25 de maio de 2013 às 16:25
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Presidente da Alemanha demitiu-se

Chefe de Estado alemão apresentou o pedido de demissão, numa declaração ao país, na sequência do escândalo sobre corrupção e tráfico de influências.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)com agências
O Presidente da Alemanha, Christian Wulff, está envolvido em escândalo de corrupção e tráfico de influências Fabrizio Bensch/Reuterw O Presidente da Alemanha, Christian Wulff, está envolvido em escândalo de corrupção e tráfico de influências

O Presidente alemão, Christian Wulff, ameaçado de perda de imunidade depois de acusações de prevaricações, anunciou hoje a demissão do cargo.

"A confiança dos meus cidadãos está afetada. Por esta razão, não me é mais possível exercer as minhas funções. É por isso que me demito", declarou solenemente Christian Wulff, um conservador que a chanceler Angela Merkel conseguiu eleger dificilmente para a presidência em junho de 2010.

Christian Wulff, para quem o Ministério Público de Hannover, no norte da Alemanha, pediu na quinta-feira o levantamento da imunidade devido a suspeitas de prevaricações, tinha anunciado uma declaração às 11h locais (10h TMG) no castelo de Bellevue, em Berlim.

A chanceler alemã, Angela Merkel, marcou uma declaração para meia hora depois e anulou uma deslocação prevista para hoje a Roma.

A Procuradoria da Alemanha pediu ao Bundestag a suspensão da imunidade do Presidente Christian Wulff para poder processá-lo por corrupção e tráfico de influências. Os jornais alemães dizem hoje que Christian Wulff "está em queda livre". É a primeira vez que um chefe de Estado alemão é formalmente investigado pela justiça.

Christian Wulff, que estava a ser pressionado a demitir-se ou a dar explicações convincentes sobre os seus negócios, falou ao país esta manhã, apresentando a sua demissão.  A decisão já era esperada porque Angela Merkel, que esta manhã deveria viajar a Roma para uma reunião com o primeiro-ministro Mario Monti, cancelou a viagem. A chanceler alemã tem sido um dos principais apoios do Presidente desde a eclosão do escândalo.

"Indícios concretos de suborno"


Na petição feita ao Bundestag, a Procuradoria afirma haver "indícios concretos e suficientes" para acusar o Presidente da Alemanha de suborno e tráfico de influências.

O caso remonta a 2007, quando um empresário do mundo do cinema financiou as férias de Christian Wulff numa ilha do Mar do Norte. Wulff era então primeiro-ministro da Baixa Saxónia, cujo Ministério das Finanças avalizou um empréstimo para a empresa de Groenwold enquanto este e Wulff passavam férias de Verão juntos.

O líder parlamentar da Baixa Saxónia, Michael-Brmer, da CDU (partido de Merkel) declarou a um periódico alemão que o Presidente deve "arcar com as consequências" da petição judicial.

Numa manifestação marcada por centenas de sapatos no ar, realizada em Berlim no passado mês de janeiro, os alemães pediram a demissão de Wulff.

 

 


Comentários 9 Comentar
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Noutros paises ainda ha vergonha na cara, mas em
Portugal é o que se sabe...
Inveja
Como ele deve de invejar neste momento os políticos portugueses, nomeadamente aquele individuo chamado Cavaco Silva...

Cá, sendo Presidente, Primeiro-Ministro e por aí abaixo até Presidente de Câmara, podia até fazer um assalto à mão armada à Sopa-dos-Pobres que ninguém lhe tocava.

Mas a Alemanha é outra loiça... Lá é preciso ter honestidade, e o povo não votaria de novo nele, ao contrário de cá que basta oferecer uns aventais de plástico na praça e com a ajuda da comunicação social são favas contadas.

Qual Covas da Beira, Modernas, Freeports, submarinos, BPN's, Metro do Porto, Casa da Música, Gondomares, Oeiras, Felgueiras, etc., qual quê...

A justiça
Ainda funciona em certos países, por cá ainda vamos na era medieval?
Lá chegaremos?
Afinal era um sonho.
Já estava a pensar que era o Presidente de Portugal...
nunca banalizar o cargo presidencial...
A isto chama-se, vergonha na cara, coisa que o PR neste retangulo não tem; Veja-se a situação vergonhosa de ontem...
Re: nunca banalizar o cargo presidencial... Ver comentário
Palavras para quê?
"Cavaco Silva foi accionista da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detentora do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2001 e 2003, altura que ainda não era Presidente da República. Ao sair teve um ganho de 147,5 mil euros. A sua filha Patrícia também teve acções da SLN e lucrou ainda mais ao sair: 209,4 mil euros."
Neste caso, a diferença é que o alemão pediu a demissão, cá o portuga teve o prémio de ser reeleito!
É um artista português, não sei é se usa pasta medicinal Couto !

Hum...
Essa manif de sapatos para o pessoal não serve, porque a galera tem que estimar os que tem, porque qualquer dia o povão não tem sequer dinheiro para comprar chanatos e vai ter que andar de chinelos de dedo, Made in China.
Quanto a o boche, se tivesse vergonha dava um tiro nas guampas.
Ter vergonha é não roubar!
Fico surpreso com muitos que elogiam o presidente alemão por ter pedido demissão depois que o pegaram em atos de corrupção. Isto não é ter vergonha é ser rápido.
Pelo raciocínio de quem elogia o presidente parece que se ele tivesse feito o que fez e não tivesse sido pego, tudo bem!
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