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Presidenciais 2016

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Cândido Ferreira quer ser “detonador de projetos” (e vê “desorientados” os candidatos socialistas)

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José Coelho / Lusa

Candidato diz que venceria uma segunda volta se tivesse tido “apoio de um partido”. “E só não tenho porque não sou pau mandado de ninguém”

O candidato presidencial Cândido Ferreira disse esta segunda-feira, em Peniche, que os candidatos da ala socialista estão "desorientados" e sem garantias de conseguirem vencer uma segunda volta.

"O PS, que está sem nenhuma referência, está desorientado e está com dois candidatos que estão altamente fragilizados, sem que nenhum deles consiga vencer a segunda volta, se houver segunda volta", afirmou aos jornalistas Cândido Ferreira, que já foi deputado municipal e presidente da Distrital de Leiria do PS.

De visita à Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, o candidato mostrou-se "convencido de conseguir essa tarefa", se tivesse contado com o apoio de um partido. "Se eu tivesse tido o apoio de um partido, e só não tenho porque não sou pau mandado de ninguém, nem estou disposto a negociar esses apoios, teria tido um outro resultado, completamente diferente", defendeu.

O candidato apontou, também, falta de apoio mediático como fator prejudicial à sua campanha. "Estive sete meses e meio a fazer comunicados e ações de rua e a minha própria família pensava que eu tinha desistido da candidatura porque nada via", defendeu, acrescentando que "só começou a ser projetado pela comunicação social três ou quatro dias antes da sondagem efetuada".

Apesar disso, fez um balanço "positivo" da primeira semana de campanha, uma vez que "está a ser conhecido" e, "mesmo assim", tem encontrado na rua pessoas que lhe dizem que "é o candidato de que estavam à espera".

Por isso, prometeu ser "detonador de projetos" e posicionar-se já a pensar numas "próximas" eleições. "Depois de ter sido candidato à Presidência da República, entendo que não devo correr o mesmo risco de Mário Soares ou de Fernando Nobre, que vieram a ter funções partidárias. Os votos que as pessoas depositarem em mim é para integrar em causas cívicas, movimentos de cidadania e para defender o meu país e não é para defender qualquer formação partidária", disse.

Em dia dedicado às questões do mar e da agricultura, Cândido Ferreira alertou que o mar "está em perigo" pelas políticas defendidas pela União Europeia e não pode ser esquecido, porque Portugal tem "40 vezes mais mar do que terra".