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Presidenciais 2016

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Maria de Belém dispara contra o PS: “Era o que faltava que fosse mais importante apoiar independentes do que socialistas”

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LUCÍLIA MONTEIRO

Agudiza-se a disputa do eleitorado socialista entre Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa. No almoço desta segunda-feira, em Bragança, a candidata fez a declaração mais dura desta campanha

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

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Jornalista da secção Política

Lucília Monteiro

Lucília Monteiro

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Fotojornalista

Ao início da segunda semana de campanha, Maria de Belém subiu uma oitava no tom das suas intervenções. Esta segunda-feira, ao almoço, a candidata disparou certeiro contra o largo do Rato e o apoio que se tem visto de muitos dirigentes partidários e membros do Governo ao seu adversário Sampaio da Nóvoa: "Por ser socialista não posso ser considerada como menos digna do apoio dos socialistas. Era o que faltava que agora fosse mais importante apoiar independentes do que socialistas e que os socialistas tivessem de ficar mais para trás. O PS não pode discriminar os seus militantes tratando melhor os independentes".

As palavras de Belém culminam várias intervenções de apoiantes seus que, nos ultimos dias, têm condenado o apoio que Sampaio da Nóvoa tem recebido do PS. Primeiro foi Manuel Alegre, depois Vera Jardim e no domingo Rui Solheiro. A candidata frisou, uma vez mais, o seu passado público e politico para justificar porque acredita que irá buscar "mais votos a um eleitorado que vai além do PS do que outros candidatos que nunca tiveram este desempenho". E, "frontalmente", pediu o "voto útil" para si: "Voto útil é na minha candidatura, para quem considera que o único candidato da direita não satisfaz as exigências de um Presidente da República".

LUCÍLIA MONTEIRO

A candidata falava em Bragança, depois de ter visitado o Instituto Politécnico e uma fábrica de enchidos tradicionais. Dois exemplos que considerou bem sucedidos de como é possivel trabalhar-se no sentido da coesão territorial e de que "interior não é incompatível com desenvolvimento".

"Eu podia não estar aqui. Há poucas pessoas e poucos votos. Mas há princípios mais importantes do que o mero interesse eleitoralista de caçar votos", justificou. O Presidente da República, prosseguiu, "tem de se preocupar com a coesão territorial". E dar visibilidade "a estes enormes esforços", sob pena de "muito ficar escondido e insuficientemente valorizado".