Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Paulo Morais desiludido mas não vencido

  • 333

ESTELA SILVA/EPA

Paulo Morais demorou uma hora e meia a reagir ao resultado eleitoral adverso que o colocou em sétimo lugar na corrida às presidenciais. O candidato anti-corrupção confessou que o desfecho ficou muito aquém das suas expetativas

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Desilusão e mágoa foram os sentimentos dominantes na sede de candidatura de Paulo Morais, à medida que foram sendo divulgados os resultados eleitorais. O antigo vice-presidente da Câmara do Porto que há anos assumiu a bandeira contra a corrução, o tema central de da sua campanha eleitoral, demorou a reagir a um resultado, pouco acima dos 2%, que, como admitiu numa curta intervenção, “ficou muito aquém” das suas expetativas.

Rodeado da família e um núcleo de cerca de 30 amigos e apoiantes, Paulo Morais quebrou o silêncio na sua sede de candidatura, na rua das Flores, na Baixa do Porto, sem disfarçar algum nervosismo, desencantado por não ter conseguido fazer chegar a mensagem a um maior número de eleitores, face ao conjunto de causas que defendeu durante a campanha.

O candidato aproveitou para dar os parabéns a Marcelo Rebelo de Sousa pela sua eleição, destacando que uma das virtudes da sua campanha foi ter colocado a luta contra a corrupção na agenda eleitoral».

“A minha luta central efetivamente o combate à corrupção, o que nos deixa muito orgulhosos”, acrescentou, convicto que daqui para a frente a causa da transparência «na vida pública» não irá sair mais da agenda política”.

Paulo Morais, depois de votar pelas 10h, passou o resto dia com a família na sua residência, na zona das Antas, tendo chegado à sede de campanha pelas 18h45, onde se reuniu de imediato com a sua comissão política até descer para falar aos seus apoiantes quase três horas depois.

Amanhã, o professor universitário irá aproveitar a manhã para por o sono em dia, seguindo uns dias de reflexão sobre a melhor forma de combater no futuro a causa da sua vida. “De uma coisa podem estar certos: continuarei a ser leal a quem me apoiou”. Dia 10 de fevereiro voltará às aulas na Universidade Portucalense, mantendo para já a incógnita se numas próximas eleições presidenciais voltará a ir a votos.