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Presidenciais 2016

Edgar Silva

Edgar Silva. "É possível derrotar o candidato da direita"

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NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

O candidato presidencial do PCP apelou aos comunistas para ajudarem a derrotar Marcelo Rebelo de Sousa nas legislativas

O candidato presidencial Edgar Silva vincou esta quinta-feira a "ligação direta" entre as eleições legislativas e o sufrágio de 24 de janeiro, mobilizando militantes comunistas para voltarem a derrotar a direita e o seu candidato, Marcelo Rebelo de Sousa.

Num comício noturno em Aveiro, dedicado em grande parte ao tema da corrupção, o deputado regional madeirense manifestou a "clara consciência de que entre uma e outra eleição há uma ligação direta" e "que esta vitória da esperança iniciada no dia 04 de outubro tem de ter confirmação e consequência no dia 24 de janeiro" - "está nas nossas mãos", disse.

"É possível derrotar o candidato da direita, está ao nosso alcance. Estou certo de que o povo e os trabalhadores de Portugal estarão à altura da resposta que é necessária dar, da mobilização necessária para derrotar o candidato Marcelo Rebelo de Sousa", insistiu.

Segundo o membro do Comité Central do PCP, "passados que são 100 dias da derrota de PSD e CDS no Governo, agora importa garantir, no dia 24 de janeiro, que esta derrota tão severa infligida à política de direita, possa ter um novo patamar de progresso e avanço, na defesa da democracia, desenvolvimento, liberdade e valores de Abril".

No seu jeito evangélico, Edgar Silva instou a plateia a não ficar acanhada "na hora de ir à conversa, de fazer a abordagem, argumentar, convencer, mobilizar, catalisar vontades e energias para que ninguém falte no dia 24".

"Por um voto se ganha, por um voto se perde. Que nenhum de nós falte e se demita desse dever de participar e votar nos valores de Abril", desejou, dirigindo-se aos "homens e mulheres" presentes para que se comprometam a "falar com muitos outros, na vizinhança, no trabalho, no café, no autocarro".

"Ergamo-nos na procura de outros que têm fome e sede de justiça e que não hesitarão, quando devidamente confrontados, a aderir a este apoio aos valores de Abril", incitou.

O candidato do PCP ao Palácio de Belém defendeu um "combate incisivo e profundo aos problemas da corrupção", classificando-a como "o cancro da democracia" e que deve estar "no centro dos deveres de intervenção do Presidente da República", pois é "um dos maiores achaques para a credibilidade da democracia, porque desacredita-a a partir do seu âmago".

"Não basta apontar, denunciar, não é suficiente. É preciso ir mais longe".

Para o combate a essa "viscosidade da economia da corrupção", Edgar Silva propõe mais medidas concretas de luta contra o crime económico-financeiro, uma malha mais apertada de incompatibilidades e impedimentos para detentores de cargos públicos para prevenir "as traficâncias" entre negócios e política, o fim do sigilo bancário, o combate aos 'off-shores', assim como mais e melhores meios investigação criminal, acabando com "o controlo governamental sobre as investigações".