Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo pede aplausos para Alegre

  • 333

José Carlos Carvalho

O candidato presidencial diz recusar sectarismos e numa sessão pública na Lourinhã pediu aplausos para Manuel Alegre, que apoia a adversária Maria de Belém

Marcelo Rebelo de Sousa pediu esta quinta-feira, numa sessão pública na Lourinhã, aplausos para o poeta e histórico socialista Manuel Alegre pela homenagem que lhe fez a Academia das Ciências de Lisboa.

"Não podemos ser sectários, por isso vos peço que aplaudam comigo a homenagem que fez a Academia das Ciências a Manuel Alegre, grande poeta contemporâneo português", disse o candidato recomendado pelo PSD e pelo CDS-PP, recebendo as palmas das cerca de 300 pessoas que encheram o Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar.

Manuel Alegre vai entrar na sexta-feira na campanha às presidenciais de Maria de Belém Roseira, estando prevista a sua presença num jantar em Santo Tirso, de acordo com a candidatura da ex-presidente do PS.

O ex-candidato presidencial já tinha manifestado o seu apoio público a Maria de Belém, mas será a primeira vez que irá surgir a seu lado desde que arrancou a campanha eleitoral para as eleições de 24 de janeiro.

Marcelo Rebelo de Sousa aludiu à importância da cultura a propósito da intervenção da sua mandatária distrital, a agente cultural Guta Moura Guedes.

"Muitas vezes andamos tão preocupados com os números, com as finanças, com a economia, com a tecnocracia, também com o direito, que nos esquecemos do essencial. E o essencial na vida desta nação de quase nove séculos chama-se cultura", frisou.

O candidato esclareceu que se referia à "cultura dos grandes escritores, dos grandes artistas, dos criadores clássicos", em relação à qual se deve estar "de coração aberto".

A edição comemorativa dos 50 anos do livro "Praça de Canção", de Manuel Alegre, foi assinalada na quarta-feira na Academia das Ciências de Lisboa.

A obra "Praça da Canção", de Manuel Alegre, foi publicada no início de 1965 e, em janeiro do ano passado, foi reeditada pelas Publicações D. Quixote com um prefácio de José Carlos Vasconcelos, no qual sublinha que esta obra, "dentro de uma linha que remonta aos cancioneiros (...), há muito ultrapassou fronteiras para assumir uma dimensão simbólica ou mesmo mítica".

O poeta é um dos mais cantados. Entre os nomes que gravaram letras suas, destacam-se Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Carlos do Carmo, Luís Cília, Janita Salomé e João Braga.

Natural de Águeda, onde nasceu em maio de 1936, Manuel Alegre foi deputado à Assembleia da República e candidato, por duas vezes, à Presidência da República.