18 de abril de 2014 às 0:59
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Presidente do Bundesbank defende resgate a Espanha

O presidente do Banco Central da Alemanha considera que o mercado de dívida reagiria de forma positiva "se o programa de ajuda à Espanha fosse além do sector bancário." 
Jens Weidmann defende que Espanha necessita de "reformas radicais" Reuters/Alex Domanski Jens Weidmann defende que Espanha necessita de "reformas radicais"

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, aconselhou hoje a Espanha a recorrer ao resgate europeu enquanto país e a não se limitar ao pedido de ajuda para a recapitalização do sector bancário. 

 "Os balanços bancários são sempre um espelho de toda a economia", argumentou o presidente do banco central alemão, em declarações ao diário alemão Börsen Zeitung. Para Jens Weidmann, a Espanha tem problemas que necessitam de "uma intervenção urgente", como a elevada taxa de desemprego e o grave défice financeiro das suas comunidades autónomas. 

"O mercado de dívida reagiria positivamente se os investidores vissem que o programa de ajuda à Espanha ia além do sector bancário", afirmou o presidente do Bundesbank.  

Em declarações ao jornal alemão, citadas pela agência EFE, Jens Weidmann considerou que o conjunto de medidas, anunciadas pelo Governo espanhol, na passada quarta-feira, para combater o défice, revela a necessidade de "reformas radicais". 

Plano de austeridade ascende a €65 mil milhões


O Parlamento alemão (Bundestag) vai decidir, na próxima quinta-feira, a contribuição alemã para a injeção de liquidez na banca espanhola, um deliberação de deverá ocorrer sem sobressaltos.

 O Governo espanhol aprovou na sexta-feira, em Conselho de Ministros, parte das medidas do plano de austeridade anunciado na quarta-feira pelo presidente do executivo, Mariano Rajoy, e que ascende a 65 mil milhões de euros. 

No final de junho, o Governo espanhol solicitou o pedido de ajuda europeia para recapitalizar o seu sistema financeiro, num valor até 100 mil milhões de euros.

Comentários 9 Comentar
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Governo espanhol nega realidade
É evidente que o governo espanhol está a tentar fugir com o rabo à seringa do resgate do estado mas isso é mais uma forma de enganar os espanhóis que de enganar os resgatadores. É evidente que Espanha vai levar com a troika, com o memorando de entendimento e com tudo o que implica um resgate do próprio estado ainda que o principal problema possa ser a banca e que o governo não assuma politicamente o resgate do estado.
De facto o governo espanhol não pode atirar com a parte falida da banca para os braços dos resgatadores e livrar-se do problema por vários motivos:
- A banca espanhola é regulada e fiscalizada pelo estado espanhol e não pelas instituições internacionais.
- A pré falência de parte da banca espanhola é da responsabilidade dos partidos políticos espanhóis e a eles corresponde arcar com o ónus dessas políticas.
- A decisão de deixar falir bancos (ex cajas de ahorro) só pode ser tomada pelo governo espanhol e alguma poderá ter que ser tomada.
A negação do governo espanhol a encarar a realidade nua e crua acabará como sempre por custar mais caro aos espanhóis.
Sabes lá o que dizes!

Até aqui a questão das dívidas soberanas tem-se colocado ao nível da ultra-periferia, os seja Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre.
Nada une os problemas estruturais destes países: dois são economias dirigidas e estáticas e dois são basicamente casinos.
O que os une é serem pequenos demais para causarem problemas de maior, ou pelo menos assim pensam (ou pensavam) os eurocratas.

Agora a coisa pia mais fino; é a Espanha (oh! que surpresa) a próxima da lista. Apenas a 4ª economia da zona euro e, até há bem pouco tempo, a locomotiva nº2 do crescimento da eurozona.
A Espanha é um mix perfeito dos problemas português e irlandês; só que em grande, em muito grande!

Apesar de respeitar muito os filandeses não posso deixar de sorrir perante a candura de quem pensa que, do alto dos seus 5 milhões de habitantes e de um PIB ligeiramente maior que o português, pode ditar à Espanha condições bilaterais em empréstimos multilaterais.

Se na Finlândia a inocência se explica pela dimensão, já na Alemanha o caso não tem explicação.
Acaso imagina Weidmann que esta troika, ou outra troika qualquer, vai entrar Espanha dentro e impôr um plano que nem sequer consegue impôr aos gregos?
Acha sinceramente que o discurso que se aguentou um ano em Portugal vai fazer sucesso aqui ao lado?

Cada vez mais estava convencido que não nos entendemos uns aos outros; agora cada vez mais estou convencido que não só não nos entendemos como não nos queremos entender.
Re: Sabes lá o que dizes! Ver comentário
Hei Espanha
Não vás na cantiga do bandido.

Os do Bundesbank são bandidos e querem reformar Espanha para que deixe de estar direcionada para os povos espanhois e passe a estar direcionada para o Bundenbank.

Cá para mim esta direita alemã está a pisar o risco......demasiado.
Estes alemães só pensam em:
Austeridade e radicalismo

Gostava que esta gente à parte da união europeia soubesse o quão frágil é se os "outros países" da referida união estiverem nas águas da amargura.
Uma Espanha fragilizada deita por terra tudo o que Portugal tem feito, entrando em ciclo de bola de neve; pois a seguir é a Itália e outros virão a seguir.
O que leva a pensar com preocupação a situação das esquerdas ou direitas radicais começarem a vir ao de cima, deixando cair por terra esta relação europeia, mas que contudo não dá mostra de poder controlar a conjuntura, deixando assim o caminho aberto para outros tipos de "liderança".
Este povo alemão leva a intender que quer minar e corromper a Europa, talvez por vingança ou outras, possivelmente por ter estado de calças em baixo não há muitos anos atrás... (confesso, que se trata apenas de lançar uma pedra ao ar e mas expressar o meu livre pensamento/ suposição) disse.
Inferno alemão versus inferno espanhol
Os alemães têm a "cabeça quadrada" mas são rigorosos e solventes. Os espanhóis são grandes toureiros mas às vezes "les pilla el toro". A propósito vou averbiar uma anedota "alemães versus espanhóis" que se conta em Espanha:
A um indivíduo condenado ao inferno Deus perguntou se preferia o inferno alemão ou o inferno espanhol. O condenado perguntou qual a diferença tendo Deus respondido que no inferno alemão era obrigatório tomar um taça de merda cada dia e que no inferno espanhol era obrigatório tomar um balde de merda cada dia. O condenado já ia a dizer que preferia o inferno alemão mas Deus interrompeu-o e disse-lhe: não te iludas pois no inferno espanhol um dia não há merda, outro dia não há balde, outro dia não aparece o funcionário, etc, etc.
Conclusão minha: Espanha é melhor até no inferno.
Re: Inferno alemão versus inferno espanhol Ver comentário
Re: Presidente do Bundesbank defende resgate a Esp
alemanha desejosa de pôr as patas e controlar as economias dos países do sul!
já controla os da europa central!
frança esperneia sem qq estrategia e sem força!
uk como habitualmente aguarda que eles poisem, pisca o olho aos gringos e estuda os despojos!
Escudo Cplp Padrão-Ouro Prata
A Alemanha anda a pedi-as!
Merkel há muito que nos habituou a este estilo merdoso, de mandar os seus subalternos fazerem o trabalho sujo por ela, pior é que lhe sujam o caminho que ela com o seu vestido alvo terá de pisar. Merkel tem os pés sujos de tanta merda que tem mandado fazer. Em breve terá de os limpar mas a merda está incrustada, por essas alturas já todos lhe atiram as laranjas podres que ela plantara. Tenho pena dos alemães, um povo brilhante mas muito pacóvio...
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