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Presidenciais 2016

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Alegre acusa Sampaio da Nóvoa de “ofender” ex-Presidentes

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

O socialista disse que se trata de uma ofensa defender o fim das subvenções vitalícias para ex-titulares de cargos públicos, uma vez que estas são “um direito” e não “um privilégio”

O 'histórico' socialista Manuel Alegre acusou esta quinta-feira o candidato presidencial Sampaio da Nóvoa de ofender os antigos Presidente da República ao defender o fim das subvenções vitalícias para ex-titulares de cargos públicos.

"Há outro candidato (...), um candidato que tem como principal - está sempre a falar nisso - credencial o apoio de ex-Presidentes da República, os nossos queridos ex-Presidentes da República Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Na primeira oportunidade ele dirá que tira as pensões a esses ex-Presidentes da República", acusou o 'histórico' socialista Manuel Alegre, numa intervenção num almoço da candidatura presidencial de Maria de Belém Roseira na cervejaria Trindade, em Lisboa.

Sublinhando que as subvenções vitalícias a que os ex-Presidentes têm direito são um direito e não um privilégio, Manuel Alegre insistiu que a primeira coisa que Sampaio da Nóvoa fará "numa oportunidade propícia é ofender o general Ramalho Eanes, o doutor Mário Soares e o nosso ex-Presidente Jorge Sampaio e ofender também o Presidente que está em fim de funções e que tem direito a essas subvenções".

"Isso não é um privilégio, nós temos de distinguir o que são privilégios e o que são direitos, essas coisas fazem parte do estatuto presidencial, da função presidencial e é extraordinário que um candidato a Presidente da República venha dizer que acaba com isso", salientou, notando que, além disso, apenas o Governo e o parlamento têm poder para fazer qualquer alteração.

"Mas, isso é sobretudo uma ofensa àqueles que ele anda sempre a nomear", insistiu.

Numa intervenção em que Sampaio da Nóvoa foi o principal alvo dos ataques, Manuel Alegre reiterou que a candidatura presidencial "é algo muito sério", pois o chefe de Estado representa "a pátria".

"Representa a Nação, representa todos os portugueses e eu critiquei e opus-me ao atual Presidente, sobretudo a partir do momento em que ele foi Presidente de uma parte contra outra, da direita contra a esquerda. Eu não quero um Presidente que vá agora representar a esquerda ou uma parte da esquerda contra a direita", acrescentou, defendendo a necessidade de "um Presidente que represente todos os portugueses".

"Maria de Belém, vinda da esquerda democrática saberá ser o Presidente de todos os portugueses, o garante do regime democrático", vincou.