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Presidenciais 2016

Vitorino Silva

Vitorino Silva quer “unir a nação” e distribui “santinos” em Braga

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HUGO DELGADO/Lusa

No terceiro dia de campanha eleitoral, o candidato a Belém, também conhecido como Tino de Rans, afirma que “a campanha é assim que se faz, estendendo a mão a todos”

O candidato presidencial Vitorino Silva, que passou a manhã numa ação de campanha em Braga, quer "unir a nação" e acredita que nas urnas o povo vai dar uma "lição" a quem governou o país nos últimos 40 anos.

Tino de Rans, como é conhecido e gosta de ser reconhecido, visitou a feira semanal de Braga onde, por entre muitas "mãozadas" e beijinhos, distribuiu "santinos", nome que o candidato dá aos folhetos que distribui com a sua fotografia nos quais, ao contrário dos tradicionais santinhos, não se lê nenhuma oração,

"Vitorino Silva não é de rezas", mas sim um dos 'slogans' de campanha: "Os cartazes não se medem aos palmos".

Acompanhado do seu "staff" de campanha, "tudo gente amiga", Vitorino Silva percorreu o recinto da feira parando banca a banca porque, "a campanha é assim que se faz, estendendo a mão a todos", explicou.

E se nos primeiros minutos os feirantes estavam algo desconfiados do "rapaz" que lhes invadia as bancas, quando reconheciam o candidato a receção era calorosa.
"Tino, dê cá um abraço", "dê-me um beijinho", "devia haver mais como você, Tino", foi ouvindo o candidato, que a todos respondeu, abraçou beijou e lá foi entregando os seus "santinos".

"É para votar em mim dia 24. A voz do povo tem que chegar às varandas de Belém", dizia. "Isso é o que vamos ver", respondeu-lhe uma fã, mas não apoiante.
"Eu conheço-o lá do Big Brother. Gosto muito de si mas não voto em si", confessou-lhe a mulher, que não dando o voto ao candidato fez questão de lhe dar "uns beijinhos dos bons".

E Vitorino Silva agradeceu os beijos, embora, admitiu, "preferisse o votinho".

De banca em banca, Tino de Rans, como se apresentou a quem por ele passou, foi deixando algumas promessas.

"A minha porta não vai ter ferrolho. Vai estar aberta para todos. Belém também é do povo", avisou.

Por entre enchidos e fruta, Tino, "Vitorino é só para assuntos sérios", o candidato quis saber o peso dos seus "santinos": zero gramas, mas Tino recusou a ideia que não tem peso na corrida a Belém.

"Sozinho não, mas grão a grão chego lá", disse, enquanto pousava na balança um conjunto de "santinos", 290 gramas: "Estão a ver? Os candidatos também não se medem pelo peso", disse.

Aos jornalistas, Vitorino Silva revelou a palavra do dia de campanha: "Dignidade", disse.

"Vim aqui provar que as pessoas podem ter dignidade em qualquer sítio que estejam", explanou.

O candidato explicou ainda o que será para ele um bom resultado no dia 24.
"Unir a nação. Quando vejo alguns candidatos a falar para a direita e para a esquerda, eu vim para unir a nação. O melhor pão é aquele que tem mistura", esclareceu.

Já no final do recinto, um grupo de "gentes do povo" cercou Tino de Rans e, por entre vivas, mais mãozadas e mais beijinhos, sempre muitos beijinhos, o candidato voltou às promessas, afinal é de campanha que se trata.

"Se votarem em mim estão a votar no povo. Eu sou a vossa voz e prometo que os vou fazer ouvir lá em Belém", repetia.

E com a chuva, que veio para "abençoar a manhã de campanha", Vitorino Silva deixou o recinto da feira semanal de Braga mas não sem antes deixar um último aviso.

"O povo vai dar uma lição a essa gente que nos governou nos últimos 40 anos e nos roubou", disse, já de passo apressado.