25 de maio de 2013 às 19:33
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Presidente da Edifer rejeita adiamento de obras

Vera Pires Coelho diz que há muitas despesas por cortar no Estado. Lucros do grupo de construção aumentaram 115% em 2009, graças ao corte de custos e à estratégia de internacionalização.
Pedro Lima

A presidente da Edifer, Vera Pires Coelho, rejeita o adiamento dos investimentos públicos em Portugal como forma de resolver os problemas económicos do país.

"O problema de Portugal não está nas grandes obras, mas nas reformas estruturais que já há muito tempo deviam ter sido feitas. Andamos todos a dizer isto há muitos anos", afirma.

Quanto à hipótese de ser adiada a construção do troço do TGV Poceirão-Caia, integrado na linha Lisboa-Madrid, diz que é necessário fazer um pacto em Portugal para que se perceba a importância da Alta Velocidade. "Sou completamente contra a paragem do projecto", acrescenta. A Edifer tem 7,6% do consórcio ELOS, a quem foi adjudicada a construção daquele troço e é liderado pela Brisa e pela Soares da Costa. "Há muito espaço de manobra para se reduzir despesas públicas em Portugal. Não podemos passar para a discussão de que 'não há mais investimento'. É completamente surrealista. Há muita política à mistura", acrescenta.

A assinatura do contrato de adjudicação do troço Poceirão-Caia vai acontecer no sábado, pelas 11h, no Ministério das Obras Públicas, em Lisboa, mas o CDS agendou para o dia 28 a apreciação de uma proposta para suspender as obras. No entanto, o Bloco de Esquerda e o PCP admitem opor-se à iniciativa do CDS. Estes dois partidos, com o PS, são suficientes para rejeitar a proposta do CDS que tentará parar a obra.

Vera Pires Coelho refere que, se a obra for travada, terá de haver lugar a uma indemnização pelo Estado às empresas incluídas no consórcio.

Quanto à hipótese de a Edifer concorrer ao novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a presidente da empresa diz que não consegue posicionar-se sobre este dossiê porque não conhece o modelo do concurso para a construção do aeroporto.

Lucros e negócios crescem 

O volume de negócios da Edifer cresceu 0,12% em 2009, passando dos 470 milhões para os 470,6 milhões de euros. Já os lucros passaram dos 6,7 milhões para os 14,4 milhões, num crescimento de 115%, e os resultados operacionais subiram dos 16,2 milhões para os 26,8 milhões. Vera Pires Coelho destaca o facto de em três anos o volume de negócios do grupo ter aumentado 85%.

Quanto aos resultados líquidos, o seu crescimento foi impulsionado pelo aumento dos negócios internacionais na área da construção (nomeadamente em Angola) e pela redução de custos.

O grupo conta com uma carteira global de obras de 1,436 mil milhões de euros. Os negócios estão repartidos entre 35% a nível internacional e 65% a nível nacional, enquanto 42% vêm do sector privado e 58% do público.

 

Comentários 20 Comentar
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Vera P. Coelho percebe disto..
Ora vejamos um dos pontos afirmados por si que considero de maior interesse..:
...".."O problema de Portugal não está nas grandes obras, mas nas reformas estruturais que já há muito tempo deviam ter sido feitas. Andamos todos a dizer isto há muitos anos", afirma.."..

Eu entendo que a Sra. (muito bem) defenda e argumente em prol da necessidade das avultadissimas obras públicas que serão para si como pão prá boca..dinheirinho a granel..

Consta contudo que há por aí uma crise mundial que ainda não se sabe muito bem como vai ser resolvida..esperemos pra ver pra que lado vai..se evolui ou involui..e depois logo se conversa sobre o assunto..

Consta tambem..palavras da Sra. Vera que o grande problema nacional é a falta das reformas estruturais (depreendo que se refira á estrutura mamocrática que mama cerca de 1/3 do montante total de qualquer obra destas caracteristicas)..tem a minha concordância absoluta sobre a necessidade dessas reformas Sra. Vera..

Assim sendo considero que seja mais sensato que se aguarde no minimo pela resolução da crise internacional e resolução do problema nacional..depois logo se conversa sobre o assunto..combinado Sra. Vera ?..

p.s.-Mais premente (e ao nosso alcance) é resolver o problema interno ou corremos o risco de vermos a crise internacional resolvida e nós com um bastante grave entre-portas...

Re: Vera P. Coelho percebe disto.. Ver comentário
Re: Vera P. Coelho percebe disto.. Ver comentário
Re: Vera P. Coelho percebe disto.. Ver comentário
Edifer
Esta é uma das muitas chamadas "empresas do regimen" e que ajudaram a endividar o País.
Têmm neste governo o seu "Deus Protectector"!
Re: Edifer Ver comentário
Falimos
Mas falimos em grande estilo. Falir com uma rede de TGV's tem muito mais classe.
Não é só isso.... Ver comentário
Re: Falimos Ver comentário
A pensar nos lucros
A Edifer-como todas as Empresas-querem dinheiro e obras.
Mas cabe á politica dizer quais são e que prioridades devem ser respeitadas.
Apertar mais o cinto a quem paga as obras já não dá.
E certos empresário quando põe a boca no trombone para influenciar os politicos e o que lhes convém (lucros) deviam pensar nisso.
D. Vera, D. Vera
Minha Senhora,

Eu no seu caso, até era capaz de dizer a mesma coisa. Se 58% da sua facturação dependem do Sector Público, seria insensato não ter esta posição.Por outro, lado este bolo está destinado a si. Quem não gosta de coisas doces? Mas, a Senhora também diz que o problema do País, reside na falta das reformas estruturais. Não há aqui um contra senso? A pedra basilar das reformas estruturais exige que se invista, duma forma séria e continuada, na produção de bens transaccionáveis. Será que o TGV terá alguma coisa a ver com esta opção? Pelo contrário, a componente de incorporação Nacional não passará dos 20%. Isto significa que que para além do aumento da dívida pública, que nesta data se situa acima dos 130.000 milhões, a taxas que já vão nos 6%, a balança de transacções correntes, sofrerá um ataque da ordem dos 7.000 milhões de euros.
D. Vera, por muito que esta medida lhe permita encher os bolsos, os nossos governantes, deviam efectivamente inflectir. O adiamento desta obra é um imperativo Nacional.
Se fossemos governados por gente séria, esta assunção do aumento da dívida pública, deveria ser canalizado para os tais investimentos, na área dos bens transaccionáveis. Fazer o contrário é hipotecar, ainda mais o futuro de todos nós.
É óbvio
...que qualquer interrupção de obra que já tenha sido adjudicada,...vai ter muitos custos,...para além dos custos de não execução, propriamente ditos!
Re: É óbvio Ver comentário
Re: É óbvio Ver comentário
Paulo Portas e o populismo.
Paulo Portas fala fala mas não diz nada. Não diz, por exemplo, quanto custariam as indemnizações pela suspensão da construção do TGV.

Mas como uma grande populista que é (e é preciso que se diga que ele se dirige apenas e só aos seus seguidores e também aos que pretende conquistar ao PSD) não convém dizer. Não digo que minta, mas que omite lá isso omite.

xente;o que esta dita presidente duma pequena empr
Xente;o que esta dita presidente duma dita pequena empreiteira;não conta nada..´Pois afinal quem manda em portugal..???são estas diats empreiteiras..???ou são os que o povo vota nas eleições..???Ou serão os grandes interesses;destas pequenas empreiteiras;ainda há uns ano atrás;e agora arrotam poder;por todo o lado..??nos tempos do fascismo;também os melos;e os champalimons;também se achavam que eram donos de tudo;estas duas famílias;e mais umas quantas..Mas lá veio o tal 25 de abril74;e lá se foi tudo pró béléléu..Mas com o tal bonitinho 25 de nov de 75;vieram outros pol´piticos;e outro tipo de malabarismos ;e aí hoje o nosso portugal;está nas mãos dumas antigas e pequenas antigamente empreiteiras..E agora essas grandes empreiteiras;se acham que também mandam e que sem elas;que não existe portugal..??/Mas se enganam..Até quando aí os donos do poder começam a aprender a fazer como é lá nos países da escândinavea..???Em que lá os governantes;respeitam o povo;e até t~em vergonha na cara;e por lá;não deu essa crise que deu aí nos países ditos mediterrâneos..???quem me saberá dizer..???alguém aqui me sabe informar..???cupts.kantiflas..
Investimento é necessário, abram olhos, cordeiros!
Será que não vem a importancia que reveste para portugal as obras publicas, o investimento, PRECISAMOS DE CRESCIMENTO, EMPREGO, DESENVOLVIMENTO, abram os olhos, não vão so atrás da corrente dominante, fumentada por partidos que querem ser reeleitos, será que não vem que quem é do contra (economistas e ex ministros) pertence a partidos da oposição e que quando tiveram no governo tb defendiam o investimento!
Que quem defende as obras publicas é de toda a sociedade seja direita ou esquerda, essencialmente economistas e gestores de empresas, apartidários pela maior parte!
Os custos não são nada comparados com os beneficios, beneficios de que tanto precisamos, nós andamos a endividarmos porque não crescemos, porque não produzimos, há duas maneiras de combater uma divida, poupar (e acho que já apertamos o cinto até não dar mais), ou criando riqueza!
Errado !!!!! Ver comentário
Re: Errado !!!!! Ver comentário
Vantagens do TGV
Claro que para a senhora o TGV representa dinheirinho no bolso.
Claro que para o país também tem uma grande vantagem, rebenta a uma velocidade muito maior e os nossos políticos e brilhantes gestores podem-se pisgar daqui com muito mais conforto!!!
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