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Presidenciais 2016

Marisa Matias

BE: “O draft de Orçamento respeita os pontos essenciais do acordo”

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JOSé COELHO/lusa

No primeiro comentário do BE ao documento já entregue a Bruxelas, a deputada Mariana Mortágua afirma que está salvaguardado o essencial do que foi negociado à esquerda, mas não se compromete com nada em definitivo, dizendo esperar para ver a versão final do OE

“O draft de Orçamento respeita os pontos essenciais do acordo” que permitiu viabilizar o atual Governo. A avaliação foi feita na tarde desta sexta-feira pela deputada bloquista Mariana Mortágua, no que constituiu o primeiro comentário do BE ao draft do Orçamento de Estado (OE).

As declarações foram feitas no Porto, no final de uma arruada da campanha de Marisa Matias. Catarina Martins também esteve presente, mas não foi ela quem falou sobre o OE.

Mariana Mortágua começou por destacar o que considera um aspeto positivo: “Pela primeira vez, o draft foi enviado ao Parlamento antes de seguir para Bruxelas, algo que não acontecia com anterior Governo", salientou.

“Este draft é o arranque esperado que respeita os compromissos que foram feitos”, afirmou a deputada, tendo enumerado alguns desses pontos, como as reposições de salários e de prestações sociais.

Mariana Mortágua disse, no entanto, que “tudo o resto” da apreciação do OE “gostaria de deixar para a versão final. Mais tarde, justificou a não resposta a algumas perguntas por “não conhecer o orçamento na íntegra”.

Foi o caso da questão do aumento dos impostos de selo, sobre o tabaco e sobre os combustíveis, esta tarde anunciado pelo Governo. Mortágua afirmou que os mesmos “não estão quantificados” no draft, esperando para “ver a sua configuração na versão final do OE”.

Sem precipitações

Havendo uma afirmação clara de concordância com as linhas gerais do OE, o Bloco não deixa de fazer avisos à navegação.

Questionada se o ponto de partida deste OE permite a Portugal “bater o pé” a Bruxelas, Mariana Mortágua foi lesta a responder: “Isso é com o Governo, não é com o BE”.

De resto, a deputada do BE passou a mensagem, para bom entendedor, que a hora é de definições. Por exemplo: “Está na altura de o Governo, entre respeitar os compromissos externos” e “respeitar os compromissos internos”. Mariana Mortágua disse depois: “não permitiremos que em nome de qualquer subserviência a Bruxelas o Governo quebre os compromissos que fez com eleitores e o Bloco”.

Sentidos de voto

Na participada arruada na Rua de Cedofeita, em que a principal novidade aconteceu mesmo no final, quando o Bloco fez o primeiro comentário sobre o OE, Marisa Matias apelou explicitamente ao voto no próximo domingo, como ainda não fizera nesta campanha.

O alvo a abater é Marcelo, para que “estas eleições não sejam um regresso ao passado”.

Se nas presidenciais já se sabe em quem Marisa quer que se vote (e em quem não gostaria que os portugueses votassem), esta tarde ficou a saber-se quem a candidata gostaria que fosse eleito secretário-geral da ONU: António Guterres.

“Fez um trabalho notável no ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Trabalhei diretamente com ele; não tenho dúvidas de que será um notável secretário-geral”, disse Marisa.

No fim, destacou uma faceta do labor de Guterres no ACNUR que ao longo desta campanha Marisa hasteou também como bandeira sua: “Trabalhar para aqueles que não têm voz”.

A campanha de Marisa Matias termina com um comício em Coimbra.