Cavaco Silva promulga casamento gay evocando "ética da responsabilidade". (Vídeos SIC no fim do texto com o discurso de Cavaco na íntegra e entrevista ao presidente da ILGA)
Pela segunda vez desde o início do seu mandato, Cavaco Silva convocou os jornalistas para comunicar a sua posição relativamente a um diploma aprovado na AR
Alberto Frias
Uma bofetada de luva branca a quem não quis "alcançar um consenso alargado sobre matéria de tão grande melindre" e uma demonstração de "ética de responsabilidade" foram dois dos argumentos usados pelo Presidente da Republica, ao anunciar hoje em Belém, numa declaração publica, a promulgação do diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Pela segunda vez desde o início do seu mandato, Cavaco Silva convocou os jornalistas para comunicar a sua posição relativamente a um diploma aprovado na Assembleia da República: frontalmente contra uma posição que designa como casamento uma situação diferente. A outra foi quando promulgou o Estatuto dos Açores, em Julho de 2008.
Depois de recorrer aos exemplos de vários países que encontraram soluções que, segundo Cavaco Silva, são menos "susceptíveis de criar conflitualidade social" ou que podem "ser aceites pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo", o Presidente afirma que promulga o diploma tendo em vista os "efeitos práticos": "Tudo indica que as forças politicas que o aprovaram voltariam a aprová-lo".
"Entendo que não devo contribuir para arrastar inutilmente este debate, o que acentuaria as divisões dos portugueses e desviaria a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas", afirma o Presidente, recordando os desempregados, o agravamento da pobreza e a situação de elevado endividamento externo do país.
Neste contexto, evoca ainda a sua mensagem de Ano Novo, na qual alertou para o risco de Portugal "caminhar para uma situação explosiva" e disse que "não é tempo de inventar desculpas para adiar a resolução dos problemas concretos dos portugueses".
"Há momentos na vida de um país em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um", concluiu o Presidente.
A lei do casamento homossexual tinha sido aprovada em Fevereiro no Parlamento com os votos favoráveis de toda a esquerda. Depois disso, foi enviada para o Tribunal Constitucional, que também não a chumbou.
....., em assuntos desta natureza, quando não concordamos com uma coisa, assumimos e vetamos.
Independentemente do que possa acontecer a seguir.
Claro, posições desta natureza só em assuntos de "caca" como é o caso pois, em coisas sérias que podem afectar o nosso dia-a-dia aí , como é evidente, importa ser mais cauteloso e flexível.
Portanto, para mim, esteve mal o nosso Presidente, deveria ter vetado.
Qualquer dia ainda vem "pedir desculpa" ao país......
Em Inglaterra, país dos «gays», não há casamento gay, tem outra designação e em direitos e obrigações difere do casamento clássico.
Mas está bem, foi a grande luta de Sócrates, o cabeleireiro está feliz, ele conseguiu o seu grande objectivo. afundar Portugal e casar os gays.
Como tudo em Portugal, mais uma área de negócio, mais um nicho de mercado.
So faltou a gravata arco-íris ao professor Silva.
Para mim são evidentes duas coisas: que as relações de convivência entre pessoas do mesmo sexo têm de ser devidamente reguladas; que fazer esta regulamentação mediante recurso ao conceito de Casamento é um erro muito grave e de consequências que só se verão a longo prazo. Eu compreendo que o Presidente da República não tivesse outra alternativa senão promulgar o decreto. Mas creio que o que realmente está pior em toda esta história é a insensibilidade, e até mesmo irresponsabilidade, legislativa que, de uma forma ou de outra, pelo menos simbolicamente, equipara a relação entre duas pessoas do mesmo sexo ao casamento, realidade social que só se pode entender como relação vinculativa entre um homem e uma mulher, relação essa estruturalmente aberta à possibilidade generativa de novas vidas. Assim sendo, o que nos resta fazer é continuar vigilantes para que este plano inclinado em que a Sociedade Portuguesa se encontra não nos leve vertiginosamente em direcção ao abismo que será uma Sociedade incapaz de acreditar no futuro, fechada sobre si mesma, estéril e, consequentemente, sempre mais improdutiva. Valha-nos, pelo menos, a memória viva que temos da recente visita que nos fez Bento XVI. Pessoalmente, acho que todos temos muito que pensar sobre os reais efeitos da Mensagem proclamada nas nossas vidas. E uma coisa deveria estar muito clara para todos: a Mensagem do Papa é inseparável de uma dinâmica social fundada na Família. Infelizmente, o nosso futuro está agora mais difícil.
Este é um assunto caro ao Sr. Engº, fazia parte do seu programa eleitoral, o PR já devia ter feito a vontade ao Menino e não tinha nada que mandar o assunto para o tribunal constitucional.
Andámos a perder tempo com o mais importante assunto, que esta legislatura tinha para resolver. Com este assunto resolvido, os portugueses deixaram de ter problemas.
Acho, contudo, que deveriam alterar o conceito de casamento, bem como a unanimidade que existe em termos dos seus sinónimos..
Sou homem, casado com uma mulher. Feita esta declaração de "macheza", tenho a dizer que me deprime ler os muitos comentários ignorantes e (mesmo) preocupantes feitos a esta notícia.
O artigo 36.º da Constituição estabelece que "Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade". O artigo 13.º, por seu turno, prevê que " Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de [...] orientação sexual".
A palavra casamento tem um valor social que vai muito para além do seu regime legal. Casar com alguém não é igual a viver em "união de facto", ou a fazer "rnhec", ainda que se equiparem os regimes legais. É por isso que duas pessoas que se amam e que desejam selar publicamente esse amor devem poder casar, mesmo que sejam do mesmo género.
Lamento que o novo regime não consagre (ainda) a possibilidade de adopção por casais homossexuais. Seria uma enorme janela de esperança para os milhares de crianças que vivem em instituições, privadas de qualquer noção de afecto e segurança familiar.
P.S. Já repararam que o Papa usa vestido e sapatos vermelhos "Prada". Alguém lhe conheceu alguma namorada? Dá que pensar...
Mais um problema resolvido, agora só falta conseguir resolver o défice, mas também a dívida pública, o problema dos desempregados, porque são estes segundo julgo a grande preocupação de muitos mais portugueses e não devemos descriminar as maiorias.
Que grande ‘chazada’ deu Cavaco Silva à nossa A. R.!
Depois disto se houvesse vergonha aquela gentinha pedia a demissão e lá íamos nós a votos novamente. O que também seria uma irresponsabilidade, porque no estado em que está o país parar para novas eleições é irreal. Irreal pelos custos e irreal porque depois ficava tudo na mesma. Cavaco parece hoje o pai que puxa as orelhas aos seus filhos, pena que não tenha sido mais criterioso noutra fase da sua vida. É típico dos políticos em geral passarem uma esponja pelo que em tempos fizeram de errado e falar mais tarde como se não tivessem participado activamente no passado que nos tolda o presente.
Tirando isso ele tem razão o país está de tanga e os nossos políticos preocupam-se com comissões, reuniões e outros ‘ões’ que virão em breve. Apesar de não ser prioritário de momento para o país era insensato devolver à assembleia o que depois viria na mesma e assim poupa aos partidos a dispersão sobre assuntos menos prioritários mas importantes.
Era de bom tom os políticos emgeral tomarem atenção à chamada de atenção que o P.R. lhes fez e por uma veaz na vida deixarem de ser egocêntricos e se concentrarem seriamente em viabilizar o país.
Até agora as medidas continuam a ser insuficientes e populistas no mau sentido!
Não percebo para que foi necessário tanto alarido... Não me parece que isto precisasse de um comunicado desta natureza! Para mim é mais que natural e justo (que qualquer pessoa que se deixe de preconceitos e pense bem no assunto vendo todas as partes da questão percebe) a inevitabilidade desta promulgação. Todos diferentes, todos iguais, mas com os mesmos direitos! E eu sou a pessoa mais a favor da família, pois tenho uma maravilhosa, mas cada um deve ter a família que deseja e não a que a sociedade impõe! Portugal bem-vindo ao século XXI e ao momento em que realmente se começam a cumprir as filosofias da liberdade humana, constituições e cartas de direitos humanos, onde os direitos valem para todos e não só para os robôs que a sociedade pretendia criar e manipular.
"As forças partidárias que aprovaram o diploma não quiseram ponderar um princípio elementar da acção política numa sociedade plural: o de escolherem, de entre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceite pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo."
"Não me parece que alguém, honestamente, possa qualificar o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Suíça ou a Dinamarca como países retrógrados."
E melhor ainda ao decidir pela promulgação para evitar "...as divisões entre os Portugueses e desviaria a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas."
Será bom que José Sócrates governe em vez de andar no folclore das re-inaugurações do que já tinha inaugurado.
Será bom que José Sócrates não continue a justificar a grave situação econonico-financeira em que nos encontramos, com a crise internacional. O problema de Portugal é estrutural e não conjuntural.
Espero bem que os portugueses que agora vão sentir no bolso o que é a governação de José Sócrates, pensem 2 vezes em próximos actos eleitorais.
Ainda está para nascer o dia em que o PR virá a público pedir desculpa pelos seus 10 anos de governação que lançaram as bases do pântano em que nos encontramos hoje. Para mim deviam ir todos presos, começava no Cavaco e acabava no Sócrates, e nem o Portas escapava por causa da história dos submarinos. São todos uns lacaios dos grandes grupos económicos.
Como sempre aconteceu Cavaco Silva hesitou e nada fez, nem a favor nem contra. A última vez que Cavaco decidiu foi quando mudou o Poço de Boliqueime para Fonte de Boliqueime e depois de tanto meter água ficou seco para sempre num eterno dilema de filosofar como ultrapassar o cerco de Jericó. Perdoem-lhe porque faz o que pode, ninguém lhe peça mais. Chora sobre o leite derramado. Seria profundamente desumano e injusto para a figura possível que habita Belém.
Vamos fazer um paralelo. Ser Benfiquista também é anti-natura. Alguma vez viram um animal com uma bandeira do Benfica?
Ainda para mais a maioria da população é do Benfica, a "clubíce" devia ser regulada. Por decreto devíamos todos ser benfiquistas, já que a maioria da população ou é.
Parem de querer mandar na vida dos outros. O Estado Novo já lá vai. Infelizmente ainda há muitos Fascistas!
E não, não sou homossexual! Mas respeito os homossexuais, cada um faz o que quer com a sua vida.
Cavaco Silva, com uma cajadada só matou dois coelhos.
Aproveitou o "casamento Gay" para nos alertar para a situação em que o País se encontra, recordando que já na mensagem do Ano Novo afirmara que Portugal caminhava para uma situação explosiva.
E se não tivermos juízo é exactamente isso que nos vai suceder!
Fala quem sabe !
Deu ainda um grande puxão de orelhas aos deputados e de que só não vetava o diploma para não arrastar mais este processo.