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Presidenciais 2016

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Edgar Silva também fala em “tempo novo”

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Marcos Borga

A expressão não é um exclusivo de Sampaio da Nóvoa. O candidato do PCP também pede uma mudança e o regresso aos “valores de Abril”. “Isto tem de levar uma volta”, disse no final de uma arruada em Queluz

Os dados sobre a pobreza mundial e da concentração de 99% da riqueza do planeta nas mãos de apenas um por cento da população deram o mote. Edgar Silva condenou esta situação "brutal" e o "escândalo" que vem mostrar que "toda a economia mundial está feita para roubar o que devia ser de todos". E conclui que "isto tem de levar uma volta".

E "isto" significa a pobreza que atinge um terço da população portuguesa. Mas não só. Significa ainda a mudança de protagonistas na Presidência da República, colocando em Belém alguém que "assuma o dever da justiça social". Depois de se ter aberto "um tempo novo" nas últimas legislativas, "não podemos deixar que a direita recupere agora o que perdeu a 4 de outubro".

Primeiro o Governo, depois a Presidência. Na última semana de campanha, Edgar Silva glosa o seu adversário Sampaio da Nóvoa. Pede para recuperar os valores de abril, reclama o património da revolução democrática e apela a que "este tempo novo possa ser vida concreta".

A hora começa a ser decisiva e o candidato não se esquece nunca de deixar um apelo aos militantes que o seguem nas ações de campanha para que "sejam capazes de mobilizar muito mais gente". "Que ninguém fique em casa no próximo domingo", diz Edgar Silva no contacto direto nas ruas. Mas o povo, por enquanto, ainda parece indeciso. "Confesso que ainda estou sem saber em quem votar", diz uma lojista que recebe o beijinho do candidato na rua da Estação, em Queluz. Olhe, mas vote. Seja em quem for, mas vote", responde Edgar. A abstenção não deixa de ser um sério adversário.