Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo acha que haverá acordo para reposição de 35 horas semanais

  • 333

Jose Carlos Carvalho

Para o candidato a Belém é possível “chegar a uma negociação e a um acordo”, por se tratar apenas de “uma divergência de aplicação no tempo”

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa considerou, esta terça-feira, que haverá acordo relativamente à reposição do horário de trabalho de 35 horas semanais na função pública, por se tratar apenas de "uma divergência de aplicação no tempo".

"O Governo tenciona aplicar a partir de julho e há, da parte dos sindicatos, o desejo de se aplicar imediatamente", disse aos jornalistas, durante um passeio pelas ruas do centro de Portalegre.

Neste âmbito, acredita "que se vai chegar a uma negociação e a um acordo" porque, no fundo, a divergência "é entre janeiro/fevereiro e julho, com o orçamento pelo meio".

"Provavelmente chega-se a acordo, é a minha sensação", sublinhou.

No entender de Marcelo Rebelo de Sousa, como se trata de um compromisso eleitoral, "é natural que o Governo o queira cumprir", mas "deve estar a fazer contas à vida para saber quanto custa em termos orçamentais".

"Essa reposição, para além de tudo o resto, significa dinheiro e o Governo deve estar mesmo a apresentar o orçamento no Parlamento", afirmou, acrescentando que, se a reposição das 35 horas de trabalho semanais acontecesse só a partir de julho, "uma fatia do ano já ficava salvaguardada".

Questionado se esta é uma das situações em que a realidade se sobrepõe à utopia, o antigo líder do PSD respondeu que "é a utopia moderada pela realidade".

O plenário parlamentar discute quarta-feira os projetos de lei dos partidos da esquerda para repor o horário de trabalho de 35 horas semanais na função pública, após mais de dois anos de jornada de 40 horas imposta pelo governo PSD/CDS.

PCP, Verdes, Bloco de Esquerda e PS vão apresentar e defender cada um o seu projeto de lei, mas todos tem o mesmo objetivo: repor o horário de 35 horas na administração pública e revogar o de 40 horas que vigora desde setembro de 2013.

A diferença está na entrada em vigor da lei, pois enquanto o partido do Governo remete a aplicação da medida para o segundo semestre deste ano, os outros três partidos querem a sua aplicação o mais rápido possível.

A proposta socialista prevê que a lei entre em vigor a 01 de julho deste ano.