Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Dos muros livres aos outdoors: os cartazes nas presidenciais

  • 333

"EM NOME DE PORTUGAL" Cartaz da campanha de Cavaco Silva a Belém, em 1996, transportado por uma carrinha, em Ourique

Ninguém imaginaria que substituir a figura do candidato nos cartazes por personalidades portuguesas em 1986 pudesse ter tanto impacto, mas a verdade é que teve. Nem ninguém imaginaria que optar por um slogan tão simples quanto “Soares é fixe” pudesse resultar tão bem, mas a verdade é que resultou. E não só resultou como se entranhou e conquistou um lugar na história da política portuguesa. A quatro dias das eleições presidenciais, o Expresso revisita os cartazes presidenciais que fizeram história e explica o que mudou ao longo dos últimos 40 anos

Helena Bento

Jornalista

Nessa manhã de dezembro de 1985, Alfredo Barroso e António Pedro Vasconcelos tomavam o pequeno-almoço com Harry Walter, do Partido Democrático Liberal (FDP, na sigla original em alemão), no antigo hotel Le Méridien, em Lisboa.

Antes de deixar a América Latina, onde passara os últimos meses em contacto com líderes e militantes socialistas, e aterrar na Alemanha, Harry Walter oferecera-se para fazer escala em Lisboa e encontrar-se com alguém da campanha de Mário Soares, seu amigo.

Estávamos em princípios de dezembro, ou seja, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais. Além de Mário Soares, candidatavam-se à Presidência da República Francisco Salgado Zenha (apoiado pelo PRD e pelo PCP), a independente Maria de Lourdes Pintasilgo e Diogo Freitas do Amaral, o único candidato à direita, apoiado pelo PSD e CDS.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI