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Presidenciais 2016

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Henrique Neto apela aos abstencionistas

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INÁCIO ROSA / Lusa

Em Cascais, o candidato encontrou mais gente desiludida e a assumir que não vai votar no domingo, do que apoiantes

A única ação de campanha de Henrique Neto marcada para esta quarta-feira decorreu no Mercado de Cascais, onde o candidato encontrou mais cidadãos desiludidos do que apoiantes ou mesmo votantes. "Ir votar para quê?" "A vigarice é tanta que deixamos de votar". "Dizem todos o mesmo".

Frases como esta foram ditas e ouvidas várias vezes ao longo da manhã, entrecortadas muito raramente por um "gosto muito de o ouvir" ou "é um homem sensato". O candidato não escondeu a "tristeza" de ver "tantas pessoas desiludidas" e, frente às câmaras de televisão e microfones das rádios, fez um apelo "aos abstencionistas para que votem no sentido de mudar a situação em que estamos". Neto avisa que "se não o fizermos vamos ter mais quatro, oito ou dez anos de degradação politica, económica e social".

Interpelado pelos jornalistas para fazer um balanço da campanha, que se aproxima do seu termo. aproveitou mais uma vez para acusar "os candidatos do sistema, da situação" - os que estão ligados aos partidos - de "não quererem discutir os problemas do país", mas serem "precisamente aqueles que têm mais tempo de antena" e, por isso, mais influenciam as pessoas.

"Quem está dentro do castelo não quer que os que estão fora, os infiéis, lá cheguem e defendem-se de todas as formas e uma dessas formas é o acesso à comunicação social", argumenta.

Henrique Neto deu como exemplo o debate de terça-feira à noite, na RTP1, que juntou todos os candidatos à Presidência da República (menos Maria de Belém), onde, acentuou, "houve uma grande desigualdade", uma vez que "Marcelo Rebelo de Sousa teve mais tempo" para falar do que ele e alguns dos restantes candidatos.