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Presidenciais 2016

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Marcelo explica com metáforas como vai lidar com o Governo PS

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josé carlos carvalho

Entre apitos, penáltis e balizas, o candidato antecipa qual será o seu comportamento no caso de chegar a Belém

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta quinta-feira que um Presidente da República não deve "ameaçar com o apito" ainda antes do início do jogo, mas sim acompanhar a atividade do Governo de forma cooperante.

"O Presidente deve levar o apito na predisposição de só o utilizar quando é verdadeiramente necessário", afirmou aos jornalistas, no Marco de Canaveses, quando questionado se ia definir "balizas" para manter o Governo socialista em funções e para futuramente dar posse a outros.
Para o antigo presidente do PSD, "não há balizas nem vermelhas nem amarelas, nem laranjas nem azuis", mas sim a Constituição, que é "a baliza das balizas".

É no quadro da Constituição que o Presidente da República deve ir "acompanhando a atividade do Governo de uma forma pró-ativa e cooperante", frisou, rejeitando a ideia de "chegar de apito na boca preparado para, na primeira ocasião, marcar penálti".

Na opinião do candidato recomendado pelo PSD e pelo CDS-PP, dizer que marca penálti e que o voltará a fazer "nestas circunstâncias, naquelas e naqueloutras" é "um grande risco", porque "pode acontecer um tipo de carga que não estava prevista anteriormente e que possa merecer o penálti".

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que, durante a campanha que se aproxima do fim, foi defendendo as suas ideias sobre o que entende ser fundamental para o futuro do país.
"É evidente que não foi uma campanha de um programa de Governo, porque um Presidente da República não tem de ter programa de Governo, não tem de ter uma reforma de Estado, uma reforma do sistema político", afirmou.

O ex-comentador televisivo disse ter ideias, mas que não tem de as impor "aos partidos, que têm a palavra decisiva".

No que respeita ao sistema de avaliação dos alunos, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que "tem de haver uma durabilidade e essa durabilidade tem de ser um bocadinho pactuada entre partidos". "Não há o hábito de os partidos do Governo, qualquer que seja o Governo, falarem disso com os partidos da oposição", lamentou.

O mesmo sucede na área da justiça, tendo o candidato presidencial elogiado a ministra que a tutela por ter dito que ia "olhar para a obra dos governos anteriores e ver aquilo que é possível aproveitar, nomeadamente quanto à organização dos tribunais, para não estar a introduzir, mesmo em casos em que é discutível, mudanças que sejam um fator de perturbação". "É um bocado este estado de espírito que o Presidente deve ter", realçou Marcelo.