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15:07 Sexta feira, 25 de maio de 2012
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Esta semana, mais uma vez, os europeus - e aliás não só eles - entregaram-se ao jogo do fazer medo, considerando como cada vez mais provável a hipótese da "Grexit". Segundo os analistas, que há meses se dedicam a dissertar sobre o porquê e o como de a Grécia dever sair da zona euro, chegou a vez de os políticos e os especialistas mandatados por estes últimos apresentarem as suas previsões, devidamente fundamentadas em cálculos, sobre a inevitabilidade desse cenário.
Na cimeira extraordinária informal de 23 de maio, os dirigentes europeus admitiram que a questão deixara de ser tabu e que estava a ser estudada, por cada um deles individualmente. Ao mesmo tempo, reafirmaram o seu desejo de que a Grécia continue na zona euro - desde que, evidentemente, honre os compromissos que assumiu com os seus credores.
Continue a ler o editorial do Presseurop em Presseurop.eu.
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15:51 Quinta feira, 24 de maio de 2012
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A cimeira extraordinária de ontem à tarde teve qualquer coisa de diferente em relação ao que nos foi dado a conhecer nestes últimos dois anos: não havia uma "linha diretriz" preparada com algumas horas de antecedência pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo Presidente francês. François Hollande não deu continuidade à "tradição" de Nicolas Sarkozy. O seu "batismo de fogo" em Bruxelas foi "direto" e não via Berlim.
Esta cimeira teve também uma outra particularidade. A Alemanha ia enfrentar, pela primeira vez desde há muito tempo, uma Ordem de Trabalhos que não tinha ditado: relacionada com questões ligadas ao crescimento. É provável que nenhuma decisão tenha sido tomada esta quarta-feira à tarde, mas há uma constatação clara: a hegemonia alemã é agora posta em causa pela Europa. E Berlim sabe disso muito bem. Os dirigentes alemães já sentiram que foram destronados.
O domínio da Alemanha é ativamente contestado. E isso afeta diretamente a Grécia. Ontem, antes do início da cimeira, o Banco Central alemão divulgou publicamente um comunicado a indicar que não voltaria a tomar qualquer iniciativa em relação à Grécia. E que, se este país entrasse em bancarrota, seria uma maneira "de acabar com esta história"... Ao mesmo tempo, François Hollande reafirmava o seu apoio e a sua confiança no país e no povo grego.
Continue a ler o artigo de "To Vima" em Presseurop.eu.
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15:46 Quinta feira, 24 de maio de 2012
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Na União Europeia, há uma grande diferença entre uma cimeira e uma cimeira informal. A cimeira deve tomar decisões, enquanto uma cimeira informal, como a da noite passada, tem apenas como objetivo avaliar as relações de forças entre as teses em presença e delinear os compromissos que são a própria essência da União.
Foi, pois, isso que aconteceu ontem e, nessas cerca de seis horas de discussão, François Hollande, avançou os seus peões contra a chanceler alemã, que repetiu que "as euro-obrigações [eurobonds] não constituem um contributo para o crescimento". Apoiada por vários países, incluindo a Suécia, a Finlândia e a Holanda, Merkel reiterou a sua oposição à ideia defendida pela França de mutualização dos empréstimos dos Estados-membros, para que todos possam beneficiar, com a garantia comum, de taxas iguais e muito menores do que as que são hoje impostas aos mais fracos.
Uma vez que não era decididamente unânime, esta ideia não podia ser mantida e, como previsto, não foi - mas... Mas as coisas mudaram muito. Para além de terem surgido convergências fortes sobre a necessidade de investimentos conjuntos, foi confirmado - facto novo -, que as euro-obrigações tinham agora a maioria dos países da UE a favor, incluindo a Grã-Bretanha, que habitualmente bloqueava tudo o que pudesse levar a uma maior integração das políticas europeias.
Mais conclusões sobre a cimeira europeia extraordinária de 23 de maio em Presseurop.eu.
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21:22 Quarta feira, 23 de maio de 2012
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Este encontro informal de dirigentes dos governos da União Europeia em Bruxelas, em 23 de maio, não tem sido apresentado como uma cimeira de crise. No entanto, com a Grécia na iminência de sair da zona euro, o sistema bancário espanhol à beira da falência, taxas recordes de desemprego na União Europeia e uma economia europeia que não para de encolher, vamos mesmo chamar-lhe reunião cimeira em tempo de crise.
Segundo o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, o tema quente da cimeira será o crescimento. Esta é a nova palavra mágica em Bruxelas: praticamente todos os atores importantes na Europa já falaram da necessidade de crescimento económico. O Presidente francês, Hollande, fez dele o tema da sua campanha eleitoral, o que o ajudou a derrotar o seu rival Sarkozy. O chefe da Comissão Europeia, Durão Barroso, antecipa um trabalho perfeito para Bruxelas: grandes projetos de infraestruturas, que supostamente irão dar novo fôlego à economia europeia, sob a supervisão da sua comissão.
Leia a versão integral do artigo do "Trouw" em Presseurop.eu.
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9:50 Quarta feira, 23 de maio de 2012
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A Grécia e o sistema financeiro espanhol, com a grotesca nacionalização do Bankia como pedra angular, são os novos lobisomens invocados pela Europa para assustar as crianças. O que parecia impossível não só é agora imaginável, como um coro cada vez mais vociferante o considera desejável: a Europa nunca esteve tão perto de uma saída (Grécia) ou do resgate de um dos grandes países (ajudas a Espanha por causa da banca).
Qualquer uma destas opções é delicadíssima. O mais elementar princípio de prudência obrigaria a que fossem evitadas. Por medo: terão potenciais efeitos de contágio devastadores. E porque há margem: a Europa pode levantar o pé do travão da austeridade; o Banco Central Europeu (BCE) tem uma enorme capacidade de manobra; uma intervenção em Espanha ainda não é inevitável.
Saiba tudo o que está em causa na cimeira europeia de 23 de maio em Presseurop.eu.
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0:12 Quarta feira, 23 de maio de 2012
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Para o cada vez maior número de pessoas que acusam os alemães de complacência em relação à crise da zona euro, a derrota do Bayern de Munique na final da Liga dos Campeões, face ao protetorado russo conhecido como Chelsea FC, terá proporcionado uma certa dose de... bem a única palavra é Schadenfreude [alegria pela desgraça alheia].
No início do jogo, no Allianz Arena de Munique, foi desfraldada uma enorme faixa na qual se podia ler (e passo a traduzir) "A nossa cidade, o nosso estádio, a nossa taça." A tribuna dos bávaros, o "Süddeutsche Zeitung", publicara, antes do jogo, as previsões de nada menos de 56 "especialistas" e, para sua grande satisfação, todos estes declararam que a vitória do Bayern era praticamente certa.
Confesso que, depois do resultado, não resisti à tentação de ir à página de Internet do Süddeutsche, para ler o despacho do seu repórter em serviço no salão do hotel Postpalast de Munique, onde se encontravam 800 convidados, convocados para celebrar a inevitável vitória do Bayern: "O ambiente é terrível, nesta sala festivamente decorada... por toda ela, há expressões de espanto." Ah, bem, é só um jogo. Não é um combate para manter o euro em marcha, combate em que a Alemanha tem vindo a ser acusada de jogar contra o resto dos membros da moeda única, quando deveria perceber que todos fazem parte da mesma equipa.
Leia a versão integral do artigo de "The Independent" em Presseurop.eu.
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15:09 Terça feira, 22 de maio de 2012
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Por que motivo é que toda a gente odeia Sascha Lobo? No decurso desta entrevista, só fiz uma pergunta. O resto veio por acréscimo. Sascha Lobo propõe que nos encontremos no Soho House Berlin, antiga sede do SED [o partido socialista da ex-RDA]. É pois neste edifício que domina Berlim que nos encontramos. A tarde está feia e chuvosa na Torstraße. A rua mais feia de Berlim é também a que tem mais ligações. Começamos logo a falar da maneira como nos dirigimos uns aos outros na Internet. Ou melhor, do que se pode dizer e do que não se pode dizer.
Sascha Lobo afirma: "A língua da Internet é uma língua à parte. A injúria é parte integrante dela. Existe uma poesia da injúria". A Internet ainda não foi completamente entendida na Alemanha, assegura: "Ficamos com a impressão de que as pessoas pensam isto da Web: se entrar, vão gozar comigo." A única coisa que é preciso saber é que não se deve comprar nada na Web, exclama, a rir. A Alemanha continua a ter tudo o que é próprio de um país "emergente" assustado pela novidade.
As respostas de Sascha Lobo são perentórias e educadas. Dá a sua opinião na qualidade de Sascha Lobo, de figura da Web, de embaixador. E está sempre no modo "entrevista". Tornou-se um hábito seu. Falar e estar constantemente a ser ouvido. Assimilou, pura e simplesmente, as regras do jogo: vender, divertir, fazer-se notado. A entrevista corre o melhor possível, perante um interlocutor com um discurso que se mostra agora organizado, como numa pauta de música.
Leia a versão integral do artigo de "Die Zeit" em Presseurop.eu.
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15:53 Segunda feira, 21 de maio de 2012
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Em 1990, a Suécia sofreu uma crise financeira muito intensa, causada pelo rebentamento de uma bolha imobiliária (que foi resolvida, em parte, criando um "mau banco" para cada entidade com problemas). O Governo agiu de imediato no sentido de resgatar os bancos em dificuldades, cujas perdas equivaliam a 12% do PIB. À crise financeira seguiu-se uma recessão económica que reduziu o crescimento real (com ajustamento da inflação) em 4%. A economia sueca só regressou ao PIB anterior à crise quatro anos mais tarde.
Os ensinamentos que se podem retirar desta história indicam que não se pode ter bem-estar sem um sistema financeiro com um funcionamento normal (gerando crédito às famílias e às empresas), mas que o mero facto de se estabilizar o sistema financeiro não é garantia de prosperidade, sendo necessário, também, um plano de resgate da economia real, com o objetivo de aumentar a produção e criar emprego, e cujas metas sejam pelo menos tão enérgicas como as do resgate financeiro.
Leia a versão integral do artigo de "El País" em Presseurop.eu.
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12:13 Segunda feira, 21 de maio de 2012
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Era uma vez uma empresa de iogurtes líquidos. Como a maioria das empresas com negócios florescentes, queria fazer ainda melhor. Perguntou então aos clientes como era possível, na opinião deles, melhorar ainda mais os seus produtos. Os clientes responderam com sinceridade e a empresa mudou a receita. Mas as vendas não aumentaram. Porquê?
Um dia, os diretores decidiram fazer uma experiência inédita. Perguntaram aos clientes qual a finalidade com que compravam o seu produto. Por outras palavras, qual era, segundo eles, a vantagem dos iogurtes de beber? Ficou claro que a maioria das pessoas que compravam iogurte de beber fazia longos trajetos de carro.
Procuravam um alimento que não fizesse migalhas e que aguentasse bastante tempo. A empresa percebeu imediatamente onde devia melhorar. Não era no sabor, mas em tudo o que contribuísse para a comodidade e para facilitar o consumo do iogurte em viagem. O que os consumidores querem, em primeiro lugar, é a solução para um problema, não um produto.
Saiba por que motivo a social-democracia foi afastada do poder na maioria dos países europeus, em Presseurop.eu.
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16:28 Sexta feira, 18 de maio de 2012
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Faz hoje um ano que se consumou o resgate financeiro de Portugal. A 17 de maio de 2011, a UE e o FMI decidiram socorrer, com 78 mil milhões de euros, o Governo socialista de José Sócrates - que a 7 de abril tinha pedido a intervenção -, com a condição de que iniciasse um rigoroso plano de ajustes e reformas. Um mês depois, mudou o Governo e o centrista Pedro Passos Coelho, com o apoio da oposição, dispôs-se a aplicá-lo. Desde então, Portugal subiu os impostos diretos e indiretos, reduziu em mais de 15% o salário dos funcionários públicos, reduziu as despesas com a Saúde e a Educação e parou as novas infraestruturas. Tudo isto fez com que o desemprego registasse um recorde histórico e esteja agora em 14,9% da população ativa.
Continue a ler o artigo de "El Mundo" em Presseurop.eu.
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