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Presidenciais 2016

Sampaio da Nóvoa

“Só se vive a vida quando não se renuncia nem à utopia nem à revolta”

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Tiago Miranda

Ramalho Eanes encerra comício de Nóvoa no Porto

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Ramalho Eanes fechou esta quinta-feira a campanha eleitoral de Sampaio da Nóvoa no norte, com um comício no Centro Académico no Porto. E disse logo ao que vinha: "Só se vive a vida quando não se renuncia nem à utopia nem à revolta. Não há vias únicas".

O primeiro Presidente eleito da democracia emprestou assim o seu peso a este último ato de campanha, a que se juntaram o Presidente do PS, Carlos César, o membro do secretariado nacional, Manuel Pizarro, e a eurodeputada Elisa Ferreira.

Numa extensa intervenção, o antigo Presidente percorreu a vida do ex-reitor, considerando-o um "homem invulgar", de "impoluta honradez", que sabe que "só com ética e estratégia se podem efetuar reformas que contribuam para um estado social justo, educação de qualidade, produtividade acrescida e competitividade".

E num raro elogio, disse: "este homem não sonha o 25 de Abril que foi, sonha o 25 de Abril que prometeu ser, que deve ser e que os nossos filhos e netos querem". Com ele, acrescentou, "Portugal pode voltar a ser a pátria de todos os portugueses".

"Todos os votos contam"

Já na reta final, Sampaio da Nóvoa fez os últimos apelos ao voto. Lembrando que Rosa Mota o acompanhou durante todo o dia, disse que "tentaram fazer desta eleição uma meia maratona, mas estamos prontos a levar esta corrida até ao fim. Portugal merece uma maratona esclarecedora até ao fim", assinalou.

"Todos os votos contam, por um se ganha, por um se perde", afirmou ainda. "Apelo a todos que querem ver novamente na presidência os valores que contam e não apenas quando convém", disse.

O ex-reitor apelou ainda aos indecisos e a "todos que acham que a política é mais do mesmo e mais os mesmos. Infelizmente é muitas vezes verdade", disse ainda, destacando que "no próximo domingo vai começar a mudar".

"Tudo depende da vossa mobilização, do vosso voto, das vossas escolhas. Mudança a valer é esta candidatura, a única que pode ganhar as eleições contra o mais do mesmo".