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Presidenciais 2016

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Abstenção é “uma derrota para todos os portugueses”, diz Ana Gomes

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Mário Cruz/LUSA

Dados da Eurosondagem revelam que a abstenção nas eleições presidenciais deste domingo situar-se-á entre os 49% e os 53,2%. M

Helena Bento

Jornalista

Convidada a comentar as projeções da abstenção - entre 49% e 53%, segundo dados da Eurosondagem - Ana Gomes, eurodeputada socialista, considerou que a abstenção que se prevê "é uma derrota para todos os portugueses", mas que o melhor "é aguardar pelos resulados". "Não quero fazer futurologia", disse. Já Pedro Delgado Alves, diretor de campanha de Sampaio da Nóvoa, disse que o valor da abstenção revela que há "uma necessidade clara de proceder à limpeza dos cadernos eleitorais". "Ter uma abstenção mais alta do que ela é na realidade é um fator que corrói a democracia", disse o diretor de campanha.

Fabian Figueiredo, diretor de campanha da deputada apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, disse que a abstenção "é mais elevada do que o desejado" e chamou a atenção para os portugueses que "continuam impedidos de votar". "Quero saudar os cidadãos residentes no estrangeiro que continuam a deparar-se com problemas que já não deviam existir", disse o diretor de campanha. Também Ernesto Cartaxo, mandatário nacional da campanha de Edgar Silva, disse que os números da abstenção - "consideravelmente altos" - devem-se à falta de mobilização dos partidos para chegar às pessoas. "Durante a campanha, fizemos tudo para eslarecer, mobilizar e organizar as pessoas para o voto, procurando incutir a importância do ato eleitoral", acrescentou.