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Primark abre mais três lojas em Portugal

Um ano depois de entrar em Portugal, a Primark prepara-se para crescer. A adesão do mercado nacional à sua oferta de moda a preços baixos superou as expetativas, diz a empresa.
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A cadeia têxtil irlandesa quer ter cinco lojas Portugal em 2011
A cadeia têxtil irlandesa quer ter cinco lojas Portugal em 2011 /  NFactos/Fernando Veludo
José Luis Martinez, diretor ibérico da Primark, diz que Portugal está a superar as expetativas
José Luis Martinez, diretor ibérico da Primark, diz que Portugal está a superar as expetativas / NFactos/Fernando Veludo

A Primark vai abrir três novas lojas em Portugal em 2011. O plano de expansão da cadeia têxtil irlandesa para Portugal, prevê a inauguração de uma loja em Portimão, na primavera do próximo ano, e mais duas aberturas, em centros comerciais na Grande Lisboa e na zona Norte.

"A empresa deverá ter cinco lojas e empregar umas 900 pessoas, em Portugal, até ao final de 2011", disse ao Expresso o diretor ibérico, José Luis Martinez, ainda a aguardar as licenças para divulgar a localização dos próximos espaços comerciais.

Em Portugal desde maio de 2009, a Primark tem, atualmente, duas lojas, em Lisboa e no Porto, e assume o objetivo de continuar a reforçar a sua rede. "Este é um país estratégico para nós, onde queremos ter mais lojas, mas trata-se, também, de encontrar as oportunidades e localizações certas porque precisamos de áreas de venda superiores a 3 mil metros quadrados", refere José Luis Martinez, sem indicar o número total de lojas que a insígnia poderá abrir em território nacional.

Expetativas superadas


Será sempre, no entanto, uma presença mais discreta do que em Espanha, onde abriu 15 lojas desde 2006 e é uma das cinco maiores redes de vestuário no número de peças vendidas.

Sem apresentar indicadores relativamente à atividade em Portugal, o diretor garante que as duas primeiras lojas, abertas para testar o mercado, "estão a ser um sucesso e a superar as expectativas definidas pela empresa". Diz, ainda, que o mercado ibérico tem "contribuído para a dinamização e progresso da Primark", o que justifica a abertura de um novo centro de distribuição em Torija, Espanha.

Quanto a tendências de consumo, deteta algumas diferenças entre os dois vizinhos ibéricos. Em Portugal as vendas de roupa e acessórios para homem são "um pouco mais fortes do que em Espanha". Aliás, "em Portugal, os homens vão às compras sozinhos e é habitual vermos grupos de jovens às compras. Em Espanha, o consumo fica mais nas mãos das mulheres e das mães", diz.

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Em 2009, ano em que arriscou estreias em Portugal, Alemanha e Holanda, a insígnia registou um crescimento de 20% nas vendas, para 1,4 mil milhões de euros.A conjuntura de crise poderá ter favorecido o negócio, assente em preços baixos, "mas o conceito de moda ao melhor preço funciona sempre", defende José Luis Martinez.

A fórmula da marca, assente no lema "põe-te bonita, paga menos", dirige-se a um público jovem, com menos de 35 anos, atento às tendências de moda. Os preços, abaixo dos principais concorrentes, são um dos trunfos do seu modelo de negócio, baseado em volumes elevados, economias de escala e custos reduzidos.

A elevada rotação dos produtos, com entradas diárias de novos artigos em todas as lojas, ajuda a estimular as vendas."Temos uma equipa de compras que opera sem intermediários e contacta diretamente fábricas em qualquer parte do mundo. Trabalhamos com tamanhos padronizados. As margens são reduzidas e não temos custos publicitários porque a publicidade da marca é feita apenas boca a boca", explica o responsável pela operação da Primark na Península Ibérica.

A rede europeia da Primark soma 199 lojas e 31.500 colaboradores em sete países.

Artigo publicado no caderno de Economia do Expresso de 21/08/10


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Primark
Mais uns empregadores precários com artigo "Made in China", será ou estarei equivocado?
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CRIAR 900 POSTOS DE TRABALHO
A criação de postos de trabalho em Portugal é o paradigma da decadência social nos paises ocidentais. Por cada emprego no comércio nos dias de hoje, dois ou três pessoas vão para o desemprego na produção. Estamos a contribuir para o crescimento das economias emergentes que têm por objectivo principal destruir toda a malha empresarial nos paises onde a mão de obra poderia oferecer alguma concorrência para depois controlar o mercado. Portugal está nesssa encruzilhada. Só com a criação de marcas e com o desenvolvimento de design criativo e inovador é possivel inverter esta tendência. A formação deveria ser a principal preocupação do governo e empresas através das organizações dos vários grupos de actividade exportadora. Vestuário e calçado estão a entrar muito timidamente nos mercados da 1º divisão . Teria sido óptimo não ter desperdiçado os apoios de milhares de milhões de euros em subsidios recebidos desde a adesão á comunidade e que têm servido para encherem os bolsos de ferraristas de meia-tijela que se vão deslocalizando de freguesia em freguesia deixando um rasto de calotes a fornecedores e trabalhadores. Este crime económico deveria ser criminalizado e com penas de 8 horas de trabalho diário com 450 € por mês agarrados a uma máquina de costura.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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