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Presidenciais 2016

Edgar Silva

Edgar Silva apela ao voto “vermelho, escarlate, da cor da luta”

Marcos Borga

Perante cerca de 300 pessoas, num jantar servido no salão dos bombeiros voluntários amadorenses o candidato comunista defendeu que “ninguém pode ficar de fora, a assistir, no sofá, de pantufas a ver a banda passar”

O candidato presidencial Edgar Silva chamou esta quinta-feira a atenção para a diferença entre o que estimam as sondagens, que apontam "para o passado", e o "clamor da rua, do povo, dos trabalhadores", questionando "quem fala verdade".

"[As sondagens] têm a ver com o que era antes, na semana anterior, anteontem. Hoje, a multidão que se agiganta, que grita por Abril... Entre a rua e a vida, quem fala verdade? É a vida, a rua, o povo, os trabalhadores", afirmou, depois de serem conhecidos diversos estudos de opinião em que figura com intenções de voto de até 5% e referindo-se à "arruada" bastante participada entre o Chiado e a Baixa lisboetas.

Salvaguardando não ter qualquer preconceito contra aquela "dimensão da ciência política" ou "suspeição em relação a quem as faz", Edgar Silva frisou que as sondagens procuram "captar o que já aconteceu", enquanto a "dinâmica da vida, o futuro, é, por definição, o que ainda não aconteceu, o que está por vir" e "não há sondagem que consiga acompanhar como está a crescer esta pujante afirmação dos valores de Abril".

"Esse contraste é tão forte que, entre a rua e a vida e aquilo que está a acontecer quem fala verdade? [É] a vida, a rua, o povo, o trabalho, os trabalhadores!", vincou, desconfiando das estimativas de "votação elevada no candidato apoiado por Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas, Marcelo Rebelo de Sousa".

O membro do Comité Central comunista disse interrogar-se sobre a real possibilidade de "aqueles homens e mulheres que foram - e são aos milhares em Portugal - roubados nos seus salários, rendimentos" irem, de facto, colocar "o seu voto igual ao daqueles que foram responsáveis pelo roubo".

"[Entre] todos aqueles que ao longo destes anos foram assaltados, qual o homem ou mulher de bom senso que, depois de assaltados, iria dar um prémio a quem o assaltou!?", indignou-se.

O candidato reiterou que o seu projeto para o Palácio de Belém assenta na "liberdade, democracia, direitos humanos, paz e cooperação entre os povos".