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Presidenciais 2016

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Marcelo e o debate de terça: “Eles querem que eu me enerve mas eu conto até 100”

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José Carlos Carvalho

Marcelo volta esta segunda-feira a Direito, como professor, e na terça tem o debate a dez na RTP. Preparado para ser o alvo dos que tentam a segunda volta, promete nervos de aço: “Eles querem que eu me enerve, mas eu conto até 100. E quando chegar a 100 a campanha acabou”

Ângela Silva

Ângela Silva

(texto)

Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

(foto)

Fotojornalista

No arranque da última semana de campanha, Marcelo Rebelo de Sousa volta esta segunda-feira à casa onde foi feliz - a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa - e espera estar a despedir-se. O candidato já começa a falar de "vitória" nas presidenciais do próximo domingo, embora ainda tenha, na noite desta terça-feira, na RTP, o único debate televisivo a 10, previsivelmente em formato nove contra um.

Com os adversários dispostos a dar tudo para o obrigar a ir a uma segunda volta, Marcelo aposta na estratégia nervos de aço: "Eles querem que eu me enerve mas eu conto até 100", explicou este domingo em Aveiro. "E quando chegar a 100, a campanha acabou".

O candidato tenta fugir aos ataques pessoais - espera, aliás, que o confronto Sampaio da Nóvoa/Maria de Belém transpareça, deixando-o a ele mais liberto. E quer manter-se na sua - "não entrar em polémicas e fazer até ao fim uma campanha a pensar no futuro de Portugal".

Sem se comprometer com políticas concretas, Marcelo tem assumido a defesa de acordos de regime para áreas-chaves da governação - Educação, Saúde, Segurança Social, Justiça e políticas sociais que não ponham em causa o equilíbrio das contas públicas. E é no papel de "conciliador" que rejeita alimentar quezílias pessoais ou ideológicas.

Sobre o sistema financeiro, tema obrigatório no debate de terça-feira, o candidato foi tomando posição: no Novo Banco, deu força ao Governo socialista no confronto com Carlos Costa, e aconselhou os lesados do Banif a organizarem-se como fizeram os do BES.

Se tiver que ir a uma segunda volta, o candidato confia que ganha na mesma - esta semana disse numa entrevista ao "Jornal de Notícias" que "se houver segunda volta vai ser um arraso". E conta beneficiar com a divisão que estas presidenciais estão a provocar na ala socialista.

"A divisão no PS é muito grande e vai deixar marca", desabafou ao Expresso a meio da campanha. E embora queira resistir à tentação de espicaçar as fraturas alheias no último embate televisivo, a sua aposta no centro-esquerda é para levar até ao fim. Esta segunda-feira, a sessão pública da noite é em Almada.