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Presidenciais 2016

Sampaio da Nóvoa

Nóvoa diz-se o “servidor público”

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Tiago Miranda

Num jantar comício em Coimbra, o candidato a Belém sublinhou que embora tenha realizado um percurso “fora dos partidos e da política profissional”, esteve sempre nos “combates cívicos” e empenhado “na política das causas e dos valores”

Lusa

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Tiago Miranda

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O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa definiu-se esta segunda-feira como um "servidor público" que esteve sempre nos "combates cívicos" e a sua candidatura representa a janela por onde pode entrar uma "lufada de ar fresco" na democracia portuguesa.

"Tenho um percurso próprio, feito como alguém que foi um servidor público toda a vida, um percurso feito fora dos partidos e da política profissional, mas sempre presente nos combates cívicos e sempre empenhado na política das causas e dos valores", advogou o aspirante a Belém num jantar-comício em Coimbra.

À chegada do candidato à sala, escutou-se o tema "Changes", de David Bowie, falecido no domingo, e a mudança e um "novo tempo" para Portugal foi um dos focos da intervenção de Nóvoa.

Reconhecendo que os partidos são "absolutamente necessários à renovação urgente" da vida pública, Sampaio da Nóvoa defende um "suplemento cívico" à democracia portuguesa: "as eleições presidenciais podem ser, têm de ser, a janela por onde pode entrar essa lufada de ar fresco", concretizou.

"A minha candidatura tornou-se assim, por força das circunstâncias, uma opção inadiável. Vivemos um tempo novo. Esse novo tempo não se constrói com a velha política", apontou ainda.

Para o antigo reitor, a Constituição "que está agora a celebrar 40 anos foi construída em nome da igualdade de oportunidades" entre os cidadãos.

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"Da certeza que somos todos iguais perante a lei. Da certeza que, na nossa República, qualquer soldado raso pode chegar a general. É isso, de resto, que separa uma República de uma monarquia", sustentou.

As palavras surgem depois de no debate televisivo que teve na semana passada com Marcelo Rebelo de Sousa o candidato recomendado por PSD e CDS-PP ter declarado que Nóvoa, ao candidatar-se a Belém, quer "ir de soldado raso a general".

O "tempo novo" que Nóvoa tem falado na campanha eleitoral, cujo segundo dia de período oficial hoje decorre, é o de um Portugal onde "todos têm lugar e onde a emigração, que empobrece e desqualifica o país, não é incentivada".

"É um país que recupera o ideal de solidariedade entre gerações, que está na base do nosso sistema de segurança social, e não um em que se viram jovens contra os seus pais e avós para justificar políticas erradas", prosseguiu.

O candidato lamentou no seu discurso o "bloqueio económico, social e institucional" que Portugal vive, concentrando-se neste último e no que diz ser a "degradação da confiança dos cidadãos nas instituições democráticas".

E concretizou ainda, falando perante algumas centenas de pessoas: "É este tempo novo que estamos todos a construir. Não será fácil e não há soluções mágicas. Mas no dia 24, vamos todos ajudar a dar posse a esse tempo novo com uma nova votação. Tempos novos exigem soluções novas".