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Presidenciais 2016

Edgar Silva

Jerónimo quer 2.ª volta para bater direita sem meter “prego nem estopa” em candidatos PS

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Marcos Borga

O secretário-geral comunista desceu esta quinta-feira do Chiado à Baixa lisboeta, de braço dado com o candidato presidencial Edgar Silva, desejando uma segunda volta para derrotar o "candidato da direita", Marcelo Rebelo de Sousa

“Queríamos vencer o candidato da direita - era o elemento fundamental, levar a uma segunda volta - e confiar que esta candidatura irá tão longe quanto o povo quiser” afirmou o líder comunista esta quinta-feira, confiando que, a “cada dia que passa, essa candidatura [Marcelo Rebelo de Sousa] está a recuar” e, a “cada momento que passa”, a proposta do PCP para o Palácio de Belém, com “os valores de Abril” é a que “está a crescer e nada está resolvido”.

Questionado sobre a profusão de candidatos com ligações mais ou menos diretas ao PS, Jerónimo de Sousa não quis imiscuir-se no assunto, acrescentando que “não é por haver muitas candidaturas que há problema”.

Apesar dos ligeiros aguaceiros, uma multidão de apoiantes preencheu dois terços da rua do Carmo, depois de percorrida a rua Garrett e levou o secretário-geral do PCP a dizer que os militantes do seu partido estão “acostumados a fazer boa cara ao mau tempo”.

“Isso é um problema da área do PS e nós não metemos prego nem estopa. É um problema que se refere ao PS. Não é por haver muitas candidaturas que há problema. A questão de fundo é saber se há um candidato que consegue mais de 50% dos votos e resolve-se a questão. Não o conseguindo, haverá uma segunda volta e é ver quem é o melhor colocado para derrotar esse candidato da direita”, disse, relativamente aos candidatos Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém, Henrique Neto, Cândido Ferreira ou “Tino de Rans” (Vitorino Silva).

Jerónimo de Sousa desvalorizou também as “manobras de diversão de última hora”, referindo-se às três sondagens que vão ser divulgadas esta quinta-feira e assegurou que os comunistas, mas também “os democratas e patriotas” nunca desistem dos “combates antes de serem travados” e “fazem campanha até ao fim” mesmo que os ponham “para baixo”.

“Antes do povo votar nunca gosto de fazer vaticínios, mas esta ação e toda a campanha eleitoral realizada pelo meu camarada Edgar Silva foi de facto notável, pela afirmativa, de confiança”, elogiou.