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Presidenciais 2016

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Paulo Morais acusa adversários de não terem ideias

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CARLOS BARROSO/ LUSA

Em Torres Vedras, onde já está tudo a postos para o Carnaval, o candidato elogiou o facto destas serem umas eleições sóbrias, mas lamentou ser o único a ter ideias para apresentar ao eleitorado

Junto ao monumento do Carnaval, em Torres Vedras cuja temática este ano é “figuras e figurões”, Paulo de Morais começou por elogiar o tom desta campanha presidencial, afirmando que “estas eleições têm sido sóbrias, sem grandes picardias e menos carnavalescas do que o habitual”.

Logo a seguir o candidato portuense não perdeu a oportunidade de criticar os seus adversários, referindo-se ao facto de o acusarem de “ser monotemático”. “Se tivesse só uma única ideia, o que não é obviamente o caso, teria apesar de tudo mais uma” do que a maioria dos candidatos, “em particular os que estão ligados aos partidos”, que ao fim de uma semana de campanha “ainda não disseram o que vão fazer na Presidência da República”, acusa.

Instado a fazer um balanço e a analisar as últimas sondagens, o professor universitário não tem duvidas: “Já toda a gente percebeu que o candidato não ligado a partidos mais bem colocado para ter um bom resultado nas presidências, sou eu”.

Sobre o debate desta terça-feira, na RTP 1, que conta com a presença de todos os candidatos, considera “ser importante” e acha até “positivo” haver muitos candidatos porque “assim as pessoas terão varias opções”. Aludindo ao facto de “alguns candidatos serem criticados por serem um pouco alegóricos”, considera “terem mesmo direito” que os restantes, porque juntaram as 7500 assinaturas necessárias.

Num apelo ao voto, Paulo de Morais lembra que “nos países mais desenvolvidos os níveis de participação são da ordem dos 90%”, como é o caso da Dinamarca. O candidato pede ainda que as pessoas “não votem por rebanho”, ou seja, que não se deixem “arrebanhar pelos partidos, pelas câmaras e juntas de freguesia”, por que isso, conclui, “viola a democracia”.