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Presidenciais 2016

Edgar Silva

Edgar Silva confia que “será povo a decidir e não alguns canais de televisão”

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Mário Cruz/ Lusa

O candidato apoiado pelo Partido Comunista focou a sua intervenção nas críticas à postura do adversário “da direita”, que “parece que tem pressa e está mesmo a revelar algum nervoso, a sentir que há algum declive, pois o terreno parece escapar-lhe debaixo dos pés”

O candidato presidencial Edgar Silva mostrou-se esta terça-feira crente de que "será o povo a decidir o futuro de Portugal" nas eleições de 24 de janeiro e não "alguns canais de televisão", louvando a dinâmica da campanha na Grande Lisboa.

"Vai haver eleições e será o povo a decidir e não alguns canais de televisão. Vão ser os trabalhadores a decidir o futuro de Portugal", afirmou, num comício noturno, em Odivelas, depois de fazer um resumo de uma "longa e lindíssima jornada de trabalho", cheia de "coisas muito bonitas, com um acolhimento muito bom" da Cova da Moura à Baixa lisboeta, passando pela Graça e por Oeiras.

O antigo padre e deputado regional madeirense focou a sua intervenção nas críticas à postura do adversário "da direita", Marcelo Rebelo de Sousa, que "parece que tem pressa e está mesmo a revelar algum nervoso, a sentir que há algum declive, pois o terreno parece escapar-lhe debaixo dos pés".

"Temos de impedir essa lógica dos mandatos de Cavaco Silva na Presidência da República, agora com um Cavaco a cores, que sorri [Rebelo de Sousa]", incitou, adivinhando que para o antigo presidente do PSD e comentador político, "ai, como seria bom se pudesse evitar as eleições... ", para o acusar de fazer uma "campanha para esconder quem é e quem foi", como se fosse "independente, apartidário, quase apolítico".

Para Edgar Silva, Rebelo de Sousa "até parece que nunca viu essa gente dos PSD nem mais gordos nem mais magros", ironizou, comparando o seu concorrente a um "bebé que está na barriga da mãe", o qual "esteve umbilicalmente associado às políticas de PSD e CDS e ao Portugal que hoje conhecemos".
"Aquilo que mais vi hoje e ninguém pode desmentir é gente mobilizada, a aderir. Esta é a única candidatura que tem esta dinâmica e movimento, capazes de trazer apoios palpáveis, mensuráveis, de alargar base de apoio", congratulou-se, referindo-se ao "outro Portugal, que não é feito de grandes grupos financeiros, capitalistas, banqueiros, do grande agiotismo e especulação", mas sim "de trabalho, de povo, de gente que sonha, que esta a construir justiça social".

O membro do Comité Central do PCP frisou o seu "contacto real com pessoas" e as "iniciativas que demonstram que pode ser de massas, agregando homens e mulheres, muitos deles não sendo da área da CDU (PCP e PEV), mas com fome de justiça e com identificação com a urgência de valores de progresso, os valores de Abril e a Constituição da República".