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Primeiro e-G8 discute futuro da Internet

Durante dois dias, dois mil convidados, entre os quais o fundador do Facebook e o patrão da Amazon, discutem em Paris o impacto da Internet na sociedade e na economia.

Lusa
Nicolas Sarkozy deu as boas-vindas aos participantes no primeiro fórum "e-G8", em Paris Lionel Bonaventure/Reuters Nicolas Sarkozy deu as boas-vindas aos participantes no primeiro fórum "e-G8", em Paris

O primeiro fórum e-G8, um encontro de dezenas de empresários, investigadores e jornalistas ligados às novas tecnologias para discutir o futuro do digital, arranca hoje em Paris no meio de alguma polémica.

Até quarta-feira, o objetivo do encontro convocado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, é "esclarecer e alimentar as discussões dos chefes de Estado e de Governo dos países do G8 com a visão de atores da rede em relação à importância e impacto da Internet na sociedade e na economia", explica o comunicado do evento.

"A Internet é um setor de atividade económica essencial para o crescimento das economias mundiais, quer através de empresas que não existiam há dez anos quer por via das empresas tradicionais que desenvolveram atividades 'online'", escreve Sarkozy na mensagem de boas-vindas aos participantes .

A ideia da conferência é reunir um conjunto de propostas para apresentar aos líderes do G8, que se reúnem quinta e sexta-feira em Deauville, em França.

Da agenda do e-G8 constam temas como o impacto sobre o crescimento da Internet, o respeito pela privacidade e propriedade intelectual ou o desenvolvimento de redes.

"Juramento de Hipócrates para a Internet"


Um conjunto de 14 organizações ligadas aos direitos dos utilizadores digitais criou uma plataforma de protesto contra o e-G8, que acusam de ser um passo no sentido de "controlar e censurar a Internet".

"[Sarkozy] convocou líderes mundiais para uma cúpula em busca de uma 'Internet civilizada', conceito emprestado do governo chinês", escreve o grupo na página do protesto, a que chamou de "G8 vs. Internet ".

Por seu lado, um dos oradores do evento, Jeff Jarvis, professor na City University de Nova Iorque, publicou um texto no seu blogue em que apela a um "juramento de Hipócrates para a Internet ", enquanto plataforma criada para ser "aberta, livre e distribuída", que "deve manter-se assim".

"A pena é que esta reunião sobre o futuro da Internet e do seu crescimento tenha sido convocada por um chefe de Estado e não por nós, as pessoas da 'net'", escreve Jarvis.

Chuva de estrelas em Paris


Entre os dois mil convidados encontram-se diversos nomes sonantes do panorama das novas tecnologias, incluindo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, o executive chairman da Google, Eric Schmidt, e o responsável pela Amazon, Jeffrey Bezos.

Os discursos de destaque hoje vão estar a cargo do presidente francês, do presidente executivo da News Corporation, Rupert Murdoch, e do fundador do Groupon, Andrew Mason.

O segundo dia do encontro vai ser aberto pela comissária europeia para a agenda digital, Neelie Kroes, e encerra com uma conversa com o criador do Facebook.

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O que revela o fórum
é uma tentativa de conter a internet, sob pretexto de coibir principalmente a pirataria, naqueles anseios genuínos de parte dos povos pela liberdade, pela ousadia de apontar o dedo para os governantes, de exibir o que realmente acontece nos bastidores do poder... A hipocrisia é a tônica desse encontro. Rio Grande
Juramento de Hipócrates...
Ou de hipócratas?
Re: Juramento de Hipócrates... Ver comentário
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