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Presidenciais 2016

Sampaio da Nóvoa

Quando o candidato Sampaio da Nóvoa foi apenas professor

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Ou como uma iniciativa se transformou numa pequena polémica na Marinha Grande

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Foi o menos político dos discursos de Sampaio da Nóvoa nesta primeira semana de campanha, mas mesmo assim falando de políticas - no caso a política da educação (ou do ensino superior, como pretere dizer), e da necessidade da inovação e do conhecimento na vida empresarial.

O candidato falava numa cerimónia dos 25 anos do Instituto Superior D. Dinis, na Marinha Grande, que reuniu cerca de 220 pessoas, muitos alunos e docentes, mas também empresários da região.

A intervenção de Sampaio da Nóvoa deu origem a alguma polémica interna: a direção da escola queria que o antigo reitor falasse apenas como professor catedrático, o que para o candidato em campanha não fazia sentido. Acabou por fazer uma intervenção de "compromisso", após quase meia hora de "negociações".

A aposta do futuro

Para Sampaio da Nóvoa, o Portugal democrático fez três apostas, no ensino, na ciência e na ligação entre a universidade e a sociedade. "Precisamos de coletivamente nos pôr de acordo sobre que país queremos ser" disse, salientando que só com conhecimento, inovação e produtividade.

O candidato afirmou ainda que "o Estado não deve substituir-se às empresas, mas deve fazer investimentos estruturantes. Também não partilho a tese", acrescentou, que "a iniciativa privada deve substituir-se ao Estado em todas as situações".

E terminou, citando Bernardino Machado: "uma universidade deve ser escola de tudo, mas sobretudo de liberdade".