26/05/2012 atualizado às 16:13
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Presidente do Banco do Vaticano investigado pelo Ministério Público

Ministério Público de Roma investiga o presidente do Banco do Vaticano, por suspeita de envolvimento em branqueamento de dinheiro. Foram congelados 23 milhões de euros nas contas do banco.

15:57 Terça feira, 21 de setembro de 2010
Ettore Gotti Tedeschi terá omitido os nomes dos autores das transições
Ettore Gotti Tedeschi terá omitido os nomes dos autores das transições
Remo Casilli/Reuters

O presidente do banco do Vaticano IOR (Instituto das Obras Religiosas), Ettore Gotti Tedeschi, está a ser investigado pelo Ministério Público de Roma por violação de uma nova lei contra a lavagem de dinheiro.

A investigação, que também envolve um outro responsável do IOR, já levou ao congelamento preventivo pela polícia financeira de 23 milhões de euros do IOR depositados num outro banco, precisou a agência italiana ANSA citando fontes judiciais.

Os dois homens são suspeitos de não terem respeitado uma cláusula de uma nova legislação italiana anti-branqueamento de 2007 que tornou obrigatória a menção do mandatário de qualquer operação financeira bem como o objetivo e a natureza da mesma.

"La Repubblica" denunciou


Em junho, o jornal "La Repubblica" tinha afirmado que o Banco do Vaticano era suspeito de estar envolvido em operações de branqueamento de dinheiro e que uma investigação tinha sido aberta pelo Ministério Público de Roma.

O IOR, que gere as contas das ordens religiosas e de associações católicas, é uma estrutura que beneficia da extra-territorialidade concedida ao Estado pontifical e, por isso, não tem de respeitar as normas financeiras em vigor para os estabelecimentos italianos.

Segundo o "La Repubblica", a Justiça tinha descoberto que o banco geria contas em estabelecimentos italianos sem nome de titular e que eram identificadas apenas com a sigla IOR.

Por uma das contas, descoberta em 2004, transitaram "cerca de 180 milhões de euros" em dois anos, referia o jornal.

"A hipótese dos investigadores é que pessoas com residência fiscal em Itália utilizam o IOR como 'guarda-chuva' para esconder diferentes delitos, como a fraude ou a evasão fiscal", precisava o jornal.

Especialista de ética para o IOR


Há cerca de um ano, o IOR mudou de patrão com a nomeação para o posto de presidente de Etorre Gotti Tedeschi, representante em Itália do grupo espanhol Santander, para substituir Angelo Caloia, Segundo os media, Tedeschi, especialista de ética da finanças, foi escolhido para repor a ordem das contas do IOR.

O Instituto ocupou as primeiras páginas dos jornais com a falência em 1981 do banco italiano privado Banco Ambrosiano, do qual o IOR era o principal acionista.

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Mais uma grande bronca para os papistas!
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 16:14 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
Estavam eles muito esperançados que os anglicanos lhes caissem no papo e eis que rebenta esta bronca para enterrar ainda mais a ICAR.

"O presidente do banco do Vaticano IOR (Instituto das Obras Religiosas), Ettore Gotti Tedeschi, está a ser investigado pelo Ministério Público de Roma por violação de uma nova lei contra a lavagem de dinheiro."

Até agora já foram detetados 23 milhões sem dono mas muito mais haverá.

Tudo lhes corre mal: desde os abusos sexuais de crianças até à lavagem de dinheiro, nada do que anda de noite e não se via de dia, fica escondido.

Pagassem eles impostos em Portugal e muita coisa se descobriria mas por cá eles são reis e senhores, pois não têm escrita organizada e podem fazer o que lhes apetece.

A notícia faz referência ao presidente quando o banco é que fazia a marosca.
 
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Os vendilhões do Templo
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:39 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
Marcinkus,o cardeal dos escândalos do Banco Ambrósiano, do tempo de João PauloII,fazia parte da seita dos "vendilhões" do Templo.
E é deles que o Papa se tem que libertar:Falta saber ,se o Sumo Pontífice ainda não é um seu prisioneiro.
 
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Etorre Gotti Tedeschi
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:42 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
Não sei bem porquê, este nome faz-me lembrar certas coisas:

- Etorre: Jogos de XADREZ;

- Gotti: Famílias mafiosas;

- Gotti: Deuses (juntando leituras germânicas e latinas);

- Tedeschi: Alemães.

Mas, tendo em conta que isto se passa no seio do Vaticano, não consigo entender como se podem misturar todas estas coisas. Definitivamente, só pode ser a minha cabeça que anda a ver coisas, ONDE ELAS NÃO EXISTEM!

hehehehehehehehehe
 
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Vá-lá em Portugal?
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:29 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
Não temos dessa gente, e os nossos banqueiros são todos honestos? E que se diga do nosso Oliveira e Costa?
 
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Só na Itália!
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 0:06 | Quarta feira, 22 de setembro de 2010
É uma notícia que está sofrendo de um resfriado e, pelo visto, o M.P. italiano é um inusitado órgão de investigação, que parece viver noutro planeta. Se até o populacho sabe que os grandes do mundo, tanto o legal como o ilegal, têm seu suado dinheirinho sob a guarda divina do Banco de Deus e, por isso, o Vaticano continua sendo um Estado (um enorme cofre tal como uma Caixa de Pandora, que jamais será aberto ou deixará de cuecas as lideranças da Europa e de muitos países "corretamente desenvolvidos"). O Vaticano acabou inclusive com os banqueiros suiços, que não têm mais a blindagem das contas numeradas. E, depois, dizem que os padrecos não são espertos como os chacais... E, parece, que os Defensores da Fé, de inopino, ficaram mudos...
 
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Em Nome de Deus
gastroentriteAguda (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
de David Yallop. Leiam o livro. O Papa João Paulo I quis mudar muita coisa, entre elas Paul Marcinkus do IOR. Já sabem como acabou a história...
 
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Espero que este tenha melhor sorte
J_E_M (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Terça feira, 21 de setembro de 2010
O último Papa a mexer nos ninhos de vespas que são as contas do Vaticano (naquele tempo pediu para se fazer um levantamento de todos os dados nos negócios na América do Sul) morreu de "causas naturais" uns dias depois de um dos grandes responsáveis por esse levantamento ter sido suicidado no Tamissa.
 
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