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Presidenciais 2016

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Marcelo “grato” ao PSD, diz que votar “é um imperativo de consciência”

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José Carlos Carvalho

Chegou o "obrigado" à sua área política por "ter percebido" a sua campanha diferente. Mas a prioridade de Marcelo é, a partir de agora, combater a abstenção. "Votar é um imperativo de consciência. Ninguém se deve isentar".

Ângela Silva

Ângela Silva

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Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

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Fotojornalista

"Espero daqui a uma semana poder estar sintonizado convosco na alegria da vitória". O domingo correu bem ao candidato "dos afetos" e a mensagem subiu de tom. Marcelo agradeceu ao PSD ter aceitado ficar na sombra, começou a dramatizar o apelo ao voto e passou a falar abertamente da vitória.

"Votar é um imperativo de consciência, todos têm esse dever de participação e ninguém se deve isentar", afirmou o candidato na sessão pública em Aveiro, onde, pela primeira vez, agradeceu à sua família política: "Estou grato àqueles que, da minha área política, souberam perceber que um candidato presidencial não é um líder partidário e que a sua mensagem deve estar acima das candidaturas partidárias".

Antes, num café de Espinho, Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, tinha dito "não conhecer ninguém que esteja zangado" com Marcelo. E o próprio soube fazer o resto: passar a mão pelo ego dos militantes e dirigentes do PSD e do CDS que se viram relegados para segundo plano numa campanha que o candidato exigiu distanciada de máquinas partidárias e velhos formatos.

Marcelo tenta puxar pelas hostes acenando-lhes com a perspetiva de vitória no próximo domingo: "Não tenho a certeza que todos com quem contactei gostem de mim, mas tenho a certeza que não senti acrimónia. E isso é um começo de vitória".

O candidato parece confiar na arriscada escolha que fez: "Depois de anos de grande tensão, os portugueses querem desdramatizacão, simplicidade e afeto. E o afeto não é um verbo de encher".

Em Viseu, numa tarde domingueira, as pessoas foram especialmente calorosas com ele na rua. E ele foi o show do costume nos contactos de rua: "Eu sou assim. Há quem goste e quem não goste. Mas eu penso que os portugueses gostam deste modo direto de abrir o coração".

"Mas eles precisam de porrada". A frase repetiu-se numa rua onde um cidadão lhe pede que responda aos adversários. Mas Marcelo não vai nesse jogo: "Nããão! Eles querem que eu me enerve mas eu conto até 100. E quando chegar a 100, a campanha acabou".