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Presidenciais 2016

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Edgar Silva. Presidente deve vetar exigências da troika

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Marcos Borga

“Já chega da narrativa de roubo e de ataque aos direitos dos trabalhadores”. Candidato comunista não tem dúvidas: enquanto Presidente não deixaria passar novas alterações à lei dos despedimentos e à contratação coletiva, como a troika volta a propor

Primeiro em Palmela, depois em Alverca, Edgar Silva começou o dia desta segunda-feira com um objetivo: reclamar o estatuto de "único candidato" que verdadeiramente está ao lado dos trabalhadores e da justiça social. "O trabalho, os direitos dos trabalhadores e o trabalho com direitos são componentes fundamentais da minha candidatura", disse no final do almoço com trabalhadores da Câmara de Palmela.

E sobre justiça social, o seu currículo fala por ele. "Não basta chorar e dizer 'que pena, que pena, existem pobres', que às vezes até dão jeito", disse. Para o candidato do PCP "é preciso atacar a raiz dos problemas" e só há uma solução: aumentar os rendimentos. "Sem que em Portugal se toque na justiça dos salários, não haverá maneira de vencer as desigualdades e a pobreza".

No passará

Mais adiante na agenda da campanha, o candidato foi a Alverca contactar com os trabalhadores da OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, uma empresa recentemente transferida para a esfera privada. Edgar Silva, que reclama uma Presidência da República mais interveniente, garantiu que com ele em Belém "nenhuma proposta passará sem veto em tudo o que atente contra os direitos, liberdades e garantias de quem trabalha em Portugal".

Com a troika de regresso a Portugal e as noticiais de novas exigências para flexibilização dos despedimentos e redução da contratação coletiva, o que faria Edgar Silva se chegasse à Presidência? "Tudo o que provoque a vulnerização dos direitos dos trabalhadores não pode contar com o meu apoio". Isto é, vetaria todos os diplomas que a troika possa trazer na bagagem de mão na próxima visita a Portugal.

"Já chega de toda uma narrativa de roubo e de assalto aos direitos dos trabalhadores", acrescentou, para concluir que "é dever de Estado do Presidente da República, tudo fazer para que Portugal se afirme como país soberano e independente".