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Presidenciais 2016

Cândido Ferreira

Cândido Ferreira acusa Sampaio da Nóvoa de desprezar a pátria

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LUÍS FORRA/LUSA

O candidato presidencial considera que o seu opositor “tem um desconhecimento total da realidade portuguesa”, não estando habilitado para ser Comandante Supremo das Forças Armadas

O candidato presidencial Cândido Ferreira disse esta terça-feira que Sampaio da Nóvoa não está habilitado para ser o Comandante Supremo das Forças Armadas, por considerar que fez "várias afirmações que demonstram um desprezo total pela pátria portuguesa".

"Sampaio da Nóvoa, além de quebras totais em relação ao que é necessário para um Presidente da República, que é ser, no mínimo, um patriota, teve várias afirmações que demonstram um desprezo total pela pátria portuguesa e pelos portugueses, por viver em Portugal e pelo seu amor a Portugal", acusou.

O candidato presidencial considerou que o desprezo pela pátria "é notório" pelas declarações que Sampaio da Nóvoa fez, ao longo dos anos, em diversas entrevistas, o que "não o habilita, de maneira nenhuma, para Comandante Supremo das Forças Armadas".

Cândido Ferreira falava aos jornalistas nos claustros do Colégio do Espírito Santo, o principal edifício da Universidade de Évora, depois de uma visita à academia alentejana e de uma reunião com a reitora da instituição, Ana Costa Freitas.

Definindo António Sampaio da Nóvoa como um dos seus principais adversários na corrida a Belém, o candidato disse que o seu opositor "tem um desconhecimento total da realidade portuguesa", porque "não viveu cá, nasceu na escola e só conhece a escola".

"Continua a verificar-se no discurso dele uma total ausência dos problemas do país", realçou, assinalando que Sampaio da Nóvoa "afirmou que estava em sintonia com a equipa que estava a saldar, em fim de semana, o Banif", quando "nenhum português percebeu bem" o que se passou.

Cândido Ferreira foi mais longe e advertiu que Sampaio da Nóvoa "tem outro problema insanável", referindo que o seu adversário teve "uma causa" na sua vida cívica, que foi "escorraçar da vizinhança da sua casa a Associação de Paralisia Cerebral, em Oeiras, porque desvalorizava as vistas e o seu património".

"Nem o Salazar nem no tempo do Salazar, algum nazi ousou fazer qualquer coisa semelhante em Portugal", frisou, manifestando repulsa por "os portugueses aceitarem todas estas balelas contadas em torno de Sampaio da Nóvoa, sem sequer fazerem o crivo da verdade".

Cândido Ferreira apresentou-se como "um candidato da esquerda" que tem "consensos importantes à direita" e notou que não tem "uma visão esquerdista da sociedade".

"Com todas as aberturas que esta coligação de esquerda provocou, qualquer Presidente da República tem que ter alguma moderação para impedir que esta derrapagem [da economia] possa conduzir o país a um novo precipício", frisou.

O candidato presidencial mostrou-se ainda solidário com os suinicultores que protestaram, na madrugada desta terça-feira, junto à base do Intermarché, em Alcanena, Santarém, condenando a intervenção da GNR.

"Um Presidente da República atento, que sofre com os valores do povo e que está ao lado do seu povo, tem de ser o primeiro a opor-se a este tipo de situações", acrescentou.