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Presidenciais 2016

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Belém endossa culpa de resultados

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LUCILIA MONTEIRO

Numa primeira reação às projeções, José Vera Jardim atribuiu responsabilidades à "vaga de populismo demagógico cavalgada e incentivada pelos outros candidatos" e à posição pública de dirigentes e governantes do PS

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O porta-voz da candidatura de Maria de Belém reagiu às primeiras projeções de resultados constatando que a ex-presidente do PS ficou "muito aquém do que se pretendia". Deixando uma análise mais rigorosa dos resultados para quando haja números oficiais, sempre foi dizendo que considerava que o fracasso se deveu, em primeiro lugar, à "onda de populismo demagógico cavalgada e incentivada pelos outros candidatos".

Mas não se ficou por aqui. O ex-ministro da Justiça de Guterres, um dos principais incentivadores da candidatura de Belém, considerou que "a tomada de posição pública de alguns dirigentes do partido e membros do Governo (apoiando Sampaio da Nóvoa)" fez com que essa aparecesse aos olhos dos eleitores como "a decisão oficiosa do PS, ao arrepio do que tinha sido decidido na Comissão Política".

Vera Jardim terminou dizendo que esta tinha sido "uma campanha com dignidade e pela dignidade".

Na sede da candidatura de Maria de Belém, em Lisboa, o ambiente é de incredulidade com os resultados, muito piores do que as piores antevisões. E que, a confirmarem-se, significarão que a candidata não tem direito a qualquer subvenção à campanha - só atribuída aos candidatos que obtenham mais de 5% dos votos.