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Presidenciais 2016

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Nóvoa acredita em solução para o défice

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Tiago Miranda

“O jogo na Europa não pode ser uns contra os outros, em que estamos cada vez mais afastados”, diz o candidato

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

Tiago Miranda

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(foto)

Fotojornalista

Sampaio da Nóvoa acredita que as negociações que estão a ser levadas a cabo com a Comissão Europeia permitam ultrapassar o atual diferendo relativamente ao valor do défice no Orçamento que deverá ser entregue esta sexta-feira em Bruxelas.

O candidato fez estas declarações no decurso de uma visita à Lisnave, esta manhã, única atividade que manteve na sua campanha depois do anúncio da morte do ex-ministro e presidente honorário do Partido Socialista, Almeida Santos. Todas as atividades da candidatura foram suspensas até à hora do funeral, esta quarta-feira, ao princípio da tarde.

“Vamos confiar que a nossa intervenção no espaço europeu se vai reforçar e que as instituições europeias vão compreender a importância para Portugal e a Europa de conseguirmos construir um país mais forte e mais desenvolvido, com mais capacidade de produção“, disse o candidato, para quem “o jogo da Europa não pode ser uns contra os outros, em que estamos a ser cada vez mais afastados uns dos outros”.

O facto de, recentemente, terem vindo a público relatórios internacionais, colocando em questão a linha económica traçada pelo novo Governo, não foram, por outro lado, considerados como um "motivo de preocupação", devendo, ao contrário, ser “um fator de ponderação e reflexão sobre o que devem ser os caminhos de futuro também na relação com a Europa”.

Uma jornada perdida

O dia desta terça-feira era para ser uma jornada pela margem sul do Tejo, com começo numa ida de barco até ao Montijo - para valorizar as questões do ambiente e dos transportes públicos - mas a morte repentina de Almeida Santos trocou todos os planos.

Sampaio da Nóvoa quis, no entanto, manter a visita à Lisnave, considerado o maior estaleiro da Europa, para marcar “a importância da indústria de construção e reparação naval para a recuperação económica de Portugal”.

Depois de visitar as instalações e almoçar no refeitório da empresa, conversou com a comissão de trabalhadores que lhe fez chegar a sua preocupação pela idade elevada dos funcionários, que põe em causa a sobrevivência da empresa. A idade média dos trabalhadores na empresa está acima dos 50 anos.