,porque o antigo regime também os criou,nomeadamente os silenciosos perante as tremendas injustiças sociais.Puniu-se por isso,afastando do poder os responsáveis.Acreditou-se naqueles que tiveram a coragem de os afastar.
O que criram então? Apenas novos monstros,isto é,trogloditas, com telemóvel,MP3,computadores...totalmente insensiveis.

Falhou o regime.
MUDE-SE O REGIME!!!!!!!!!
 
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    Re: Portugal e a Democracia    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: FALHANÇOS ATRAS DE FALHANÇOS    Ver comentário
etudooventolevou (seguir utilizador), 1 ponto , 17:18 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: FALHANÇOS ATRAS DE FALHANÇOS    Ver comentário
DANAMONA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:03 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: FALHANÇOS ATRAS DE FALHANÇOS    Ver comentário
fvilas.boas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Quarta feira, 26 de março de 2008
Contrastes
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 15:22 | Sábado, 22 de março de 2008
A professora neste momento deve estar desfeita. A aluna e os colegas estão-se a rir. E vão continuar a rir-se, porque o castigo que vão ter, se o tiverem, vai ser uma recompensa: uns diazitos a mais de férias.
 
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bem feito...
bgl (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Sábado, 22 de março de 2008
se tivesse feito o que deveria a esta altura estava de cabeça erguida e não o contrário, e agora quem paga são os alunos que não têm aulas, e anda nisto o ensino! embora tivesse errado na atitude que teve ao menos se tivesse comunicado de imediato ao concelho executivo o sucedido talvez tivessem evitado que as imagens passarem na net, mas não, preferiu ser ainda mais incompetente, e depois não querem ser avaliados!
 
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    Re: bem feito...    Ver comentário
Dezembro62 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:37 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: bem feito...    Ver comentário
sentida (seguir utilizador), 1 ponto , 0:56 | Domingo, 23 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
ulisses32 (seguir utilizador), 0 pontos , 15:56 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
bgl (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
ulisses32 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:22 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
bgl (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: Junte-se ao nosso pprimeiro    Ver comentário
ulisses32 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: Junte-se ao nosso pprimeiro    Ver comentário
bgl (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: Junte-se ao nosso pprimeiro    Ver comentário
Deus ex-machina (seguir utilizador), 1 ponto , 18:03 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
Dezembro62 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:26 | Sábado, 22 de março de 2008
    Re: este é mais um mentacapto    Ver comentário
Rantaplan (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Segunda feira, 24 de março de 2008
Vergar a mola
La la la (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sábado, 22 de março de 2008
Ouvi dizer que esta aluna como castigo vai ser mudada de escola? Isso a ser verdade e de uma inteligencia tremenda. O castigo e por esta aluna na rua se tiver mais que 16 anos, tem bom cabedal para vergar a mola, se nao tiver 16 anos e colocar esta menina com trabalho comunitario nos tempos libres.
 
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Rantaplan (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Segunda feira, 24 de março de 2008
lamentável
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Sábado, 22 de março de 2008
A professora (porquê divulgar o seu nome? Já agora porque não a sua morada, o seu estado civil, o nome dos filhos e do marido se os houver?) tem todo o direito à privacidade.

Tipicamente a imprensa portuguesa não respeita as vitimas e procura humilhá-las ainda mais. É intolerável.

É de uma violência atroz. Pior do que a da aluna, já que esta é menor e os jornalistas e responsáveis pela quebra da privacidade das vítimas sabem bem o que fazem.

Mas não escrevem a denunciar jornalistas como o que escreve este artigo, que apenas serve para divulgar o nome da professora. Este tipo de pessoas sem escrúpulos só fica satisfeito depois de destruir a vida da professora em causa.

O Expresso devia fazer melhor. Estou, francamente, desiludido com a atitude ética do jornal.
 
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Rantaplan (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Segunda feira, 24 de março de 2008
Se a professora fosse uma "baldas" estava tudo bem
Acanto (seguir utilizador), 1 ponto , 19:01 | Terça feira, 25 de março de 2008
Tem que se ter sido professor para compreender o que aconteceu.
Diante de uma turma, o professor age muitas vezes impulsivamente pois ao ser solicitado multiplamente o seu cérebro fica, de algum modo, incapaz de dar respostas racionais. Digo isto para explicar que realmente não deixam de ter razão aqueles que agora vêm dizer que a atitude correcta da professora teria sido mandar a aluna para a rua. É fácil de dizer, mais difícil é fazê-lo, até porque expulsar um aluno da aula não resolve nada pode até agravar uma situação que se arrasta.
Estas coisas não acontecem de repente têm um período de incubação, de experimentação, até chegar ao dia em que o aluno quer mostrar à turma que ali quem manda é ele e não a professora.
Do ponto de vista teórico existem várias receitas para situações idênticas à que se passou, a prática porém é muito diferente, pauta-se pela imprevisibilidade dos acontecimentos.
Imaginem um bom computador, topo de gama, agora comecem a solicitá-lo constantemente, clickem nas teclas, enfureçam-se porque ele é lento nas respostas e, às tantas, o computador crasha...É o que acontece tantas vezes aos professores, os pais deviam compreender isso, pois frequentemente, só com um ou dois filhos eles perdem a paciência e crasham, então o que sucederia com trinta alunos!
Também fui professor, durante 37 anos, nunca mandei um aluno para a rua, também nunca tive problemas de indisciplina nos meus alunos, atribuo isso um pouco à sorte que fui tendo e talvez os tempos também fossem outros (nem havia telemóveis), mas um problema destes pode ocorrer com o melhor professor, são circunstâncias geradas e que dificilmente se controlam; quando ocorrem no início da carreira dos professores é frequente eles abandonarem o ensino e muitos são os que ficam ressabiados com o sistema e acabam por estar sempre prontos a denegri-lo e que melhor maneira para denegrir a escola senão virarem-se contra os professores.
Dou um abraço pedagógico a esta professora e só lhe peço que não desista, que enfrente a situação, afinal se ela fosse uma "baldas" nada tinha acontecido, infelizmente esta é que é a verdade.
 
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