Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Marisa Matias

Marisa Matias diz que Marcelo “baixou a fasquia” eleitoral

  • 333

Paulo Cunha/Lusa

A candidata presidencial considera que uma uma eventual derrota de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta é “meio caminho andado para uma derrota na segunda volta”

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, disse esta segunda-feira que Marcelo Rebelo de Sousa "baixou um bocadinho fasquia" eleitoral e está a preparar-se "para fazer de uma derrota uma vitória" na primeira volta.

"É muito claro que, até há muito pouco tempo, Marcelo Rebelo de Sousa falava e dizia: 'daqui a umas semanas serei Presidente da República'. Agora já baixou um bocadinho a fasquia e já vem falar de clarificação", afirmou Marisa Matias aos jornalistas, durante uma visita ao Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, distrito de Santarém.

Na opinião da eurodeputada do BE, o candidato com recomendação de voto do PSD e do CDS-PP "está a preparar-se para fazer de uma derrota uma vitória", sendo por isso fundamental garantir que há uma segunda volta, porque "uma derrota na primeira volta é meio caminho andado para uma derrota na segunda volta".

Sobre a comparação feita por Sampaio da Nóvoa das eleições de 1986 com as do próximo dia 24 de janeiro, Marisa Matias disse apenas esperar que "haja uma segunda volta", e que nesse momento "toda a esquerda se una em torno do candidato ou da candidata" mais votada.
"Qualquer que seja o cenário, estou disponível, mas como disse, agora estamos a falar de primeira volta e eu procurarei disputar a segunda", sublinhou.

A candidata apoiada pelo BE voltou a apontar a Marcelo Rebelo de Sousa quando reiterou que a retórica do ex-presidente do PSD sobre um país dividido quer "dizer que à primeira oportunidade fará o que estiver ao seu alcance para derrubar o Governo atual".

"É fundamental não recuarmos na mudança que tivemos ultimamente, uma mudança que foi uma escolha dos portugueses e das portuguesas e, para isso, é fundamental que haja uma segunda volta. Espero que venha a ser uma batalha entre uma Presidente que apoia esta mudança e um Presidente que quer voltar ao passado e recuar para o medo", antecipou.