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Presidenciais 2016

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CNE mais rigorosa com Portas do que com Costa

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Inácio Rosa/ Lusa

Declarações de António Costa no dia das legislativas apelavam à “enorme vontade” de “mudar de governo, mas não mereceram qualquer censura da CNE

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

A Comissão Nacional de Eleições recomendou hoje aos órgãos de comunicação social que não divulguem uma parte das declarações feitas por Paulo Portas este domingo depois de exercer o seu direito de voto, por considerar que podem configurar apelo ao voto num candidato. As declarações em causa tinham a ver com o nível de afluência às urnas, para que o "assunto" fique "resolvido à primeira". A ideia de que não se deve deixar para a segunda volta o que se pode resolver já hoje mereceu queixas à CNE, que analisou as frases em causa e recomendou à comunicação social que as censure.

Porém, um responsável do CDS ouvido esta tarde pelo Expresso nota que o mesmo rigor não foi seguindo pela CNE a 4 de outubro, quando António Costa fez declarações que podem ser consideradas bastante mais explícitas enquanto apelo ao voto.

No domingo das legislativas, depois de votar, o secretário-geral do PS disse aos jornalistas estar com "grande confiança", explicando as razões para tal: "o que a campanha [eleitoral] revelou é que há uma enorme vontade da esmagadora maioria dos portugueses de mudar de governo e de política e que essa vontade se expressará hoje no voto dos portugueses".

Apesar dessas declarações coincidirem perfeitamente com a mensagem eleitoral do PS nessas eleições, a sua reprodução no dia do voto não mereceu qualquer atitude da CNE. Uma diferença de atitude que ninguém no CDS quis comentar, para não empolar um caso "ridículo".