O presidente do banco Santander Totta
, Nuno Amado, mostrou-se hoje contrário à entrada do FMI
em Portugal e sugeriu a procura de mecanismos de ajuda externa alternativos aos encontrados para a Grécia e para a Irlanda.
"O apoio externo que foi feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia e à Irlanda só resolveu alguma estabilização do risco soberano e mais nenhum aspeto. Há seguramente outras formas de fazer apoio externo, deveríamos tentar não seguir esse caminho", disse Nuno Amado, durante a conferência de imprensa em que foi divulgado que em 2010 o banco teve resultados líquidos de 434,7 milhões de euros, menos 16,9% do que em 2009.
"Parece-me que serão mais adequados mecanismos de parceria dentro da União Europeia, como os que estão a ser definidos, que implicam da nossa parte responsabilidade de termos de atingir um conjunto de metas importantes", acrescentou.