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Sampaio da Nóvoa acredita em acordo com Bruxelas, mas pede voz forte a Costa

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Tiago Miranda

A propósito das negociações entre o Governo e Bruxelas sobre o Orçamento do Estado para 2016, o candidato diz que apoiará “sempre como Presidente uma voz mais firme e determinada na Europa”. Sampaio da Nóvoa retomou em Guimarães a campanha, depois de pausa devido à morte de Almeida Santos

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

O cenário foi o grupo Kyaia, da conhecida marca de sapatos Fly London, cujo presidente, Henrique Fortunato é o mandatário nacional de Sampaio da Nóvoa para a Inovação e Economia. Foi com uma visita às instalações desta fábrica, em Guimarães, que o candidato retomou as atividades de campanha, depois de dia e meio de interrupção devido à morte de Almeida Santos.

Sampaio da Nóvoa fez questão disso. Afinal, esta é a maior empresa de calçado portuguesa, que, como ele disse, soube juntar conhecimento a uma atividade tradicional e com isso tornar-se um "bom exemplo" - um tema, curiosamente, a que recorre frequentemente nas suas visitas e deslocações.

Passeou atentamente pela fábrica, indagou junto dos trabalhadores, na sua esmagadora maioria mulheres, perguntou pelos modelos e até ouviu bons cumprimentos. As operárias não levantavam cabelo das tarefas, poucos sorrisos - envergonhadas ou não concordantes, não se sabe, mas sabiam quem ele era, "até já o tinham visto na televisão".

Só a Maria Adelaide, encarregada, não se eximiu em dar a sua opinião, "é uma das opções que estou a pensar", disse ao Expresso. Tem 45 anos, trabalha ali desde os 20, a filha mais velha também já lá está, trabalha nos escritórios "porque tem mais estudos".

Lá em cima nos escritórios, o António, um garoto risonho de óculos, também ouviu dizer do patrão, ali frente a todos, que o seu pedido de fazer "mais coisas" ia ser atendido. Até agora tratava do correio.

Tiago Miranda

Sampaio da Nóvoa retoma assim, "cheio de ânimo" esta "segunda volta" pelo país, "com uma convicção muito forte" - disse - de que haverá mesmo uma segunda volta, mas essa a sério, na corrida presidencial." É esse o objetivo".

É verdade que a paragem travou um pouco o ímpeto, mas está disposto a "vender cara a pele", porque - e repete o que tem dito - a "dinâmica da campanha tem sido boa e as coisas têm corrido acima das expectativas".

Com uns sapatos da marca nas mãos, até comentou: "está tudo em forma para mais três semanas, vai haver nestes dias uma grande concentração de votos e apoios". Mas recusa-se a responder o que fará caso não haja a almejada segunda volta, "nesse dia tiraremos as ilações, agora a concentração é total, temos dois dias e meio para recuperar o atraso".

Uma voz mais firme na Europa

Questionado pelos jornalistas, o candidato voltou a repetir o que disse no debate, que é contra as subvenções vitalícias dos deputados e até em relação à dos Presidentes da República, as únicas que subsistem. Mantém a promessa que, se for eleito, abdicará dela.

Também sobre a Europa e os problemas do governo relativamente à aprovação do orçamento em Bruxelas, reiterou a sua confiança que as negociações chegarão "a bom termo, é importante para Portugal e todos nós que tal aconteça".

Seja como for, Sampaio da Nóvoa não tem dúvidas que António Costa deve ter "uma voz e uma presença mais ativa na Europa. Sob matérias idênticas ou análogas, Portugal não pode ser tratado de maneira diferente", realçou. "Apoiarei sempre como Presidente uma voz mais firme e determinada na Europa".